Que lagrimas são a agua e o nome amores;[4]

alli gemeu com a desditosa _Castro_ á sombra dos cedros seculares; agora um

som festival lhe escapa ao recordar-se da _Lapa dos Esteios_, onde se lhe

escoaram deleitosos momentos por sobre alcatifa de violetas e boninas; logo

suspira nas cordas da harpa aquella _Maria Telles_ tão sem ventura, a quem

a mão do esposo ceifa a rosa da vida no descuido da noite; lá se lhe

accende o estro na labareda do enthusiasmo, porque se recordou d'aquelle

cavalleiro d'antes quebrar que torcer,[5] que fecha as portas da cidade ao

rei cheio de vida e de poder, e leva as chaves d'ellas ao rei sem vida e

sem nada; eil-o depois encostado ao tumulo de D. Sisnando, a misturar nos

seus versos o saudoso da religião, inspirado pela fronte carcomida da

cathedral veneranda que viu nascer a patria, e que tem visto morrer tantos

seculos!

O Livro de Elysa Fragmentos · 第 10 / 14 题