E vai,
como a _boi-guassú_ não tinha pêlos como o boi, nem escamas como o
dourado, nem penas como o avestruz, nem casca como o tatu, nem couro
grosso como a anta vai, o seu corpo foi ficando transparente
clareado pelos miles de luzezinhas, dos tantos olhos que foram
esmagados dentro dele, deixando cada qual sua pequena réstia de luz.
E vai, afinal, a boi-guassú toda já era uma luzerna, um clarão sem
chamas, já era um fogaréu azulado, de luz amarela e triste e fria,
saída dos olhos, que fora guardada neles, quando ainda estavam
vivos...