A tua voz murmure a meus ouvidos[3]

e deliciei-me nas cadencias inimitaveis que a tua bôcca jorrava ao

murmurar: «A agua da montanha é tão livre como eu».

«É pois certo? A tua alma é tão livre como a onda prateada que desliza

por entre as verduras da serra e cae em chuva de perolas na amphora de

cada fonte? A tua alma é tão livre que possa juncar de flôres a estrada

dos meus dezeseis annos á semelhança da corrente da montanha que vae

orvalhando as boninas da encosta?

«Estavamos no _monte do Senhor_, na _santa Jerusalem_ e os teus labios

falaram a linguagem do teu coração... Os échos da montanha guardam o

segredo da nossa felicidade. Que as nossas esperanças todas se desatem em

florecimentos perpetuos como os da primavera que cada dia enche de vida

nova e nova opulencia a floresta sagrada.

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Idyllios á beira d'agua Romance original · 第 18 / 46 题