Mas, como dizia:
na escuridão só avultava o clarão baço do corpo da _boi-tátá_ , e
era por ela que o _téu-téu_ cantava de vigia, em todos
os flancos da noite.
Passado um tempo, a _boi-tátá_ morreu; de pura fraqueza morreu,
porque os olhos comidos encheram-lhe o corpo mas não lhe deram
sustância, pois que sustância não tem a luz que os olhos em si
entranhada tiveram quando vivos...
Depois de rebolar-se rabiosa nos montes de carniça, sobre os montes
pelados, sobre as carnes desfeitas, sobre as cabelamas soltas, sobre
as ossamentas desparramadas, o corpo dela desmanchou-se,
também como cousa da terra, que se estraga de vez.
E foi então que a luz que estava preza se desatou por aí.
E até pareceu cousa mandada: o sol apareceu de novo!