Ás noticias atterradoras do Pará em outubro de 1874 que fizemos
transmittir pelo telegrapho, responde o governo portuguez, mandando para
as aguas do Tocantins, o aviso de guerra _Sagres_.
O governo brazileiro, tambem reforçava, com a canhoneira _Mearim_ e a
corveta _Trajano_, a sua esquadrilha do norte.
A Allemanha mandava a corveta _Victoria_.
Vejamos como a _Tribuna_ recebe a _Sagres_, em seu numero de 17 de
novembro, e quaes as calumnias que proclama sobre a sua guarnição.
Transcrevemos na integra a recepção por que ella déra causa ao conflicto
entre um dignissimo official da nossa armada e a redacção do pasquim,
conflicto que não deve ficar no escuro para bem da historia.
Falla o papel incendiario:
«Amanheceu ancorada em nosso porto no dia 11 do corrente, esta immunda
esterqueira da marinha de guerra portugallega.
«No dia seguinte, ao da chegada os jornaes da nossa imprensa, que seguem
o triste e desgraçado fadario de especular com a colonia portugallega,
bajulando-a por todos os lados, davam essa noticia da forma seguinte:
«_O Liberal do Pará._
«_Corveta Sagres._--Amanheceu hontem ancorado em nosso porto este
elegante vaso de guerra da marinha portugueza.
«_Diario do Gram-Pará._
«_Corveta Portugueza_:--Está desde ante-hontem á noite ancorada em nosso
porto a corveta _Sagres_, da armada real portugueza. O gentil navio
trouxe 19 dias de viagem de Lisboa, tocando em Cabo-Verde. Commmanda-o o
sr. capitão tenente Francisco Teixeira da Silva considerado pelos seus
honrissimos precedentes como um ornamento de sua classe. A _Sagres_
arquêa 813 tonelladas, tem machina de vapor da força de 300 cavallos
dynamicos, é armada com 4 canhões e tripulada por 138 praças.