executed.
Art. 2.--The King of Portugal voluntarily makes over to His Son Dom
Pedro all His Rights in Brazil.
Art. 3.--The Emperor of Brazil declares his willingness to renounce his
personal right of succession to the Crown of Portugal.
Art. 4 and secret.--As upon acceptance of the personal renunciation of
the Emperor of Brazil Dom Pedro to the Crown of Portugal, the Cortes of
Portugal will have to fix upon that one of the children of the Emperor,
who shall be called to the succession of that crown at the demise of the
present King: it is understood, that the said Cortes may call to that
succession the eldest son of the said Emperor of Brazil or the eldest
Daughter in failure of male issue.
DOCUMENTO N^o 10
Esboço de Hum Acto de Reconciliação entre Portugal e o Brazil
Art. 1.^o--As duas Partes Européa, e Americana da Monarchia Portugueza
terão para o futuro debaixo da Soberania do Senhor Dom João Sexto, e de
seos Legitimos Descendentes, huma Administração respectivamente
independente, subsistindo todavia entre ellas perpetua união. Cada huma
dellas poderá ter as suas Instituições, e Leys apropriadas ás suas
circumstancias particulares.
Art. 2.^o--A Successão das duas Corôas de Portugal e do Brazil
continuará a ser regulada pelas Leis Fundamentaes da Monarchia.
Art. 3.^o--S. M. Fidelissima assumirá o Titulo de Rei de Portugal e dos
Algarves, e Imperador do Brazil. S. A. Real o Principe Dom Pedro terá
durante a vida de Seo Augusto Pai o Titulo de Imperador Regente do
Brazil, como associado ao Governo d'aquelle Imperio.
Art. 4.^o--O Soberano residirá para o futuro em Portugal ou no Brazil,
segundo as circumstancias o requererem. Aquelle dos dois Paizes em que
Elle se não achar residindo, será regido pelo Principe ou Princeza
Hereditaria da Corôa, aos quaes para o futuro pertencerá só o Titulo de
Regente.
ART. 5.^o--Os Tratados Politicos serão os mesmos para ambos os Paizes;
mas para cada hum delles poderá o Soberano concluir differentes Tratados
de Commercio, adaptados aos seos respectivos interesses.
Art. 6.^o--O Soberano delegará ao Imperador Regente ou Principe Regente
d'aquelle dos dois Paizes em que não estiver residindo, a faculdade de
prover aquelles Empregos que a bôa, e prompta Administração do Estado
exigir, e S. M. Fidelissima confirmará por esta vez os Titulos e Cargos
honorificos assim como os Empregos concedidos até ao presente no Brazil.
Art. 7.^o--A Marinha de Guerra será commum a ambos os Paizes.
Art. 8.^o--Estabelecer-se-hão logo por Lei as bases das relaçõens
commerciaes, que hão de subsistir para o futuro entre Portugal e o
Brazil, devendo os generos, e manufacturas de Lavra, produção ou
Industria de hum e outro Paiz transportados directamente em vazos
Nacionaes, serem mutuamente recebidos com menores direitos do que
houverem de pagar pelos mesmos generos as Naçõens mais favorecidas: de
modo a promover-se efficazmente a Industria respectiva de ambos, e
devendo particularmente attender-se a favorecer os Vinhos de Portugal
por serem o objecto mais consideravel de Exportação deste Reino.
Art. 9.^o--A Divida Publica de Portugal havendo sido contrahida para bem
commum, e para defeza, e manutenção de ambos os Paizes, será garantida e
supportada por ambos, contribuindo cada hum delles para a sua extincção
com a parte que se ajustar.
Art. 10.^o--Aquelle dos dois Paizes em que se não achar residindo o
Soberano, concorrerá annualmente com a somma de........ para o lustre, e
sustentação da Caza Real. S. M. Fidelissima deixará agora para o uso do
Imperador Regente o gozo das suas propriedades e Dominios particulares
no Brazil.
Art. 11.^o--Deverão haver sempre Commissarios Portuguezes, e Brazileiros
reciprocamente residindo em ambos os Paizes para serem mantidas por meio
delles as suas mutuas, e reciprocas obrigaçõens.
Art. 12.^o--Os Agentes Diplomaticos nas Côrtes Estrangeiras serão
nomeados pelo Soberano, o qual escolherá indistinctamente para esses
Empregos Portuguezes, e Brazileiros, os quaes deverão manter
correspondencia com ambos os Governos na forma das Instrucções de que
forem munidos; e a sua manutenção pezará igualmente sobre os dois
Paizes.
Art. 13.^o--As Possessõens da Corôa na Azia, na Africa e nas Ilhas
adjacentes aos antigos Continentes continuarão a ser consideradas
perpetuamente como dependencias da Corôa de Portugal.
Art. 14.^o--Cessarão immediatamente todas as hostilidades. As prezas de
navios, ou propriedades confiscadas serão restituidas ou indemnisadas
pelo Brazil (não podendo neste artigo estipular-se reciprocidade, por
quanto S. M. Fidelissima não tem mandado praticar, nem permittido acto
algum desta natureza).
Art. 15.^o--Nomear-se-hão Commissarios de ambas as Partes para ajustarem
n'hum prazo determinado a execução do artigo precedente, assim como dos
artigos 8.^o, 9.^o e 10.^o do presente acto de reconciliação.
Art. 16.^o--Tanto os Individuos Portuguezes, que se achão no Brazil,
como os Brazileiros residentes em Portugal, estarão sempre em perfeita
liberdade de continuarem a residir onde se achão ou de regressarem para
as suas respectivas Patrias, podendo transportar ou vender, se quizerem,
os bens moveis ou immoveis que possuirem.
Art. 17.^o--Os Actos legislativos tanto n'hum como no outro Paiz
emanarão sempre da Authoridade do Soberano: porém n'aquelle dos dois
Paizes, em que o Soberano não residir, poderá o Regente, quando a
urgencia das circumstancias o exigir, promulgar Leis, as quaes serão
tidas como validas por espaço de hum anno, dentro do qual se deverá
procurar a Sancção do Soberano.
Art. 18.^o--Huma vez que depois da acceitação final deste Acto, qualquer
das duas partes da Monarchia ou das suas Provincias tente desmembrar-se
do Estado, S. M. Fidelissima se reserva a faculdade, e o direito de
empregar a força para a reduzir á sua devida obediencia. Este Acto de
reconciliação será acompanhado da Garantia de todos os Governos que
quizerem tomar parte n'elle, para receber desse modo a maior solemnidade
de que for susceptivel.
_Assignado_: Marquez de Palmella.
_Está conforme_:
Conde de Villa Real.
DOCUMENTO N^o 11
Conférence brésilienne
_Protocole de la sixième Séance, le 11 Novembre 1824_
Présens: M. le Comte de Villa Real, le Prince Esterhazy, M. Canning, M.
de Neumann, M. le Général Brandt, M. le Chevalier de Gameiro.
Monsieur le Plénipotentiaire Portugais a annoncé être chargé par ordre
de son Gouvernement, de présenter à MM. les Plénipotentiaires Brésiliens
une Esquisse d'un acte de Réconciliation entre le Portugal et le Brésil,
et a fait en même temps la déclaration suivante.
«Le Plénipotentiaire Portugais, avant de faire la communication dont il
est chargé, croit de son devoir de faire quelques observations qui
mettront en évidence la conduite modérée et conciliante du Gouvernement
Portugais dans toute cette négociation. Il doit rappeler d'abord que les
seules bases sur lesquelles Sa Majesté Très Fidèle a consenti à entrer
en négociation avec le Gouvernement du Rio de Janeiro étaient la
cessation totale de toute sorte d'hostilités de la part de ce
Gouvernement, la restitution et l'indemnisation des prises faites sur
les Portugais, et enfin le rétablissement du commerce entre les deux
pays. Sa Majesté Très Fidèle a déclaré aussi que si l'on accédait à ces
trois points de la part du Brésil, il consentirait à entrer en
négociations sans exiger la reconnaissance préalable de Sa Souveraineté
sur le Brésil, pourvu que de l'autre côté on n'exigerait point la
reconnaissance préalable de l'Indépendance du Brésil.
«Ces principes reconnus justes par le Cabinet Britannique et par le
Cabinet Autrichien, ont été présentés et appuyés par le premier auprès
du Gouvernement du Rio de Janeiro; le Cabinet Autrichien les ayant
également appuiés aussitôt qu'il en a eu connaissance. Il semblait donc
indubitable qu'après de telles démarches le Gouvernement du Rio de
Janeiro ne se refuserait pas à les admettre explicitement. Si Sa Majesté
Très Fidèle avait décidé retarder la négociation, s'il n'était animé du
désir bien sincère d'accélérer au contraire la négociation entre les
Deux Pays, il n'aurait eu qu'un motif trop juste d'attendre des
assurances positives du Gouvernement du Rio de Janeiro, sur l'admission
des bases qui lui avaient été présentées. Cependant, aussitôt qu'il
apprit que les Plénipotentiaires Brésiliens étaient arrivés en
Angleterre, il nomma un Plénipotentiaire pour entrer en négociations
avec eux. On se rappellera sans doute que le Plénipotentiaire Portugais
étant encore dans l'incertitude sur la résolution du Gouvernement du Rio
de Janeiro, à l'égard des bases qui lui avaient été présentées, et ayant
seulement l'espoir qu'elles seraient adoptées par lui, a declaré
positivement que l'expédition qui se préparait en Portugal ne mettrait à
la voile que dans le cas de la rupture de la négociation, ou du
renouvellement, ou continuation des hostilités.
«On a vu cependant, dans les premières conférences que MM. les
Plénipotentiaires du Brésil ne se conformaient point au principe de
mettre de côté la reconnaissance de l'indépendance du Brésil, et d'après
cela il aurait peut-être été du devoir du Plénipotentiaire Portugais
d'arrêter aussitôt la négociation. Mais tout en maintenant les droits
légitimes et incontestables de Son Souverain, le Plénipotentiaire
Portugais a encore facilité la marche de la négociation en se persuadant
d'après quelques explications d'une nature plus conciliante de MM. les
Plénipotentiaires du Brésil, qu'il serait possible de s'entendre avec
eux sur les bases d'un arrangement avantageux aux deux Pays, puisque Sa
Majesté Très Fidèle, qui avait déjà antérieurement et par un acte
spontanée élevé le Brésil à la Catégorie de Royaume, était toujours
disposé à lui en confirmer les avantages en lui accordant une
administration tout à fait indépendante. C'est lorsque la négociation
marchait vers ce but que l'on reçut la nouvelle de la condamnation du
Brick Portugais Voador. Elle n'a pu que produire une impression très
défavorable dans l'esprit de MM. les Plénipotentiaires d'Angleterre et
d'Autriche, et aurait justifié pleinement le Plénipotentiaire Portugais
de rompre la négociation. Cependant, voulant toujours montrer à quel
point Sa Majesté Très Fidèle portait sa modération, le Plénipotentiaire
Portugais a consenti encore à suivre la négociation, lorsque l'on eut
connaissance des Réponses peu favorables que le Gouvernement du Rio de
Janeiro a faites aux Représentations qui lui furent adressées par ordre
du Cabinet Britanique. On observera d'abord que le Ministre du Rio de
Janeiro avait répondu aux premières Représentations que M. Chamberlain
lui a faites pour l'engager à faire cesser les hostilités contre les
Portugais, que le Gouvernement du Rio de Janeiro avait donné toutes les
Instructions nécessaires à ses Plénipotentiaires en Angleterre. Mais
lorsqu'ils furent interpellés par le Plénipotentiaire Portugais, ils
répondirent simplement à la première conférence que les hostilités
avaient cessé de fait, et se refusèrent à faire une déclaration positive
à cet égard, en ajoutant qu'ils en écriraient de nouveau à leur
Gouvernement. Une seconde démarche, plus positive encore que la première
ayant été faite par M. Chamberlain auprès du Gouvernement du Rio de
Janeiro, auquel il a représenté que ce Gouvernement ne pourrait avec
justice ni avec prudence se refuser á l'ouverture qui lui était faite
par la mère patrie, on aurait dû croire qu'à la suite d'une intervention
aussi puissante il aurait muni les Plénipotentiaires d'instructions
satisfaisantes, d'autant plus que le Gouvernement du Rio de Janeiro
s'était rapporté de nouveau aux explications que donneraient MM. les
Plénipotentiaires Brésiliens. Lorsque ceux-ci furent interpellés ils ont
dit seulement:
«1^o Quant à la cessation des hostilités, que le Gouvernement du Rio de
Janeiro n'attaquerait point les Colonies Portugaises, ce qui ne revient
pas à une déclaration positive qu'il ferait cesser toutes sortes
d'hostilités contre les Portugais.
«2^o Quant au rétablissement des relations de Commerce, MM. les
Plénipotentiaires Brésiliens ont déclaré seulement que le Gouvernement
du Rio de Janeiro le faciliterait avec les précautions qu'exigeait
l'opinion publique au Brésil, ce qui revient à dire que le Commerce
direct ne serait point rétabli.
«3^o Pour ce qui regarde le séquestre des Propriétés Portugaises, MM.
les Plénipotentiaires Brésiliens ont dit qu'il ne serait point continué,
quoiqu'il soit connu de tout le monde qu'il n'existait plus alors des
Propriétés Portugaises au Brésil. Mais ils n'ont rien déclaré sur
l'indemnisation des propriétés qui avaient été séquestrées et n'ont
donné aucune explication sur la condamnation du Brick Voador.
Condamnation contraire aux principes du Droit des Gens reconnus même
parmi les nations les moins civilisées, et d'autant plus extraordinaire
qu'elle a été faite au moment où l'on savait que la négociation était
ouverte à Londres.
«Le Plénipotentiaire Portugais croit inutile d'entrer dans un plus grand
développement de ces faits pour mettre en évidence toutes les facilités
que le Roi Son Auguste Maître a données pour parvenir à conclure un
arrangement qui put réconcilier les deux pays tandis que de la part du
Gouvernement du Rio de Janeiro, on n'a insisté que sur un seul point
sans même annoncer quelles seraient les concessions qu'il serait disposé
à faire pour l'obtenir.
«Sa Majesté Très Fidèle aurait pu s'en tenir à ce qu'il a fait jusqu'ici
et attendre, avant de faire de nouvelles propositions, que le Prince
Royal proposât lui-même les bases d'un accommodement compatible avec la
dignité du Roi Son Auguste Père. Mais mettant encore de côté toutes ces
considérations et voulant donner une preuve encore plus évidente de sa
modération, Sa Majesté a ordonné à son Plénipotentiaire de présenter à
MM. les Plénipotentiaires Brésiliens l'esquisse d'un acte de
Réconciliation aussi honorable qu'avantageux pour les deux Pays. MM. les
Plénipotentiaires de l'Autriche et de l'Angleterre ne pourront que
rendre justice à la modération qui règne dans tous les articles du
Projet que l'on propose, et à l'esprit de conciliation que Sa Majesté
Très Fidèle a fait voir dans tous le cours de cette négociation. C'est
dans cette conviction que le Plénipotentiaire Portugais réclame de MM.
les Plénipotentiaires d'Autriche et d'Angleterre leur appui efficace en
faveur de l'acte de Réconciliation qu'il présente à MM. les
Plénipotentiaires Brésiliens.»
Sur quoi l'Esquisse de cet acte a été délivrée, et des Copies en ont été
données à MM. les Plénipotentiaires de l'Autriche et de la
Grande-Bretagne et la séance a été levée.
DOCUMENTO N^o 12
_Officio de Caldeira Brant e Gameiro Pessoa a Mr George Canning e ao
Principe Esterhazy e barão de Neumann._
Monsieur,
Le retard que nous avons éprouvé depuis le 11 Novembre dernier à être
invités à une conférence, et la nouvelle du prochain départ d'un des
plus distingués Diplomates Anglais (Sir Charles Stuart) qui doit se
rendre à Rio-Janeiro, chargé d'une mission spéciale, nous ont fait
sentir la nécessité de ne pas tarder plus longtemps à nous expliquer sur
le Contre-Projet de Traité présenté par M. le Plénipotentiaire Portugais
dans la dernière Conférence, et nous avons pris le parti de le faire au
moyen du présent office.--Votre Excellence sait très bien que nous ne
nous sommes décidés à entrer en négociation avec le Plénipotentiaire
Portugais, et à profiter des bons offices des Deux Hautes Puissances qui
ont bien voulu nous les accorder, que sur la seule base de la
reconnaissance de l'indépendance absolue et de la souveraineté du
Brésil; et comme le Projet de Traité en question est tout à fait
contraire à cette base, notre devoir nous prescrit de ne pas l'accepter;
ce que nous faisons avec d'autant plus d'assurance, que nous savons que
notre Gouvernement a déjà prononcé sur lui un rejet péremptoire et
formel, quand le Ministère Portugais, oubliant les égards qui étaient
dus aux Cours Médiatrices, l'a porté à sa connaissance par l'entremise
d'un agent secret qu'il a envoyé à Rio-Janeiro au mois de Juin
dernier.--Nous prions donc Votre Excellence de vouloir bien, de concert
avec MM. les Plénipotentiaires Autrichiens, communiquer à M. le
Plénipotentiaire Portugais la résolution définitive que nous avons prise
de rejeter le Contre-Projet de Traité qu'il nous a présenté. Et comme
nous sentons que la dignité du Brésil ne permet pas la continuation
d'une négociation déjà trop prolongée, et qui sous les puissants
auspices des Cours de Londres et de Vienne n'a pas pu être amenée à une
fin honorable pour les deux Pays, nous nous sommes décidés, en outre, à
discontinuer la négociation dès à présent.--Mais si les efforts réunis
des Deux Hautes Puissances n'ont pas été couronnés d'un complet succès,
le Gouvernement Brésilien n'en est pas moins reconnaissant. Et nous nous
estimons heureux d'être l'organe des sentiments de vive gratitude dont
il est pénétré envers les Deux Cours Médiatrices.
En même temps nous vous prions d'agréer nos remerciements personnels et
les assurances de la très haute considération avec laquelle nous avons
l'honneur d'être,
Londres, ce 10 Février 1825.
Le Général Brant. Le Chevalier Gameiro.
Son Excellence le Très Honorable George Canning, Principal Secrétaire
d'Etat au Département des Affaires Étrangères.
Nesta mesma conformidade e data se officiou aos Plenipotenciarios
Austriacos (o Principe d'Esterhazy, e o Barão de Neumann).
DOCUMENTO N^o 12 A
_Resposta do Principe Esterhazy e barão de Neumann ao precedente
Officio_.
Messieurs,
Nous avons reçu la Communication en date du 10 décembre que Vous nous
avez fait l'honneur de nous adresser, à l'effet de Vous expliquer sur le
Contre-projet présenté à la Conférence du 11 Novembre dernier, par M. le
Plénipotentiaire Portugais, en suite d'ordre de sa Cour. Si la
détermination que Vous avez prise n'a pu manquer de nous causer des vifs
régrêts, nous devons croire qu'il Vous aura été impossible de l'éviter.
Nous n'avons sous ce point aucune observation à faire; il n'en est pas
de mème d'un passage de la dite Communication par lequel vous déclarez
que les bons offices des Puissances médiatrices n'ont été acceptés par
Vous que sur la base de la reconnaissance et de l'indépendance absolue
du Brésil, tandis qu'il a été convenu d'un commun accord que la
négociation s'entamerait sans toucher l'objet du droit de souveraineté
d'un côté et de l'indépendance de l'autre: s'il avait pu exister le
moindre doute sur la position de l'Autriche à cet égard, la déclaration
réservée au Protocole du 11 et 12 Août 1824 aurait dû les dissiper.
Nous saisissons cette occasion, Messieurs, pour rendre une justice
entière à l'esprit de Conciliation que Vous avez déployé dans plus d'une
occasion, et nous ne manquerons point de l'exposer sous son véritable
jour à notre Auguste Cour.
Veuillez agréer l'assurance de notre Considération très distinguée.
Chandos House, le 14 Février 1825.
Esterhazy, Neumann.
A M. le Général BRANT et M. le Chevalier de Gameiro.
DOCUMENTOS N^{os} 13, 14, 15 e 16
N^o 13
_Tratado de Paz, e Alliança entre o Senhor D. Pedro I, Imperador do
Brazil, e D. João, Rei de Portugal, assignado no Rio de Janeiro em 29 de
Agosto de 1825, e ratificado por parte do Brazil em 30 do dito mez, e
pela de Portugal em 15 de Novembro do mesmo anno._
Em Nome da Santissima e Indivisivel Trindade, Sua Magestade Fidelissima
Tendo constantemente no Seu Real Animo os mais vivos desejos de
restabelecer a Paz, Amisade, e boa harmonia entre Povos Irmãos, que os
vinculos mais sagrados devem conciliar, e unir em perpetua alliança,
para Conseguir tão importantes fins, Promover a prosperidade geral, e
Segurar a existencia politica, e os destinos futuros de Portugal, assim
como os do Brazil, e Querendo de uma vez remover todos os obstaculos,
que possão impedir a dita Alliança, Concordia, et Felicidade de um, e
outro Estado, por seu Diploma de treze de Maio do corrente anno,
Reconheceu o Brazil na Cathegoria de Imperio Independente, e separado
dos Reinos de Portugal, e Algarves, e a Seu sobre todos muito Amado, e
Prezado Filho Dom Pedro por Imperador, Cedendo, e Transferindo de Sua
livre Vontade a Soberania do dito Imperio ao Mesmo Seu Filho, e Seus
Legitimos Successores, e Tomando sómente, e Reservando para a Sua Pessoa
o mesmo Titulo.
E estes Augustos Senhores, Acceitando a Mediação de Sua Magestade
Britannica para o ajuste de toda a questão incidente á separação dos
dous Estados, Tem Nomeado Plenipotenciarios, a saber:
Sua Magestade Imperial ao Illustrissimo e Excellentissimo Luiz José de
Carvalho e Mello, do Conselho de Estado, Dignitario da Imperial Ordem do
Cruzeiro, Commendador das Ordens de Christo, e da Conceição, e Ministro
e Secretario de Estado dos Negocios Estrangeiros; ao Illustrissimo e
Excellentissimo Barão de Santo Amaro, Grande do Imperio, do Conselho de
Estado, Gentil-Homem da Imperial Camara, Dignitario da Ordem do
Cruzeiro, e Commendador das Ordens de Christo, e da Torre e Espada; e ao
Illustrissimo e Excellentissimo Francisco Villela Barbosa, do Conselho
de Estado, Grão Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro, Cavalleiro da Ordem
de Christo, Coronel do Imperial Corpo de Engenheiros, Ministro e
Secretario de Estado dos Negocios da Marinha, e Inspector Geral da
Marinha.
Sua Magestade Fidelissima ao Illustrissimo e Excellentissimo Cavalheiro
Sir Carlos Stuart, Conselheiro Privado de Sua Magestade Britannica, Grão
Cruz da Ordem da Torre e Espada, e da Ordem do Banho.
E vistos e trocados os Seos Plenos Poderes, convierão em que, na
conformidade dos principios expressados n'este Preambulo, se formasse o
presente Tratado.
Artigo I
Sua Magestade Fidelissima Reconhece o Brazil na Cathegoria de Imperio
Independente, e Separado dos Reinos de Portugal e Algarves; e a Seo
sobre todos muito Amado, e Prezado Filho Dom Pedro por Imperador,
Cedendo, e Transferindo de Sua Livre Vontade a Soberania do dito Imperio
ao Mesmo Seo Filho, e a Seos Legitimos Successores. Sua Magestade
Fidelissima Toma sómente, e Reserva para a sua Pessoa o mesmo Titulo.
Artigo II
Sua Magestade Imperial, em reconhecimento de Respeito, e Amor a Seo
Augusto Pai o Senhor Dom João VI, Annue a que Sua Magestade Fidelissima
Tome para a Sua Pessoa o Titulo de Imperador.
Artigo III
Sua Magestade Imperial Promette não Acceitar proposições de quaesquer
Colonias Portuguezas para se reunirem ao Imperio do Brazil.
Artigo IV
Haverá d'ora em diante Paz e Alliança, e a mais perfeita amizade entre o
Imperio do Brazil, e os Reinos de Portugal, e Algarves, com total
esquecimento das desavenças passadas entre os Povos respectivos.
Artigo V
Os Subditos de ambas as Nações, Brazileira, e Portugueza, serão
considerados, e tratados nos respectivos Estados como os da Nação mais
favorecida e Amiga, e Seos direitos, e propriedades religiosamente
guardados e protegidos; ficando entendido que os actuaes possuidores de
bens de raiz serão mantidos na posse pacifica dos seus bens.
Artigo VI
Toda a propriedade de bens de raiz ou moveis, e acções, sequestradas ou
confiscadas, pertencentes aos Subditos de Ambos os Soberanos, do Brazil,
e Portugal, serão restituidas, assim como os seus rendimentos passados,
deduzidas as despezas da Administração, ou seos proprietarios
indemnisados reciprocamente pela maneira declarada no Artigo oitavo.
Artigo VII
Todos as Embarcações, e cargas apresadas, pertencentes aos Subditos de
Ambos os Soberanos, serão semelhantemente restituidas, ou seos
proprietarios indemnisados.
Artigo VIII