Ignoto Deo.
Vai-te, na aza negra da desgraça,
Pensamento _d'Amor_, sombra d'uma hora,
Que estreitei tantos _seclos_, vai-te--embora!--
Como nuvem que o vento impele... e passa.
Que arrojemos de nós quem mais se abraça,
Com mais ancia, á nossa alma! e quem devora
D'essa alma o sangue, com que mais vigora,
Como amigo comungue á mesma taça!
Que se torne impossivel a esprança,
E nunca a dor (que sempre o mal assiste)
E seja unica esprança a desventura!...
Se em silencio sofrer fôra vingança!...
Envolve-te em ti mesmo, ó alma triste,
Talvez que sem esprança haja ventura!...