--Vamos dar um passeio na ponte.
* * * * *
Todos se debruçaram no parapeito da ponte, menos Alvaro de Abreu, que se
retirou á entrada, pretextando o que quer que fosse.
--O doutor ficou entupido!--disse o abbade--Foi uma embarrilação bem
merecida... Onde se dão ahi se apanham. Cuidava elle que todos nós
eramos espolinhadoiro do seu _espirito_!... Sempre com o dedo no gatilho
da graçola! Uma graça atura-se; mas estar sempre com o dente mordaz
arreganhado, isso é proprio dos botequins, em camaradagem de estudantes
e banaboias.
--Tem razão, sr. abbade--obtemperou D. Helena--mas, a fallar o que é
verdade, o sr. Pacheco respondeu muito forte.
--Acceito a reprehensão de v. ex.^a--volveu urbanamente o
cavalheiro--mas peço licença para não me arrepender. Quem me considera
talhado para a _corda_, não se offenda se eu o reputo digno de exercitar
o instrumento da forca.