SONETO VI.

Ergue-te, ó Pedra, e desde a margem fria,

Que os muros banha a Lusitana Athenas,

Mostra-me as desmaiadas assucenas

Do rosto que me occupa a fantasia.

Deixa [~q] eu beije a mão, [~q] pôde hum dia

Ceder de amor ás lastimosas scenas;

Q'entre as ancias, a dôr, a mágoa, as penas

Renove a saudosa idolatria.

Solto do véo mortal, oh Feliz Astro,

Une ao cadaver a truncada testa,

Levanta o bello cólo de alabastro:

Huma alma grande junto a ti protesta

Fazer a gloria da defunta Castro;

A illustre Neta vez: Maria he esta.

_Á Illustrissima e Excellentissima Senhora Condessa de Cavalleiros, D.

Maria José de Eça e Bourbon_.

Marilia de Dirceo · 第 99 / 113 题