XXVI.

Qual clamoroso _Allah!_--um terço avança

De tropa Musulmana a mais affouta,

E de pulso melhor: vai-lhe na frente,

Nervoso, nu té o hombro, e em moto ondeante

Brandindo o ferro, e sobranceiro a todos,

Do commandante o braço, que expedito

Sabe ferir, e perdoar não sabe.--

Outros embora em mais pomposo traje,

D'espolio ao inimigo a sêde ateem;

Sejão embora muitos os que empunhão

D'aureo lavor custosas cimitarras,

Que de nenhuma escorre tanto sangue;

Ostentem muitos adornada a fronte

De turbantes mais altos, mais airosos;--

Alp é só conhecido por aquelle

Braço nu, que branqueja levantado.

Ei-lo campea onde mais arde a briga!

Não se arvorou pendão sobre estas praias

Que mais destro as fileiras anteceda;

Jámais, durante a Musulmana guerra,

Se despregou bandeira que attrahisse

De tão longe os Delhís: sempre o distinguem

A lampejar como cadente estrêlla!

Onde quer que este braço prepotente

Uma vez se mostrou, logo os mais bravos

Surdem todos alli, ou tarde chegão;

Alli quartel o ignavo em vãos clamores

Ao vingativo Tartaro supplica;

Alli o heróe, no chão deitado e mudo,

Nem quer que quando morre um ai lhe escape,

E inda com tibio golpe derradeiro

Invade o antagonista, que não menos

A par de si prostrou; e bem que expire

Tão alquebrado das feridas mutuas,

Raivando afferra o ensanguentado sólo.

O Cerco de Corintho, poema de Lord Byron, traduzido em verso portuguez · 第 37 / 48 题