«Le _présent_ se fait connaître de deux manières, ou bien en

ajoutant simplement l'un des pronoms au radical, ou bien, au moyen

du verbe _être_ suivi du mot _na_, qui signifie _dans_ et au

radical: ainsi pour dire _j'écris_, on emploie cette tournure _moi

écris_, ou _mois est dans écri_, qui équivaut à _je suis à écrire_;

le passé se désigne avec la particule _ia_, (_déjà_), mis avant ou

après le radical; _ta_, placé devant marque un temps _futur_; _va_,

après, forme l'imparfait; enfin _ta_ précédant et _va_ suivant le

radical indiquent le mode conditionnel.

«J'ai connu au poste français de Séyou un de ces Papels-manjaga que

l'on appelle portugais, qui était devenu sergent de poste; il

n'avait pu apprendre le français; mais il avait adapté à notre

langue le mécanisme de la langue créole portugaise, et se serait

parfaitement fait entendre de quelqu'un qui en aurait eu la clef;

ses commandants avaient beaucoup de peine à le comprendre. Ainsi il

disait _moi faire_ ou _mois est na faire_, pour dire je fais; _moi

ia faire_, j'ai fait; _moi faire va_, je faisais; _moi ta faire_,

je ferai; _moi ta faire va_, je ferais ou j'aurais fait.

«Le créole portugais n'est donc qu'une altération de la langue

portugaise; il est composé de beaucoup de mots de cette langue dont

quelques-uns sont hors d'usage aujourd'hui, de mots espagnols, et

d'autres empruntés aux langues des peuples qui entourent ses

différentes factoreries.

«Ce créole varie dans chaque lieu: il a des mots, des expressions,

une accentuation et même quelquefois une ordre grammatical plus ou

moins différents, suivant la langue qui a dominé pour faire subir

ses modifications à la langue portugaise, qui est toujours partout

le fondement du créole.

«Dans la Guinée il ressemble à celui des îles du cap Vert; mais

dans celle-ci on peut dire qu'on remarque autant de dialectes qu'il

y a d'îles, et dans celle de San-Thiago seule, les créoles de la

Villa da Praya, du centre de l'île et de Terrafal, et de San-Miguel

offrent des changements notables: plus on s'approche de la Villa da

Praya, plus le créole ressemble au portugais. Dans la Guinée, le

créole de Bissao sera mêlé davantage d'expressions _papels_, celui

de Ziguichor, de _bagnoun_ ou de _floup_, celui de Farim et de Géba

de _mandingue_.

«Cet idiome se modifie encore suivant les personnes qui le parlent:

la position sociale, l'éducation, les habitudes, influent d'une

manière aussi remarquable pour l'expression créole que pour les

langues les plus parfaites. Il est facile à la personne la moins

exercée en entendant le créole, de deriver le rang ou l'éducation

de celui qui le parle. On entendra même des personnes, quoique sans

instruction, s'exprimer dans cet idiome avec une facilité et une

grâce que l'on ne pourra s'empêcher d'admirer; ils savent

parfaitement en tirer parti, quoiqu'il paraisse si ingrat, pour

composer des récits intéressants, et improviser des chansons dans

lesquels la vérité des images et les circonlutions suppléent aux

expressions qui manquent dans le langage, et dépeignent souvent

élégamment les idées qu'ils veut suggérer.

«Des personnes instruites qui tiendront une conversation en créole,

se garderont difficilement de mêler dans leurs discours des

expressions, des tournures empruntées à la langue portugaise, et

principalement s'ils veulent exprimer quelque idée abstracte qui

n'a point de mots en créole.

«D'un autre côté, il est presque impossible à un Portugais habitué

long temps à ne parler que le créole, de se soustraire à une

funeste habitude; des mots, des expressions, des phrases créoles se

rencontreront dans sa conversation, dans ces écrits. Et s'il n'est

pas soutenu par une connaissance profonde de sa langue, il la

confondra bientôt avec le créole qu'il ne pouvait d'abord entendre,

il finira même quelquefois par parler un langage qui ne sera ni

portugais, ni créole, car il n'en aura que le mécanisme.»

5. O portuguez no Brazil

O Brazil com as suas 873:000 milhas quadradas, povoadas, é verdade por

emquanto apenas por uns 10 milhões de habitantes, offerece um campo

vasto á alteração do portuguez, á qual se oppõe porém a extensão

crescente da litteratura, e especialmente do jornalismo. Como o dominio

litterario da velha metropole europêa não cessou com o dominio politico,

a linguagem litteraria do grande imperio da America meridional não se

afasta senão n'algumas peculiaridades de importancia secundaria do

portuguez da Europa. A linguagem fallada distingue-se, já na bôca dos

mais instruidos, por essa entoação geral, por essa tendencia determinada

para tornar abertas todas as vogaes atonas, por esse amor do iotacismo,

que nos fazem reconhecer ao fim da primeira phrase pronunciada por um

brazileiro ou pessoa que se adaptou á pronuncia brazileira a sua

proveniencia. Na linguagem popular, especialmente das provincias, na

linguagem dos _matutos_, notam-se modificações phoneticas mais

consideraveis, a mais geral das quaes é a suppressão do _r_ final, que

permitte rimas como a que nos apresenta a seguinte quadra popular:

Mariquinhas morreu hoje,

Hoje mesmo s'éntirou:

Sobre a sua sipultura

Nasceu um pé de firô (flor).

O vocabulario brazileiro apresenta naturalmente muitos termos compostos

ou derivados de termos portuguezes, mas desconhecidos na nossa lingua da

Europa, e um numero assás consideravel de termos provenientes dos

dialectos indigenas, o _tupi_ e o _guarani_, e ainda de outras linguas

americanas; as linguas africanas ministram tambem alguns termos.

Uma parte das palavras peculiares do portuguez do Brazil foram já

reunidas em um _Vocabulario brazileiro_, por Braz da Costa Rubim (Rio de

Janeiro, 1853. 8.^o).

Damos em seguida uma serie de versos populares do Brazil. As cantigas

n.^{os} 1 e 4 a 12 foram-nos communicadas por um amigo; 2 e 3 acham-se

na _Noticia da provincia de Mattogrosso_, por Joaquim Moutinho, p. 19;

n.^{os} 13 a 20 acham-se na comedia _O matuto na côrte_ por Antonio

Augusto de Araujo Correão. Rio de Janeiro, 1863.

1. Cantiga de pretos

Qui é queli santo

Qui! vai no andô?

É San Binidito

É nosso sinhô.

Chi, cha.

2. Cantiga dos cururueiros de Matto-grosso

Em cima d'aquelle morro

Siá dona

Tem um pé de jatobá.

Não ha nada mais pió

Ai, siá dona,

Do que um home se casá.

3. Desafio dos cururueiros

HOMEM. Eu passei o Parnahyba, MULHER. Dizem que a muyé é farça

Navegando numa barça, Tão farça como papé,

Os peccados vem da saia, Mas quem vendeu Jesus Christo.

Mas não pode vir da carça. Foi home, não foi muyé.

4. 7.

Quando mozo vai ni rua, Zi eu vi, [~u]a baráta

Camiza cheia di renda. No capóte di vóvó,

Quitanda sei a qui reva: Quando eu fui prá pegálla

Por fóça que acha venda. Báteu ázas e vóó.

5. 8.

Zi criorinha dim Ba'ía. Minha Avó quando é di noite

Za não come bacai'ao; Custumava-se a banhá,

Come só óvátáfá Quando entra na gaméra

Cucu, farinha di páo. Começa rogo a chorá...!

6. 9.

Zi criorinha dim Ba'ía Zi um gustinho lhe quero dá

Quando vai lává ó má, Dá minha bunda quábráda

Deixáram as água turva, Québra a bunda, mexe bunda

Sendo ellas um cristá. Québra a bunda de Sinhá.

Québra a bunda, mexe bunda

Québra a bunda di iá-iá.

10.

O negra trás café, chá e pão torrado,

Para dar ó sôr pintor: vae pintar o meu sobrado.

De verde amarello e incarnado;

Onde eu faço o meu gingado.

11. 15.

Minha mulatinha, Sô Mané diz que não qué

Meu muracujá Que o rato caia no mé,

A maré é boa, As alegria dos Cabanos

Vamous embarcá É matá os pápa mé.

Á beira do rio, Olé! Olé!

Á borda do má:

Eu sou artilheiro

Que sei atirá. 16.

Peixinho do rio,

Camarão do má:

Minha mulatinha Esta vai por despedida

Diz-me o teu nome. Por dentro d'esta liminha.

--Eu mi chamo botão Ora viva Sinhá Dona

Do calção do home. Sinhá Insolencia Zephina.

Marca o passo, moça, barabos!

12. Patury não se come sem limão,

As mulata me chamão cidadão.

--Chiáu, ó rapariga!

--Que pede, ó sinhó! 17.

--Chiáu quer vir cumigo?

--Sen surda, sinhó,

--Chiaú, eu do dinheiro, Minha caboca bónita

--Percebo, sinhó. Sapateia no tijolo,

--Então, ven ja cumigo. Que a barra do teu vestido

--Já, já, vou, sinhó. É prata e parece ouro.

13. 18.

--Minha gente não inore Ai a viola está com fóme

Este meu cantar baixão! E a prima está c'uma dô,

Estou com o peito cerrado. Minha gente venhão vê

D'um marvado catarrão. Que bahiano gemedô.

--Senhô mestre cantadô,

Ai que me mandou cantá, 19.

Quero que me dê por conta

Ai os peixe que tem no má.

Diga lá, Senhó Doutô,

Ai os peixe que tem no má Que aprendeu a lussophia,

Carrego no meu chapéo, Qual é a ave que avôa

Ai quero que me dê por conta. E que dá leite quando cria?

Ai as estrellas que tem no céo.

--Você me mandou cantá 20.

Ai pensando que eu não sabia,

Eu não sou cumo a cigarra

Que no cantá leva o dia. Por favô, Senhô doutô,

Me adecifre esta conta

Vinte e cinco guardanapos

14. Com dois gintem em cada ponta?

Sim senhô, eu advinho

Ai! sô mestre cardereiro Sem fartá nem um dé réis,

Metta a mão na mêladura, Doze pátacas e meia

Que a canna do Lavradô Vem a ser quatro mim réis.

Só que dá é rapadura.

Diversas particularidades caracteristicas dos dialectos creolos

repetem-se no Brazil; tal é a tendencia para a suppressão das fórmas do

plural, manifestada aqui em que, quando se seguem artigo e substantivo,

adjectivo e substantivo, etc., que deviam concordar, só um toma o signal

do plural. Assim na cantiga n.^o 20: _dois gintem_==dois vintens.

Ouve-se com frequencia _os homen_ por _os homens_; _as muyé_ por _as

mulheres_; _duas boa pessoa_ por _duas boas pessoas_; _casas grande_ por

_casas grandes_, etc. Mencionaremos ainda o habito de dar fórmas

diminutivas aos pronomes: _ellasinha_==ella (referindo-se a uma menina);

_umasinha_==uma (referindo-se a uma creança, a um animal, a uma cousa

pequena). _Tens um cão? Tenho umzinho_ (isto é um cão pequeno).

6. Dialecto portuguez de Ceylão ou indo-portuguez

A primeira noticia que tivemos d'este dialecto achámol-a na obra de A.

A. Teixeira de Vasconcellos, _Les contemporains portugais, espagnols et

brésiliens_, t. I. _Le Portugal et la Maison de Bragance._ Paris, 1859,

8.^o, pag. 115-116, em que se acha um curtissimo extracto da parabola do

semeador em indo-portuguez. A obra de lord Stanley _The three voyages of

Vasco da Gama_ ministrava-nos depois um excerpto mais extenso (Genesis,

cap. III). Depois, como já dissemos, reunimos assás abundantes materiaes

para o estudo do dialecto. Hoje limitâmo-nos á parte historica e

bibliographica, e no nosso ultimo capitulo indicaremos os principaes

pontos de contacto entre o indo-portuguez e os dialectos similhantes.

Em 1503 Lourenço d'Almeida submetteu um dos reis mais poderosos da ilha

de Ceylão, Boenago Pandar. Por esse tempo foi fundada a fortaleza de

Colombo e deu-se o commando da ilha a um capitão portuguez[3]. O

terceiro viso-rei da India Lopo Soares fundou ali um estabelecimento

commercial em 1517, que porém decaíu. Só pela morte de D. João

Dharmapala, que legou os seus dominios ao rei de Portugal, então Filippe

I (1581), é que os portuguezes adquiriram titulo á soberania da ilha,

com excepção de Jaffna, de que reconheciam ainda o rei nominal, e de

Kandy, em cujo throno elles queriam assentar a rainha Catharina. Apesar

dos portuguezes desejarem impor suas leis e costumes, ficaram de pé as

antigas leis e privilegios da ilha.

N'esse periodo e no seguinte as guarnições dos fortes portuguezes

regulavam por 20:000 homens, dos quaes apenas menos de 1:000 eram

europeus. Colombo desenvolveu-se então muito: edificaram-se conventos,

igrejas, hospitaes, e quando caíu em 1656 nas mãos dos hollandezes

residiam lá mais de 900 familias nobres, alem de 1:500 familias de

empregados da justiça, commerciantes e negociantes. Em 1617 os

portuguezes assenhorearam-se á mão armada de Jaffna. A alliança dos

hollandezes com o rei de Kandy foi o ponto de partida para o seu dominio

na ilha. Em 1658 tornaram-se senhores de todo o littoral e terras baixas

e expelliram os portuguezes, tratando de destruir todos os vestigios da

nossa influencia. As igrejas catholicas foram substituidas por igrejas

protestantes; a lingua portugueza, que durante o nosso tão curto dominio

se implantára na ilha sob uma fórma dialectal, ao lado das linguas

indigenas, o singalez e o tamul, foi perseguida. Rapava-se a cabeça de

todos os escravos que fallavam portuguez; multavam-se por negligencia os

seus senhores: os hollandezes esperavam assim, como diziam n'uma

proclamação «destruir a lingua dos portuguezes para que o nome dos

nossos inimigos pereça e o nosso proprio floreça em seu logar». (Emerson

II, 70.)

«O dominio da Hollanda em Ceylão foi quasi igual em duração ao de

Portugal, cerca de um seculo e quarenta annos, mas a politica dos dois

paizes deixou uma muito differente impressão do caracter e instituições

do povo em cujo seio elles viveram.» (Emerson II, pag. 70.)

Ha uma palavra portugueza que os hollandezes não perseguiram, antes

aproveitaram como fonte de receita. O titulo de _dom_ era muito estimado

pelos indigenas de Ceylão: os portuguezes permittiam o seu uso pela

quantia de alguns centos de dollars. Escrevia-se o nome do comprador

n'uma placa de prata com o desejado _dom_ á frente; o comprador

ajoelhava ante o governador ou pessoa por elle regularmente auctorisada;

collocava-lhe a placa na cabeça e a auctoridade dizia: Levanta-te, dom

Fulano. Os hollandezes continuaram a vender o _dom_ rendoso, reduzindo o

preço, que chegou por fim a dez dollars, tornando-se assim accessivel ás

bolsas modestas. Hoje ainda a ilha está cheia de dons. O hollandez foi

esquecido totalmente, até pelos descendentes dos que o fallavam; a

repressão odienta não poude ao contrario destruir o portuguez.

Senhora da ilha desde 1796, a Inglaterra adoptou uma politica diversa da

dos seus predecessores: os inglezes estudaram o indo-portuguez, como

elles chamam ao dialecto portuguez de Ceylão; deram-lhe uma pequena

litteratura, de que damos mais abaixo noticia, e serviram-se d'elle como

meio de propaganda politica e religiosa.

Muito mais facil de estudar que as linguas indigenas, o tamul que, é

fallado na costa norte, e o singalez, fallado ao centro e na costa sul,

comprehendido por muitas familias principaes das cidades, que ainda se

ensoberbecem com o seu _dom_, os seus nomes portuguezes, precedendo os

appellidos indigenas, o indo-portuguez era um instrumento precioso que

os inglezes com o seu genio administrativo não podiam deixar de

aproveitar.

As informações que reunimos sobre a extensão e importancia actual do

indo-portuguez não são sufficientes para formar sobre este assumpto um

juizo inteiramente seguro. Um missionario que esteve na ilha escrevia,

em data de 13 de novembro de 1875, que o indo-portuguez é quasi

exclusivamente a lingua dos descendentes dos portuguezes e hollandezes

que se estabeleceram na ilha; que a lingua não é considerada pelos

missionarios como importante meio de instrucção, tanto quanto os que a

usam fallam outra lingua; que os missionarios Wesleyanos têem um serviço

publico em portuguez em Colombo e em duas ou tres cidades; que o

dialecto está em extrema decadencia, e que com o curso de outra geração

se extinguirá totalmente. O missionario que deu estas noticias não

estava, porém, bem informado, porque diz que o indo-portuguez não tem

grammatica nem diccionario, o que nós sabemos não ser exacto. Um outro

missionario, que residiu tambem em Ceylão, descreve com data de 20 de

março de 1877, que durante o exercicio das suas funcções de missionario

em Ceylão não encontrou uma só pessoa com quem o portuguez podesse ser

empregado como meio de conversação; que nos districtos do norte e do

oriente da ilha o portuguez está quasi inteiramente extincto; que a

missão tinha deixado de o empregar para o serviço publico havia alguns

annos, ao norte da ilha; que ao sul estava em rapida decadencia.

Alguns testemunhos, em verdade anteriores aos d'esses missionarios,

cujas informações devemos ao nosso bom amigo rev. R. H. Moreton,

attribuem ao dialecto maior importancia e extensão; a bibliographia que

damos mais abaixo depõe tambem n'este sentido.

Na _Cruz de Christo_ lê-se: «O auctor te da sua guardismento per o

publico, per o modo ne qual sua _Versos sagrada_ tinha recebido; dos

cento e cincoenta livrinhos de aquel tinha impressado e vendido per o

povo quem te sabe portuguez; esti lingoa mais que assi corrupto, tem

papiado extensivomente nesti Ilha, e tem ainde doci, mellifluozo, como

seu parente Frances e Italiano».

«O indo-portuguez é mais ou menos entendido por todas as classes na ilha

de Ceylão e por toda a costa da India; a sua extrema simplicidade de

construcção e facilidade de acquisição tendo-o posto extensamente em uso

como um meio de trafico. Mas o povo de que é vernaculo e que, em Ceylão

só, sobe a mais de 50:000 individuos, é constituido por descendentes dos

hollandezes e portuguezes, os primeiros dominadores (europeus) da

India.» _The Bible of Every Land_, pag. 275-276.

Damos em seguimento a nota bibliographica das publicações em dialecto

portuguez de Ceylão ou relativas a elle, de que até hoje tivemos

conhecimento; as que não possuimos e nem sequer vimos vão indicadas com

o signal [++].

_Bautismo: sua subjectos e modo de sua administração. Parte

premeiro: Tocando o bautismo de nocentes._ Colombo: impressado ne

officia de Missão Wesleyano. 1869, 44 pp, in-12.

_Bom novas._ N.^o 15. March. 1869. p. 57-60. Colombo: printed at

the Wesleyan Mission Press. É um numero de um pequeno periodico

religioso.

_Cantigas por adoração publico em lingoa portugueza de Ceylon._ De

Robert Newstead, missionario wesleyano. Terceiro vez impressado.

Colombo impressado ne officina Wesleyana. 1823. 8.^o 22-4 pp. (de

index).

[++] _Compendium (A) of the Ceylon-portuguese language_ by W. B.

Fox. Colombo. 1859.

_Cruz (A) de Christo._ Colombo: Impressado ne officio de A. H.

Peterson. 1859. 23 pp. A _Intrudição_ acha-se subscripta por J. A.

C. No nosso exemplar acha-se o nome manuscripto por inteiro: John

Arnold Cristophelaz.

[++] _Dictionary (A) in the Singhalese, Portuguese and English

languages._ Second edition, enlarged. By W. B. Fox, Wesleyan

Missionary. (Publicado em 1820).

_Fórma (A) da oração publico e administração dos Sacramentos,

conforme ao uso da Igreja Inglaterra. Traduzido, por o missão, em

lingua portuguez de Ceylon._ Pelo Robert Newstead, missionario

Wesleyano. Em Colombo: Impressado na officina Wesleyano. 1820. 44

pp.

[++] _Grammatical (A) Arrangement on the method of learning the

corrupted portuguese as spoken in India_, by Berrenger. Sec. edit.

Colombo, 1811. Indicação do sig. Teza no artigo alludido infra.

_Horte de paraiso. Em o nome de o Jesus crucificado._ (XIV

orações.) Impressado ne Officio de Baptiste Missionarios, Kandy. 32

pp.

_Hum caminho per inferno._ Folha avulsa, 1 p.

_Hum catecismo per o ensino de criances ne o principiô de relize, e

hum curto catecismo de o nomis ne o escritura._ Colombo: impressado

ne officio de Wesleyanos. 1837. 12 pp.

_Indoportoghese._ E. Teza. 8.^o 10 pp. Estratto dal

Periodico:--Studi Filologici, Storici e Bibliografici Il

Propugnatore. Vol. V. É o primeiro estudo scientifico sobre este

dialecto.

[++] _Instructions for children._ By the late Rev. John Wesley, A.

M. of the University of Oxford. In portuguese and english.

(Publicado antes de 1820.)

_Meditacãos e oracãos_ (sic) _sober differenti subjectos e por

differenti casiãos._ J. Campbell, Printer, Hulfsdorp Press. 50 pp.

4.^o peq.

_Novo (O) Testamento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Christo,

traduzido ne indo-portugueza._ Colombo, officina de Missão

Wesleyano, 1852. 8.^o

_Oraçãos, Dez Mandamentos, O sermão riba do montanha._ 16 pp.

_Psalterio (O), ou Psalmos de David, como apontado a ler nas

igrejas. Traduzido em lingoa portugueza de Ceylon, e publicado por

a Sociedade Biblia de Colombo._ A Colombo: Impressado na officina

Wesleyano. 1821. 8.^o 102 pp.

_The singhalese Tract Society_, n.^o 6, 1856. _O Serpente de

Cobre._ 8 pp. No fim acha-se a indicação: Preço hum challi

de-cobri, huma ou senao oito fanam hum cento.

_Voz de verdade._ (Pequeno periodico religioso mensal; temos alguns

numeros desde 1 de outubro de 1870, em que começou a publicar-se,

até janeiro de 1873. Sem logar de impressão.) 4 pp. cada numero.

_Vocabulary (A) in the Ceylon Portuguese, and English Languages,

with a series of Familiar Phrases._ By John Callaway, Wesleyan

Missionary. Colombo: Printed at the Wesleyan Mission Press. 1820.

Price six fanams. 44 pp. in 12.^o

A maior parte das publicações mencionadas que possuimos devemol-as á

dedicação do nosso bom amigo o rev. R. H. Moreton, que se empenhou para

com a missão Wesleyana e missionarios seus amigos para nol-as obter.

Na obra: _The Bible of Every Land, a history of the Sacred Scriptures in

every language and dialect into which translations have been made_, etc.

London, Samuel Bagster and Sons. 4.^o, p. 275-276, achâmos as seguintes

noticias com relação ás traducções do Antigo e Novo Testamento em

indo-portuguez.

«Com o declinar dos governos portuguez e hollandez na India, os membros

d'estas nações foram deixados sem meios de instrucção religiosa excepto

os que offereciam os missionarios catholicos romanos; e em consequencia,

o catholicismo romano tornou-se a fórma prevalecente da sua religião. Em

1817, Mr. Newstead, missionario wesleyano, que residia em Negombo, em

Ceylão, começou uma traducção do Novo Testamento para beneficio

espiritual d'este povo. Partes d'esta traducção foram lidas por Mr.

Newstead do pulpito, e foram tambem emprestadas livremente a pessoas

doentes, uma das quaes, diz-se, morreu com o evangelho de S. João

debaixo do travesseiro. O povo mostrou tanto interesse pela obra, que

uma edição impressa foi em breve resolvida, e, em 1819, a versão do

evangelho de S. Matheus foi publicada em Ceylão, á custa da Sociedade

biblica auxiliar de Colombo; e os psalmos seguiram-se, em 1821, á custa

da mesma sociedade.

«Pouco depois Mr. Newstead completou a sua traducção do Novo Testamento,

e a obra foi submettida a uma miuda revisão por uma commissão nomeada

para esse fim, consistindo de tres missionarios e de seis dos mais

intelligentes indo-portuguezes. A revisão foi terminada em 1824; e Mr.

Newstead emprehendeu uma viagem a Inglaterra para sollicitar o auxilio

da Sociedade biblica ingleza e estrangeira para a publicação da obra. A

traducção foi recommendada com instancia á adopção da commissão pelo

rev. T. J. Twisleton, archidiacono de Ceylão; e, como o seu valor foi

attestado por outros juizes competentes, duas edições foram impressas em

Londres, a expensas da sociedade, em 1826, sob a superintendencia

pessoal de Mr. Newstead. A segunda edição do Novo Testamento,

consistindo de 5:000 exemplares, appareceu em Colombo em 1831; e, no

anno seguinte, uma versão dos livros do Genesis, Exodo, e parte do

Levitico foi publicada no mesmo logar, a expensas da mesma sociedade. O

Pentateucho e o Psalterio foram impressos em Colombo, em 1833, n'uma

edição de 5:000 exemplares; annuncia-se como estando em progresso a

traducção de todo o Antigo Testamento.

«Uma outra edição do Novo Testamento indo-portuguez foi mais

recentemente emprehendida, e projectou-se no começo imprimil-a em

Londres, sob a inspecção de Mr. Newstead, o traductor, e á custa da

Sociedade biblica ingleza e estrangeira. Mas Mr. Newstead, depois de

muitos annos de ausencia de Ceylão, não sentiu sufficiente confiança no

seu conhecimento da lingua para fazer imprimir o Novo Testamento; e em

consequencia d'isso resolveu-se imprimir só o evangelho de S. Matheus em

Londres, para fim provisorio, emquanto a impressão da obra inteira seria

confiada a missionarios residentes em Ceylão, com a vista de a imprimir

na imprensa da missão n'aquella ilha. O evangelho de S. Matheus foi

acabado em 1852, sob a superintendencia de Mr. Newtead. Deram-se ao

mesmo tempo instrucções para a impressão em Colombo de 2:000 exemplares

do Testamento inteiro, á custa da Sociedade biblica ingleza e

estrangeira. Esta edição foi completada em 1853, sob o cuidado de uma

commissão de revisão escolhida para esse fim.»

Eis um specimen do dialecto:

O sermão riba do Montanha

Ne Evangelho de São Matheus

Capitulo V[4]

Os dialectos romanicos ou neo-latinos na África, Ásia e América · 第 2 / 7 段