A Alberto Sampaio.
Não me fales de gloria: é outro o altar
Onde queimo piadoso o meu incenso,
E, amimado de fogo mais intenso,
De fé mais viva, vou sacrificar.
Que vai a gloria, diz! pra se adorar
--Fumo, que sobre o abismo anda suspenso--
Que vislumbre nos dá do amor imenso?
Esse amor que venturas faz gosar?
Ha outro, mais celeste, mais eterno,
Que, se o busco com fé, não quer fugir-me,
Nem dá, em vez de goso, negro inferno.
Só esse hei-de buscar, e confundir-me
Na essencia do _amor_, puro, sempiterno...
Quero só n'esse fogo consumir-me!