XXXI.

Sob a lagem que o vasto pavimento

Recompunha em mosaico variada,

Subterraneas abobadas se arqueão.

Jazigo aos mortos das passadas eras:

Em memorandas lápidas incisos

Lião-se os nomes seus, que ler não deixa

Ora o sangue que os cobre: aqui não menos

Vião-se, honrando as cinzas, esculpidos

Timbres, emblemas de lavor prestante,

Marmores luzidíos, de vistosas

Multicolores veias serpeados,--

Que, sórdidos já hoje, se baralhão

Com fragmentos d'espadas, de montantes.

Com morriões e arnezes abolados,

Confuso mixto que por cima avulta

D'innumeraveis ataúdes, onde

Enfileirados os defunctos dormem:

Podes vê-los em lugubre apparato,

Ao macilento albor que inda os visita

Por fisgas breves de sombrias grades.

Mas nem por isso desistio a Guerra

D'entrar por estas lobregas cavernas,

Com tórva profusão disseminando

Das sepulcraes abobadas ao longo

Seus thesouros sulfureos, que se elevão

Empilhados em massas volumosas

Junto dos resequidos esqueletos.

Aqui, durante o cêrco, havião feito

Seu paiol os Christãos: longo rastrilho,

Desde agora entornado, se encaminha

Do templo a estes sitios; e eis o extremo

Recurso inabalavel de Minotti

Contra o poder das irruentes turmas.

O Cerco de Corintho, poema de Lord Byron, traduzido em verso portuguez · 第 42 / 48 题