OB MAESTITIAM.

Por que descrês, mulher, do amor, da vida?

Por que esse Hermon tranformas em Calvario?

Por que deixas que, aos poucos, do sudario

Te aperte o seio a dobra úmedecida?

Que visão te fugio, que assim perdida

Buscas em vão n'este ermo solitario?

Que fatal maldição, destino vário,

Te faz trazer a fronte ao chão pendida?

Nenhuma! Todo o bem em ti assiste;

Deus, em penhor, te deu a formosura,

Uma benção do ceu traz-te cada hora;

E descrês do viver?! E eu, pobre e triste,

Que só no teu olhar leio a ventura,

Se tu descrês, em que hei-de eu crer agora?...

Sonetos de Anthero · 第 30 / 39 题