Ahi começa a apparecer o terreno vulcànico, e com elle o basalto. É a

primeira região dos ràpidos e cataractas, onde fôra um serio obstàculo,

a grande cataracta de Gonha; tudo mais com pequeno trabalho se tornava

facilmente navegavel, abrindo um canal junto de uma das margens. Mesmo

em Gonha, era de pequena difficuldade profundar um canalête que existe

na margem esquêrda junto do caminho que segui por terra, e que vem

designado na carta, por onde se escôam àguas na èpocha das cheias.

Da ùltima cataracta, Catima-Moriro, até á confluencia do Cuando, torna o

rio a ter uma navigabilidade facil.

D'ahi para jusante novos ràpidos vam terminar na enorme cataracta de

Mozi-oa-tunia, e essa região não poderá nunca ser aproveitada como via

importante, porque uma sèrie de abismos lhe corta um futuro melhoramento

qualquér quanto a navegação.

No valle do Alto Zambeze ha terrenos productivos e ferteis. Vastas

pastagens alimentam milhares de rêzes nos valles, acima e abaixo da

região das cataractas. Na região montanhosa ha a môsca Zê-zê, e torna-se

difficil passar os gados de Lialui ao Quisseque.

Contudo, a môsca está concentrada nas florestas da região das

cataractas, e para leste do Barôze não existe, porque os povos

Chuculumbes sam grandes pastôres.

O valle do Alto Zambeze, cheio de belleza, fertil e rico, exhala do seu

seio envôlto nos aromas das suas flôres o miasma pestilente. Os

Macololos fôram dizimados pelas febres, e quando as azagaias do rei

Chipopa libertáram o paiz dos ùltimos conquistadores, já o clima tinha

feito a sua obra de destruição.

Os Bihenos, que resistem ás febres de quasi tôdos os paizes Africanos

que visitam, sam fulminados pelos miasmas do Zambeze.

No paiz entre o Bihé e o Zambeze, onde as caravanas se demoram muito

tempo a permutar cêra, é rarissimo haver um caso de febre no gentio

Biheno; àlém da planicie do Nhengo, multiplicam-se as sepulturas

d'elles.

Verissimo, indìgena e possuindo uma organização refractaria ao miasma,

Verissimo, que nunca em sua vida estivera doente, não pôde escapar ao

clima do Barôze, e vímos no capìtulo antecedente ser elle prostrado pêla

febre. Eu mesmo, que resisto bastante ás endemias Africanas, sentia

respirar a morte com o ar que respirava ali.

Esta verdade, se tivera sido apregoada ha mais tempo, teria poupado a

vida á familia Elmore, que só d'abeirar-se ao paiz succumbio; porque o

clima na região do Quisseque, e da confluencia do Cuando até Linianti,

não tem melhores condições de salubridade do que o Barôze.

Cumpro um dever falando bem alto a linguagem da verdade a respeito de um

paiz que está merecendo a attenção da Europa.

Ahi fica ella, e salva está a minha responsabilidade de informador

consciencioso, para todas as desgraças, que aquella voragem ainda ha de

causar aos que não crerem.

¿Será por isso o Lui um paiz de que se dêva fugir e ao qual ninguem se

deverá abeirar? Não é, e eu vou procurar demonstrar, que elle deve

merecer uma séria attenção, não só á Europa em geral, como muito

particularmente a Portugal.

A Àfrica Austral, entre os parallelos 12 e 18, tem uma largura media de

dois mil e seiscentos kilòmetros, e a partilha das àguas para as duas

costas faz-se a um quinto d'esta extensão, junto á Costa de Oeste;

porque se faz pròximo do meridiano 18 E. Greenw., isto é, a 600

kilòmetros apenas, da Costa Oeste.

D'ahi já se lançam dois rios, cujas àguas se juntam ao Zambeze, o

Lungo-é-ungo e o Cuando.

Antes de vermos a importancia d'estes dois cursos d'àgua, estudemos o

proprio rio gigante, aquelle que bebe as àguas de tôdo o planalto

Africano ao sul do parallelo 12 até ao parallelo 20, e a leste do

meridiano 18.

O Zambeze divide-se naturalmente em tres grandes trôços perfeitamente

distinctos:

O alto curso, o curso medio, e o curso inferior.

O Alto Zambeze comprehende o rio desde as suas nascentes, ainda ignotas,

até á sua grande Cataracta Mozi-oa-tunia.

O curso medio estende-se desde Mozi-oa-tunia aos ràpidos de Cabrabassa;

e o Baixo Zambeze d'ahi ao Mar Indico.

Vejamos agora quaes sam as condições de navigabilidade de cada uma

d'estas partes do rio, e qual a sua importancia relativa, e a dos seus

affluentes.

Já n'este mêsmo capìtulo descrevi as condições do Alto Zambeze e por

isso começarei por tratar do seu curso medio.

Conta elle de Mozi-oa-tunia a Cabrabassa uma extensão de 460 milhas

geogràphicas, ou de 828 kilòmetros, e divide-se em duas regiões

perfeitamente distinctas, a superior e a inferior, cada uma das quaes é

extensa de 230 milhas, ou 414 kilòmetros.

A região superior, que principia na grande cataracta e termina nos

ràpidos de Cariba, não tem importancia como via navegavel, nem pelos

affluentes que recebe, todos pequenos e inaproveitaveis á navegação.

Tem esta região alguns trôços navegaveis, mas em pequenas extensões, e

logo interrompidos com ràpidos. A segunda parte do curso medio, de

Cariba a Cabrabassa, está em condições bem differentes, tanto por

offerecer uma facil navigabilidade como por os importantes affluentes

que recebe do Norte. De um d'estes affluentes me occuparei em breve.

O Baixo Zambeze, de Cabrabassa ao mar, conta uma extensão de 310 milhas

geogràphicas, ou 560 kilòmetros, onde apenas poucas milhas sam occupadas

pelas cachoeiras de Cabrabassa; sendo o resto do curso navegavel, ainda

que em más condições, por falta de àgua na estação estia.

Esta parte do rio, mesmo nas más condições em que está da confluencia do

Chire a Tete, é ainda uma grande via por onde se faz todo o commercio do

interior com Quelimane. Recebe elle um affluente importante, o Chire,

magnìfico rio, que da sua foz a Chibisa, não tem cataractas, sendo

perfeitamente navegavel. O Chire que vem do Norte, no seu têrço medio

corre a S.E. quasi parallelamente ao Zambeze; e por isso de Chibisa a

Tete apenas medea uma distancia de 65 milhas geogràphicas, ou 117

kilòmetros, em terreno pouco accidentado, e que hoje, sem caminhos, se

vence facilmente a pé em cinco dias.

Esta circunstancia é muito para merecer a attenção; porque, sendo o rio

Zambeze pobre em profundidade da foz do Chire a Tete, não o é do Mazaro

ao mar; e assim, navegando-se por elle e pelo Chire até Chibisa,

chegamos a 5 dias de jornada a pé, de Tete, com toda a rapidez que nos

podem proporcionar aquellas magnìficas vias. Os 117 kilòmetros que

separam Chibisa de Tete, podem ser vencidos em um dia com uma simples

estrada de rodagem, e em tres horas com uma ferrovial.

Estam pouco ou nada estudados os ràpidos de Cabrabassa, e não faço idéa

até que ponto elles constituem um sério obstàculo á navegação, e se com

pequeno ou grande trabalho se poderia remover esse obstàculo.

Sei porem, que a região que elles occupam é pouco extensa, o que já

constitue uma vantagem indiscutivel.

Voltemos ao curso medio do Zambeze.

Recebe elle pelo norte dois importantes rios, o Aruangua do norte, e o

Cafucué.

O primeiro, em cuja foz assentou outrora a importante e commercial villa

do Zumbo, cujas ruinas attestão até que ponto a ouzadia Portugueza, ia

fundar os seus mercados, introduzindo a civilisação e o commercio nas

mais remotas terras Africanas, é um rio volumoso em àguas, mas, (dizem

os sertanejos Portuguezes) muito cortado de cataractas.

Seria contudo importantissimo o seu estudo, ainda que não lhe vejo a

mesma importancia que tem o outro rio, o Cafucué, de que vou falar.

Os pombeiros Bihenos passam ao norte do Lui, atravessam o paiz dos

Machachas, e encontram um rio enorme a que elles chamam o Loengue. Esse

rio é percorrido por elles nas suas viagens de tràfico, que o sobem até

ás origens, e descem até á foz, onde toma o nome de Cafucué.

Alguns dos que estavam comigo fizéram muitas vezes essa viagem, e raro é

o Biheno que não tenha estado em Caiuco.

Miguel, o meu caçador de elefantes, de quem mais de uma vez falei no

correr da minha narrativa, passou dois annos n'aquelle paiz caçando

elefantes, e muitas vezes percorreu o rio embarcado de Caiuco a

Semalembue; isto é uma distancia que eu calculo grosseiramente em 220

milhas geogràphicas, ou 400 kilòmetros.

De Lialui a Caiuco deve a distancia ser de 220 kilòmetros, porque é

facilmente vencida pelos Luinas em dez dias, havendo exemplos de ter

muitas vezes sido ganha em 8 e 7. Em virtude d'estes dados, lancemos um

ràpido golpe de vista ao estudo que temos feito do Zambeze, e

reconheceremos que, n'uma extensão de 900 milhas geogràphicas, ou 1620

kilòmetros, seguindo pelo Zambeze, Chiri-Tete, Cafucué ou Loengoe, a

Caiuco e Lialui, temos apenas 18 dias de caminho por terra, 5 de Chibisa

a Tete, 3 de Cabrabassa, e 10 de Caiuco a Lialui; representando uma

extensão de 400 kilòmetros, e por isso sendo aproveitados 1220

kilòmetros de vias fluviaes perfeitamente navegaveis.

Voltemos agora ao Alto Zambeze, e vejamos quaes as suas circunstancias

com relação aos seus affluentes. De um sabemos nos já que é navegavel, o

Cuando, mas sabemos tambem, que elle desàgua entre duas regiões de

cataractas; o que o isola das partes importantes do curso do Zambeze.

Mas da região que está entre a sua foz e o Lui, já disse que não vejo

impossibilidade de ser facilmente tornada em via aproveitavel; e logo

que assim seja, e mesmo agora, poderìamos descer do Lui, e subir pelo

Cuando até perto do meridiano 18.

Contudo, outro rio poderia fornecer-nos o meio de attingir aquelle ponto

mais directa e facilmente, se fôsse navegavel.

Era elle o Lungo-é-ungo.

O Lungo-é-ungo é a grande estrada dos Bihenos para o Alto Zambeze, e por

isso muito conhecido d'elles. Affirmam-me, que não tem cataractas, e não

deve tel-as, correndo em terreno igual ao do Cuando e do Ninda.

O seu desnivelamento é de 400 metros em 540 kilòmetros de curso.

Dizem os Bihenos, e affirmáram-me os naturaes, sempre que andei pròximo

d'esse rio, que elle não tem cataractas, como já disse, mas que por

vezes a sua corrente é muito violenta, sendo preciso puxar as canôas á

cirga. Sendo isto verdade, como supponho, chegarìamos do Mar Indico,

quasi á Costa de Oeste d'Àfrica, apenas com 18 dias de caminho por

terra, a pé! Isto é, em uma extensão superior a dois mil kilòmetros,

apenas terìamos de caminhar em terra 400!

A exploração do Loengue ou Cafucué e a do rio Lungo-é-ungo sam hoje das

mais importantes a emprehender na Àfrica Austral, e sam relativamente

faceis e pouco custosas.

Não pude deixar de chamar a attenção para este ponto, que resolve o

problema da facil communicação entre as duas costas.

Já vam longas estas divagações, em um capìtulo onde eu apenas tencionava

apresentar os meus trabalhos geogràphicos e meteorològicos.

Nas seguintes pàginas vai publicado d'esses trabalhos, o que eu julguei

mais interessante para alguns leitores.

Ás observações iniciaes de astronomia que me déram a determinação dos

pontos do meu caminho, seguem-se aquellas que me premitíram fazer o

relêvo do continente.

V[~e]m depois as notas meteorològicas, com interrupções inevitaveis

quando se é só a fazer um trabalho tal.

Constam ellas de dois boletins, que registam as observações feitas 0 h.

43 m. de Greenwich, e ás 6 horas da manhã do logar em que me achava,

hora a que dava corda aos chronòmetros.

O estudo d'esses boletins mostra sempre a grande uniformidade das

oscillações baromètricas, e as enormes desigualdades de temperatura e de

humidade do ar nos paizes a que se referem.

Vê-se tambem, que os ventos reinantes sam do quadrante Este em todo o

paiz do Bihé ao Zambeze.

Como já tive occasião de dizer, e bem se comprehende ao ler a minha

narrativa, não pude fazer collecções naturalistas, e apenas,

aproveitando muito pouco papél de que podia dispor, levei das nascentes

do rio Ninda algumas plantas, que estam em poder do Snr. Conde de

Ficalho, para serem estudadas, e onde parece já terem apparecido algumas

especies novas.

É opinião do Snr. Conde de Ficalho, que o cereal muito cultivado entre

os Quimbandes e Luchazes, a que eu chamo _Massango_, e erradamente

chamei Alpiste, é uma especie de _Penicillaria_, a que chamavam outrora

os botànicos _Penicetum typhoideum_.

Aquelle que eu designo com o nome de _Massamballa_ é o _Sorghum_.

*Quadro das Observações Astronòmicas pelo Major Serpa Pinto do rio

Cuanza ao Zambeze*.

+--------------+---------------------------+---------------+-------------+

| Anno de | Logares onde | Hora dos | Estado para |

| 1879. | observei. | Chronòmetros. | Greenwich. |

+--------------+---------------------------+---------------+-------------+

| | | H. M. S. | H. M. S. |

a| Junho 17 |Mavanda | --- | --- |

b| " " | " | 9 12 39 |+ 3 47 18 |

c| " " | " | 5 53 44 |+ 3 47 4 |

d| " " | " | 5 37 55 | --- |

e| " 22 | " | 9 25 38 |+ 3 47 48 |

f| " 24 |Rio Onda | --- | --- |

g| " " | " | 8 57 0 |+ 3 47 54 |

h| " 25 | " | --- | --- |

i| " 26 | " | 9 42 58 |+ 3 48 10 |

j| " 30 |1.5 milha a O. do rio Cuito| --- | --- |

l| " " | " | 9 3 51 |+ 3 48 46 |

m| Julho 2 |Alem do Cuito | --- | --- |

n| " 3 | " | 0 29 32 |+ 3 49 7 |

o| " " | " | 3 53 7 | --- |

p| " 4 |Cambimbia | --- | --- |

q| " " | " | 8 56 46 |+ 3 49 15 |

r| " " | " | --- | --- |

s| " " | " | 8 55 26 |+ 3 49 15 |

t| " 6 |Cambuta | --- | --- |

u| " " | " | 9 0 2 |+ 3 49 31 |

v| " 7 | " | --- | --- |

x| " " | " | 9 10 14 |+ 3 49 39 |

z| " 10 |Nascente do Cuando | --- | --- |

0| " 11 | " | 8 53 23 |+ 3 50 24 |

1| " " | " | --- | --- |

2| " 14 |Nascente do Cubangui | --- | --- |

3| " " | " | 9 11 11 |+ 3 50 54 |

4| " 17 |Cangamba | 9 2 40 |+ 3 51 24 |

5| " 18 | " | --- | --- |

6| " 19 | " | --- | --- |

7| " " | " | 9 5 8 |+ 3 51 44 |

8| " 23 | " | 9 9 29 |+ 3 51 56 |

9| " " |Margem Direita do Cubangui | 4 49 47 |+ 3 52 5 |

A| " " | " | 4 52 5 |+ 3 52 5 |

B| " " | " | --- | --- |

C| " 29 |Caú-eu-hue | --- | --- |

D| " " | " | 8 55 42 |+ 3 52 48 |

E| " " | " | 8 58 22 |+ 3 53 1 |

F| " " | " | 8 59 5 |+ 3 53 1 |

G| " " | " | 8 59 42 |+ 3 53 1 |

H| " 31 | " | 8 45 30 |+ 3 53 19 |

I| " " | " | 8 46 28 |+ 3 53 19 |

J| " " | " | 8 47 27 |+ 3 53 19 |

L| " " | " | 8 48 58 |+ 3 53 19 |

M| " " | " | 8 50 40 |+ 3 53 19 |

N| Agosto 3 | " | 9 9 11 |+ 3 53 49 |

O| " 4 |Margem Esquerda do Cuchibi | 3 15 7 |+ 3 53 51 |

P| " " | " | 2 40 47 | --- |

Q| " 5 |Ponto onde deixei o Rio | --- | --- |

R| " " | " | 8 53 7 |+ 3 54 0 |

S| " 7 |Rio Chicului | --- | --- |

T| " " | " | 9 0 6 |+ 3 54 16 |

U| " 10 |Nascente do rio Ninda | 6 57 20 |+ 3 54 41 |

V| " " | " | 6 58 20 |+ 3 54 41 |

X| " " | " | 3 3 52 |- 2 7 56 |

Z| " 11 | " | --- | --- |

=| " " | " | 3 3 9 |- 2 7 53 |

-| " 13 |Margem do Ninda | --- | --- |

+| " " | " | 6 33 5 }| |

/| | | }| 3 55 7 |

*| " 16 | " | 6 55 53 }| |

:| " " |Povoação de Calomba | --- | --- |

;| " " | " | 6 29 36 }| |

!| | | }|+ 3 55 33 |

?| " " | " | 6 54 8 }| |

| | | | |

^| " " | " | 6 31 48 }| |

'| | | }|+ 3 55 33 |

.| " " | " | 6 51 46 }| |

,| " 18 |Povoações do Nhengo | --- | --- |

\| " " | " | 8 58 21 |+ 3 55 42 |

"| " 21 |Canhete | --- | --- |

$| " 25 |Lialui | --- | --- |

%| " 29 | " | --- | --- |

&| Setembro 10 |Catongo | --- | --- |

(| " 12 | " | 3 46 19 |+ 3 57 35 |

)| " " | " | 1 9 50 | --- |

[| " 19 | " | 9 6 53 |+ 3 58 42 |

]| " " | " | 3 4 9 | --- |

«| " 20 | " | 0 20 0 |+ 3 58 0 |

»| " 21 | " | 6 2 0 |- 1 33 0 |

<| " " | " | 6 0 0 |- 1 33 0 |

>| " 22 | " | 5 38 0 |- 1 33 0 |

~| Outubro 1 |Sinanga | --- | --- |

{| " 4 |Sioma | --- | --- |

}| " " | " | 10 10 1 |+ 4 0 40 |

_| " 9 |Confluencia do Jôco | 9 8 9 |+ 4 1 30 |

£| " " | " | 10 42 0 |- 1 36 0 |

#| " 11 |Cataracta de Nambué | 12 3 0 |- 1 37 0 |

¨| " " | " | 3 48 34 |+ 4 1 50 |

+--------------+---------------------------+---------------+-------------+

+----------------+-----------+-----+-----+-------+-----+-----------------+

| Natureza | Dupla | | | | | |

| da | altura do | [A] | [B] | [C] | [D] | Resultados. |

| Observação | astro. | | | | | |

+----------------+-----------+-----+-----+-------+-----+-----------------+

| | ° ' " | ° '|H. M.| ' " | | ° ' |

a|Altura Mer. [*-]| 107 32 20 | --- | 1 9| -0 40 | 1 |Lat. 12 35 S.|

b|Chron. [*-] | 83 45 10 |12 35| --- | -0 35 | 3 |Long. 17 26 E.|

c| " [)-] | 70 33 10 |12 35| --- | " | 1 |Diff. do Chron. |

| | | | | | | 4^h.57^m.6^s.|

d|Eclipse do 1^o. | --- | --- | --- | --- | --- |Long. 17°30'E.|

| satèlite de Jup| | | | | | |

e|Chron. [*-] | 79 30 16 |12 35| --- | -0 50 | 3 | " 17 30 E.|

f|Altura Mer. [*-]| 107 24 10 | --- | 1 10| -0 30 | 1 |Lat. 12 37 S.|

g|Chron. [*-] | 88 24 20 |12 37| --- | -0 25 | 1 |Long. 17 45 E.|

h|Altura Mer. [*-]| 107 25 30 | --- | 1 10| -0 30 | 1 |Lat. 12 38 S.|

i|Chron. [*-] | 73 18 40 |12 37| --- | -0 40 | 1 |Long. 17 46 E.|

j|Altura Mer. [*-]| 107 31 20 | --- | 1 12| " | 1 |Lat. 12 48 S.|

l|Chron. [*-] | 86 4 24 |12 48| --- | " | 5 |Long. 18 7 E.|

m|Altura Mer. [*-]| 107 35 50 | --- | 1 12| " | 1 |Lat. 12 54 S.|

n|Chron. [)-] | 83 23 30 |12 57| --- | -0 40 | 3 |Diff.para o logar|

| | | | | | | 5^h. 2^m. 45^s.|

o|Eclipse do 1^o. | --- | --- | --- | --- | --- |Long. 18°23'E.|

| satèlite de Jup| | | | | | |

p|Altura Mer. [*-]| 107 50 0 | --- | 1 13| -0 40 | 1 |Lat. 12 56 E.|

q|Chron. [*-] | 86 38 40 |12 56| --- | " | 3 |Long. 19 41 E.|

r|Altura Mer. [*-]| 107 50 20 | --- | 1 14| " | 1 |Lat. 12 56 S.|

s|Chron. [*-] | 87 3 47 |12 56| --- | " | 4 |Long. 19 41 E.|

t|Altura Mer. [*-]| 108 9 0 | --- | 1 15| " | 1 |Lat. 12 58 S.|

u|Chron. [*-] | 87 3 50 |12 58| --- | " | 3 |Long. 18 43 E.|

v|Altura Mer. [*-]| 108 22 0 | --- | 1 15| " | 1 |Lat. 12 58 S.|

x|Chron. [*-] | 83 57 36 |12 58| --- | " | 3 |Long. 18 45 E.|

z|Altura Mer. [*-]| 109 2 0 | --- | 1 16| " | 1 |Lat. 12 59 S.|

0|Chron. [*-] | 89 36 30 |12 58| --- | " | 3 |Long. 18 57 E.|

1|Altura Mer. [*-]| 109 16 50 | --- | 1 16| " | 1 |Lat. 12 59 S.|

2| " | 109 43 40 | --- | 1 18| " | 1 | " 13 12 S.|

3|Chron. [*-] | 83 33 16 |13 12| --- | " | 3 |Long. 19 27 E.|

4| " | 86 1 40 |13 38| --- | -0 50 | 3 | " 19 41 E.|

5|Altura Mer. [*-]| 110 9 20 | --- | 1 19| " | 1 |Lat. 13 38 S.|

6| " | 110 30 50 | --- | " | " | 1 | " 13 38 S.|

7|Chron. [*-] | 85 41 33 |13 38| --- | -1 50 | 3 |Long. 19 41 E.|

8|Azimuth 26° 15' | 84 42 30 | " | --- | -0 20 | 1 |Variação 18 22 O.|

9|Chron. [*-] | 87 48 50 |13 48| --- | -0 35 | 3 |Long. 19 42 E.|

A| " | 88 37 27 | " | --- | " | 3 | " 19 44 E.|

B|Altura Mer. [*-]| 111 42 40 | --- | 1 19| " | 1 |Lat. 13 48 S.|

C| " | 112 58 40 | --- | " | -1 0 | 1 | " 14 30 S.|

D|Chron. [*-] | 89 23 10 |14 30| --- | " | 1 |Long. 20 19 E.|

E| " | 88 28 40 | " | --- | " | 1 | " 20 17 E.|

F| " | 88 15 0 | " | --- | " | 1 | " 20 16 E.|

G| " | 88 2 20 | " | --- | " | 1 | " 20 16 E.|

H| " | 93 16 50 | " | --- | " | 1 | " 20 17 E.|

I| " | 92 59 10 | " | --- | " | 1 | " 20 16 E.|

J| " | 92 39 40 | " | --- | " | 1 | " 20 17 E.|

L| " | 92 11 0 | " | --- | " | 1 | " 20 15 E.|

M| " | 91 36 30 | " | --- | " | 1 | " 20 17 E.|

N| " | 86 5 50 | " | --- | -0 55 | 2 | " 20 15 E.|

O| " | 76 56 50 |14 34| --- | " | 2 |Diff.para o logar|

| | | | | | | 5^h. 14^m. 56^s.|

P|Eclipse do 1^o | --- | --- | --- | --- | --- |Long. 20 23 E.|

| satèlite de Jup| | | | | | |

Q|Altura Mer. [*-]| 116 8 10 | --- | 1 21| -0 55 | 1 |Lat. 14 42 S.|

R|Chron. [*-] | 91 47 53 |14 42| --- | " | 3 |Long. 20 25 E.|

S|Altura Mer. [*-]| 117 21 40 | --- | 1 21| " | 1 |Lat. 14 39 S.|

T|Chron. [*-] | 89 44 50 |14 42| --- | " | 3 |Long. 20 38 E.|

U|Alt. prox. do | 118 37 50 | --- | --- | " | 1 |Lat. 14 46 S.|

| Mer. [*-] | | | | | | |

V| " | 118 35 10 | --- | --- | " | 1 | " 14 46 S.|

X|Chron. [*-] | 89 35 15 |14 46| --- | " | 3 |Long. 20 55 E.|

Z|Altura Mer. [*-]| 119 26 20 | --- | 1 23| -0 50 | 1 |Lat. 14 46 S.|

=|Chron. [*-] | 90 8 46 |14 46| --- | " | 3 |Long. 20 56 E.|

-|Altura Mer. [*-]| 120 33 30 | --- | 1 25| -0 55 | 1 |Lat. 14 48 S.|

+| | | | | | | |

/|Alturas | 120 17 10 | --- | --- | " | 2 |Long. 21 16 E.|

*| iguaes [*-] | | | | | | |

:|Altura Mer. [*-]| 122 12 0 | --- | 1 25| -0 50 | 1 |Lat. 14 54 S.|

;| | | | | | | |

!|Alturas | 121 52 10 | --- | --- | " | 2 |Long. 21 41 E.|

?| iguaes [*-] | | | | | | |

^| | | | | | | |

'| " | 121 58 50 | --- | --- | " | 2 | " 21 41 E.|

.| | | | | | | |

,|Altura Mer.[*-] | 123 15 50 | --- | 1 28| " | 1 |Lat. 15 1 S.|

\|Chron. [*-] | 90 53 53 |15 1| --- | -0 55 | 3 |Long. 22 2 E.|

"|Altura Mer. [*-]| 124 53 40 | --- | 1 30| " | 1 |Lat. 15 11 E.|

$|Altura Mer. [*-]| 127 34 40 | --- | 1 30| -0 55 | 1 |Lat. 15 13 S.|

%| " | 130 22 20 | --- | " | " | 1 | " 15 13 S.|

&| " | 139 8 0 | --- | 1 31| -3 30 | 1 | " 15 17 S.|

(|Chron. [)-] | 71 42 50 |15 17| --- | -0 20 | 3 |Diff.para o logar|

| | | | | | | 5^h.30^m.53^s.|

)|Reapparecimento | --- | --- | --- | --- | --- |Long. 23°19'E.|

| do 1^o sat. de | | | | | | |

| Jup. | | | | | | |

[|Chron. [*-] | 91 35 43 |15 17| --- | -0 55 | 3 |Diff.para o logar|

| | | | | | | 5^h.31^m.36^s.|

]|Reapparecimento | --- | --- | --- | --- | 1 |Long. 23°15'E.|

| do 1^o sat. de | | | | | | |

| Jup. | | | | | | |

«|Amplitude mag. | --- |15 17| --- | --- | 1 |Variação 18 38 O.|

| 18° 40' | | | | | | |

»|Amplitude mag. | --- | " | --- | --- | 1 | " 18 11 O.|

| 17° 20' | | | | | | |

<|Amplitude mag. | --- | " | --- | --- | 1 | " 18 33 O.|

| 19° 10' | | | | | | |

>|Amplitude mag. | --- | " | --- | --- | 1 | " 18 44 O.|

| 18° 20' | | | | | | |

~|Alt. Mer.[+] | 58 5 0 | --- | --- | -1 0 | 1 |Lat. 16 8 S.|

| Dubuhe ([a] de | | | | | | |

| Cygne) | | | | | | |

{| " " | 57 5 0 | --- | --- | " | 1 | " 16 37 S.|

}|Chron. [)-] | 86 3 30 |16 37| --- | -1 5 | 1 |Long. 23 45 E.|

_| " [*-] | 89 19 3 |17 7| --- | -0 50 | 3 | " 24 15 E.|

£|Altura Mer. [)-]| 138 30 0 | --- | --- | -1 0 | 1 |Lat. 17 7 S.|

#| " | 115 55 0 | --- | --- | " | 1 | " 17 18 S.|

¨|Chron. [)-] | 81 46 0 |17 18| --- | " | 1 |Long. 24 22 E.|

+----------------+-----------+-----+-----+-------+-----+-----------------+

*Legenda*:

[A] Latitude Sul.

[B] Longitude em tempo.

[C] Erro do instrumento.

[D] N^o. de Obs.

[*-] símbolo do sol por cima da barra

[)-] símbolo da lua por cima da barra

[+] símbolo de estrela

[a] Letra grega "Alpha"

*Quadro das Observações Hypsomètricas, feitas de Caconda á foz do rio

Cuando no Zambeze, para determinar o relevo do Continente*.

Anno de 1878.

---------+----+-----------------------------+-------+-----+---+-----+------

| | | | | | |

Mez. |Dia.| Designação das localidades. | [A] | [B] |[C]| [D] | [E]

| | | | | | |

---------+----+-----------------------------+-------+-----+---+-----+------

Fevereiro| 9 |Quipembe | 636.0 | 19.6| 23|95.09|1,550

" | 10 |Pessengue | 638.5 | 16.0| " |95.20|1,506

| | (ao nivel do rio Cuando) | | | | |

" | 11 |Quingolo | 632.5 | 21.2| " |94.94|1,604

" | 13 |Palanca | 635.0 | 20.3| " |95.05|1,566

" | 14 |Capôco | 631.3 | 25.2| " |94.91|1,627

" | 22 |Quimbungo | 632.0 | 20.9| " |94.92|1,609

" | 24 |Cunene (ao nivel do rio) | 636.5 | 19.7| " |95.12|1,538

" | 25 |Dumbo (paiz do Sambo) | 625.0 | 20.2| " |94.61|1,707

" | 26 |Burundoa | 629.0 | 18.1| " |94.78|1,646

" | 27 |Gongo | 631.0 | 18.0| " |94.88|1,613

" | " |Ao nivel do rio Cubango | 635.0 | 25.0| " |95.05|1,579

" | 28 |Chindonga | 633.0 | 18.5| " |94.96|1,589

Março | 1 |Cataracta do rio Cutato dos | 636.0 | 26.5| " |95.09|1,570

| | Ganguelas | | | |

" | 2 |Lamupas | 633.0 | 18.1| " |94.96|1,580

" | 4 |Capitão do Quingue | 631.0 | 20.0| " |94.88|1,620

" | 6 |Rio Cuchi (ao nivel d'àgua) | 638.0 | 21.0| " |95.18|1,526

" | 8 |Bilanga (Vicente) (Bihé) | 631.0 | 18.2| " |94.88|1,623

" | 9 |Candimba (Bihé) | 630.0 | 17.8| " |94.83|1,629

" | 20 |Belmonte (Bihé) | 627.6 | 22.6| " |94.72|1,681

Junho | 3 |Commandante (Bihé) | 647.9 | 20.0| " |95.60|1,379

" | 12 |Liúica (ao niv. do Cuanza) | 654.9 | 25.9| " |95.89|1,304

" | 24 |Rio Onda | 650.9 | 22.0| " |95.72|1,347

" | 30 |Rio Cuito (20 metros sobre | 647.9 | 24.0| " |95.60|1,389

| | o nivel do rio) | | | | |

Julho | 2 |Licócótoa | 644.9 | 20.0| " |95.47|1,421

" | 4 |Cambimbia | 645.9 | 20.0| " |95.51|1,408

" | 5 |Serra Cassara Cahiéra | 635.9 | 20.0| " |95.09|1,542

" | 7 |Cambuta | 647.9 | 21.0| " |95.60|1,381

" | 9 |Cutangjo | 650.6 | 21.0| " |95.51|1,348

" | 11 |Nascente do rio Cuando | 650.3 | 24.9| " |95.70|1,362

" | 14 |Nascente do rio Cubangui | 652.6 | 20.0| " |95.79|1,345

" | 17 |Cangamba | 661.0 | 24.0| " |96.14|1,228

" | 23 |Ponto onde deixei o Cubangui | 664.0 | 23.0| " |96.27|1,193

" | 30 |Caú-eu-hue (Cuchubi) | 666.0 | 27.7| " |96.35|1,154

Agosto | 5 |Ponto onde deixei o rio | 669.0 | 25.0| " |96.47|1,133

| | Cuchibi | | | | |

" | 7 |Rio Chicului | 669.0 | 24.9| " |96.47|1,133

" | 11 |Nascente do rio Ninda | 667.0 | 28.3| " |96.40|1,143

" | 18 |Planicie do Nhengo | 677.3 | 28.1| " |96.81|1,012

" | 25 |Lialui | 676.5 | 27.0| " |96.78|1,018

Setembro| 15 |Catongo | 677.4 | 32.6| " |96.81|1,027

Outubro | 5 |Sioma | --- | 20.0| " |96.80| 999

" | 9 |Foz do rio Jôco | 679.0 | 20.0| " |96.88| 974

" | 16 |Quisseque | --- | 22.0| " |96.96| 952

" | 18 |Confluencia do Quando | --- | 37.5| " |97.08| 940

" | 21 |Povoação de Embarira | 681.0 | 37.4| " |96.96| 979

Novembro| 21 |Mozi-oa-tunia | 694.0 | 27.0| " |97.48| 795

---------+----+-----------------------------+-------+-----+---+-----+------

*Legenda*:

[A] Baròmetro.

[B] Thermòmetro.

[C] Temperatura ao niv. do mar.

[D] Hypsòmetro.

[E] Altitude em metros.

*Boletim Meteorològico feito a 0^h. 43^m. de Greenwich*.

Anno de 1878.

Como eu atravessei Àfrica do Atlantico ao mar Indico, volume segundo · 第 7 / 23 段