Da segunda, e terceira folha do tabaco; e de diversas qualidades delle,
para se mascar, cachimbar, e pisar.
Tudo o que está dito até aqui do tabaco, que chamão da primeira folha,
e vale o mesmo, que o da primeira colheita, se ha de entender tambem do
da segunda, e terceira folha; se a terra ajudar para tanto, e fôr para
isso ajudada com o beneficio do tempo, e do esterco. Por tanto tiradas
todas as meias folhas, corta-se a haste menos de hum palmo sobre a
terra, para que brote ás segundas: e crescendo ellas, se lhes tirão
(como está dito acima) os olhos do tronco, e o capim dos regos: e o
mesmo beneficio, que se fez ás primeiras folhas, se faz ás de segunda
colheita. E se a terra fôr forte, faz-se á terceira, e multiplicão-se
os rolos.
O tabaco da primeira folha he o melhor, o mais forte, e o que mais
dura: e este serve para o cachimbo, e para se mascar, e pisar. O fraco,
para se mascar não serve, e só presta para se beber no cachimbo. Os que
o quizerem pisar hão de ajuntar ao melhor aquelles talos, que se tirão
das folhas, depois de estarem bem seccos: porque estes pisados com as
folhas fazem ao tabaco forte, e de boa côr. E para o tabaco em pó, o
das alagôas de Pernambuco, e dos campos da Cachoeira he o melhor.