alli gemeu com a desditosa _Castro_ á sombra dos cedros seculares; agora um
som festival lhe escapa ao recordar-se da _Lapa dos Esteios_, onde se lhe
escoaram deleitosos momentos por sobre alcatifa de violetas e boninas; logo
suspira nas cordas da harpa aquella _Maria Telles_ tão sem ventura, a quem
a mão do esposo ceifa a rosa da vida no descuido da noite; lá se lhe
accende o estro na labareda do enthusiasmo, porque se recordou d'aquelle
cavalleiro d'antes quebrar que torcer,[5] que fecha as portas da cidade ao
rei cheio de vida e de poder, e leva as chaves d'ellas ao rei sem vida e
sem nada; eil-o depois encostado ao tumulo de D. Sisnando, a misturar nos
seus versos o saudoso da religião, inspirado pela fronte carcomida da
cathedral veneranda que viu nascer a patria, e que tem visto morrer tantos
seculos!