Nascia a aurora lagrimosa no mal enchoto céo, quando, erguendo a face,
reconheci uma casa á margem da estrada. Era a della. Todas as portadas
da janella estavam fechadas, e as luzes extinctas. Apenas um clarão
avermelhado excessivamente mortiço, semelhante ao que sahe d'uma
lamparina, brilhava como um ponto entre duas taboinhas de persiana, na
ultima janella da direita, em uma alcova lateral ao salão. Debrucei-me
longo tempo sobre o apoio da portinhola para enxergar o ponto vermelho e
expirante. Mas não chorava já. Ia tranquillo, de gelo, prostrado de
fadiga.--Dormirá ella agora?--me dizia eu.