[Footnote 26: _Du principe de l’art_, etc.]
[Footnote 27: _Prudhon_--«_Du principe de l’art_»--Paris
1865.--É curioso confrontar esta opinião de Prudhon com a de Carlos
Lévêque, que decerto não está muito proximo d’elle em taes assumptos,
mas que os estudou e conhece profundamente.
Comparando a Venus da Farnésina á Venus de Milo, diz:
«Os dois elementos rivaes são conciliados pelo sacrificio reciproco
das suas pretenções extremas. Do paganismo, Raphael separou esta
plasticidade que chama sobre si propria a vista; do mysticismo afastou
o tosco e a austeridade. Não ha já entre o sentimento dos seus
personagens e as suas fórmas corporeas senão uma consonancia suave. Os
pagãos se revivessem não encontrariam tudo o que era seu e lamentariam
um certo accrescimo de vitalidade _frémissante_.
«Pelo contrario as almas devotas até ao ascetismo murmuravam já no
seculo XVI e prantêam ainda hoje esta brilhante reintegração da fórma.»
Isto com relação á obra raphaelesca que, diz Lévêque, «reconciliou
Venus com Psyché e o corpo com a alma deixando a preeminencia a esta.»
De Leonardo de Vinci porém, que não tem na sua opinião a «intuição da
plasticidade eloquente e pura», diz: «Muito voluptuosa e não assás
bella, a sua _Leda_ tem as coxas robustas, o busto curto e a
expressão sensual. Para as mais diversas cabeças este mestre tão habil
não tem mais que um sorriso, o sorriso fascinador e perturbador da
_Monna Lisa_, que a gente se admira de ver brincar na bôca da
Virgem e nos labios mysticos e maternaes de Santa Anna.»
(_C. Lévêque_--«L’œuvre paienne de Raphael.»--Revue des deux mond.
An. XXXVIII).
Grave erro ha porém n’estas comparações da _estatuaria_ grega com
a _pintura_ christã. As duas artes teem elementos diversos que
implicam diversos effeitos estheticos.]
[Footnote 28: _D. Francisco Tubino_--«Murillo; su época, su vida,
sus quadros. Sevilla--1864.]
[Footnote 29: Ib.]