Missa do barão de Santa-Pia em S. Francisco de Paula. O filho do
desembargador representava a familia; este e a sobrinha ouviram missa
na fazenda. Hade ter sido outra recordação antiga para a viuva. A
fazenda tem capela, onde um padre dizia missa aos domingos e confessava
pela quaresma. Tambem eu conheci esse costume em pequeno, e ainda
me lembra que, na quaresma, eu e outros rapazes iamos esconder-nos
do confessor em baixo das camas ou nos desvãos da caza. Já então
confundiamos as praticas religiosas com as canceiras da vida, e
fugiamos dellas. Entretanto, o padre que me confessou pela primeira
vez era meigo, atento, guiava-me a confissão indicando os pecados que
devia dizer, e até que ponto, e punha a absolvição na lingua antes que
os pecados lhe entrassem pelo ouvido; assim me pareceu. Perdôe-me a sua
memoria, se não é verdade. Tudo isso vae longe. A segunda confissão foi
por ocasião de cazar. Dahi em diante não fui mais que virtudes.
Bastante gente em S. Francisco de Paula. Na sacristia havia folhas de
papel onde se inscreveram as pessoas que lá foram, e uma ou outra
que não foi mas encomendou o cuidado a um terceiro. Vi magistrados,
advogados, pessoas do comercio e do funcionalismo, senhoras, algumas
senhoras. Destas eram moças umas, amigas de Fidelia, outras eram velhas
do tempo da mãe. Uma destas era a que não faltaria, ainda que lá não
fosse ninguem, e só amiga da viuva, a boa Aguiar, naturalmente. Lá
estava tambem Rita, que veiu almoçar commigo.
Se as missas pudessem ser ditas, segundo a ocasião, eu acharia que o
padre ajustou a sua á pouca presença do sangue do morto, tão breve
foi, mas não é assim; cada padre diz a missa á sua maneira de sempre,
apressada ou vagarosa, conforme usa ler ou falar.
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