SONETO V.

Ao Templo do Destino fui levado:

Sobre o Altar hum Cofre se firmava,

Em cujo seio cada qual buscava

Tremendo annuncio do futuro estado.

Tiro hum papel, e leio: Ceo Sagrado!

Com quanta causa o coração pulsava:

Este duro Decreto escrito estava,

Com negra tinta pela mão do Fado.

_Adore Polidoro a bella Ormia,

Sem della conseguir a recompensa,

Nem quebrar-lhe os grilhões a tyrannia_.

Das mãos, Amor mo arranca, e sem detença

Tres vezes o levando á boca impía,

Jurou comprir á risca a tal sentença.

Marilia de Dirceo · 第 98 / 113 题