Foi assim e foi por isso que os homens, quando pela primeira vez
viram a _boi-guassú_ tão demudada, não a conheceram mais. Não
conheceram e julgando que era outra, muito outra, chamaram-na desde
então, de _boi-tátá_, cobra de fogo, _boi-tátá_ , a _boi-tátá_ !
E muitas vezes a _boi-tátá_ rondou as rancherias, faminta, sempre
que nem chimarrão. Era então que o téu-téu cantava, como bombeiro.
E os homens, por curiosos, olhavam pasmados, para aquele grande
corpo de serpente, transparente — _tátá_, de fogo — que media mais
braças que três laços de conta e iam alumiando baçamente as
carquejas... E depois, choravam. Choravam, desatinados do perigo,
pois as suas lágrimas também guardavam tanta ou mais luz que só os
olhos e a _boi-tátá_ ainda cobiçava os olhos vivos
dos homens, que já os da carniça enfaravam...