D. Luiz pegou na carta meio tremulo e abriu-a.

Era concebida n'estes termos:

«Perdoe-me, meu querido tio, a maneira subita por que o deixo.

Julguei preferivel isto, porque me faltava o animo para despedidas

que talvez o affligissem mais. Espero não prolongar por muito tempo

a minha ausencia. Seria conveniente que Mauricio viesse emquanto

estou em Lisboa. Escrevo-lhe n'este sentido e confio em que v. exc.ª

lhe dará permissão para elle vir ter commigo. Peco-lhe que me espere

nos Bacellos, onde em breve conto vêl-o mais feliz e contente. Até

lá tenho um presentimento de que Deus ha de providenciar para que

não sinta muito a falta que eu lhe possa fazer. Conceda-me sempre a

sua amizade e creia-me

Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia · 第 59 / 93 题