SONETO VII.

Quantas vezes Lidora me dizia,

Ao terno peito minha mão levando,

Conjurem-se em meu mal os Astros, quando

Achares no meu peito aleivosia.

Então que não chorasse lhe pedia,

Por firme seu amor acreditando;

Ah! que em movendo os olhos suspirando

Ao mais acautellado enganaria.

Hum anno assim viveo: ó Ceos! agora

Mostrou que era mulher: a natureza

Só por não se mudar a fez traidora.

Não, não darei mais cultos á belleza,

Que depois de faltar á fé, Lidora,

Nem creio que nas Deosas ha firmeza.

Marilia de Dirceo · 第 100 / 113 题