[1] _Memórias históricas e genealógicas dos grandes de Portugal_, por
D. António Caetano de Sousa. Nestas memórias se encontra a genealogia
da família de Távora, de Assumar, etc.
[2] Estas praças que fazem parte das _Novas Conquistas_, ainda hoje
pertencem à corôa portuguesa. Alorna fica na província de Pangim. Está
edificada a fortaleza sôbre o rio Mhaporá, que ali toma o nome Alorna.
Terá hoje 1:668 habitantes, 308 fogos e 63 praças de guarnição.
[3] Como especime do estilo do tempo e do abismo ou antes tremedal
imundo em que caíra a poesia na pátria de Sá de Miranda, de Ferreira e
de Camões, aí vão os versos que caracterizam uma época:
Vai, oh formosa heroína,
Do mar essas ondas sulca,
Que, se é Vénus na beleza
Vénus nasceu das espumas,
Se és Divindade, não temas
Da salgada água a fúria,
Que até impera nos mares
Immortal a formosura.
Vai ser de Thetis inveja,
Ser de Neptuno ventura,
Das sereias lindo encanto.
Das nymphas formosas injúria.
Os tritões e as Napeias
Sendo alegres testemunhas,
A nau--carroça; tu--Deusa,
Passeia as ondas ceruleas.
Vai que é pequeno hemisfério,
Um só mundo às luzes tuas,
E quem em um só não cabe
Justamente o outro busca.
São do sol os diamantes
Produção brilhante e sua;
Se produz lá um sol tantos
Três que farão? Conjectura.
Vai examinar o oriente
De onde sai a luz mais pura,
Verás do teu nascimento
Belo esplendor, cópia justa.
* * * * *
Vai! conheça o mundo todo,
Mais alto poder divulga,
Que o sexo que em ti domina,
O sangue que em ti circula.
(C. CASTELO BRANCO, _Noites de insónia_).
[4] _Anual Índico Lusitano_ dos sucessos mais memoráveis e das acções
particulares do primeiro ano do Felicíssimo govêrno do il.ᵐᵒ e ex.ᵐᵒ
sr. Francisco de Assis de Távora, marquês de Távora.
[5] Camilo Castelo Branco.
[6] _Testamento político de D. Luis da Cunha._
[7] Costigan, _Sketches of society and manners_.
[8] A capela real metropolitana e depois a patriarcal, podendo
celebrar festas com pompa igual à do Vaticano. Os beneficiados poderem
usar meias de uma certa côr. Uma colegiada na capela real com seis
dignidades, dezoito cónegos e doze beneficiados.
Requerimento de Alexandre Gusmão a el-rei D. João V. Inéditos. Os
padres poderem rezar três missas em dias de finados.
[9] El-rei D. João V conseguiu elevar à categoria de santos da côrte do
céu Luís Gonzaga, Estanislau Kotska, João Francisco Regus Vicente de
Paula, Camilo Lellis.
[10] Tableau de Lisbonne. O cavaleiro de Oliveira. Camilo Castelo
Branco.
[11] Macaulay, _Essays_.
[12] No seu _Testamento político_ D. Luís da Cunha aconselha a D. José
que chame para seu ministro a Sebastião José de Carvalho.
[13] Comte, _Cours de philosophie positive_.
[14] Comte, _Cours de philosophie positive_.
[15] Chegou esta, para comer um duro pão regado com lágrimas, a ser
criada das freiras e andar descalça, vestida de chita, como a última
das mendigas.
[16] Camilo Castelo Branco.
[17] Michel Chevalier, _Le marquis de Pombal_, _Revue des deux mondes_.
[18] Escrevendo há mais de treze anos estas palavras, mal sonhávamos
que havíamos de publicá-las num tempo em que elas já não teem exacta
aplicação.
Nós somos os desgraçados contemporâneos dos horrores da _grande
guerra_, dos crimes inauditos da Rússia e da Alemanha, e que de longe
vimos o morticínio horrendo de que foram vítimas inocentes as filhas
e o filho do Czar, e o assassínio atroz dos Pais, os que chegámos à
velhice saciada de horror, vendo a humanidade peor do que nunca foi,
vendo a civilização a tão falada _civilização_ num retrocesso tenebroso
que nos apavora e nos assombra.
Tudo que afirmamos com tamanha fé, nos parece falso, ilusório,
mentido. O _sentimento do horror_ há tanto desconhecido tornou-se a
apossar dos nossos cérebros e dos nossos corações. Um pavor medonho
oprime hoje as almas. _Pensar_ é descer ao mais negro e profundo dos
abismos!