Número de mensurações | Diâmetros cranianos | Perímetros cranianos
----------+-----------+----------+----------+----------------------
S. M. | S. F. | O F[68] | B P[68] | S O F[68]
----------+-----------+----------+----------+----------------------
1491 | 1386 | 11,58 | 9,35 | 32,78
===================================================================
Estas _mensurações_ (tabela n.^o 1) foram feitas _imediatamente depois
do nascimento_, sobre crianças que satisfaziam às _condições_ seguintes:
1) «d'être nés vivants»;
2) «d'être nés par le sommet»;
3) «d'avoir été dégagés en OP.»;
4) «d'être des enfants à terme».
Quanto ao seu _valor antropológico_, não são essas _medidas cefálicas_
de natureza a inspirar-nos uma _grande confiança_, porquanto, como o
próprio autor diz: "la prise des mesures céphaliques est encore plus
difficile que celle des longueurs. D'abord, il est impossible qu'elles
soient, toutes, prises par la même personne, quand on opère sur un grand
nombre d'enfants, comme nous le faisons; puis, il faut compter avec la
difficulté inhérente à l'opération, quand il s'agit d'un enfant vivant,
comme c'est notre cas, la difficulté d'employer un instrument de
précision, et encore la difficulté de bien établir, pour tous les cas,
les mêmes points de repère, en les marquant toujours d'une manière
identique et irréprochable. _Aussi, nos mesures ne prétendent guère à la
rigueur d'une étude anthropométrique. Nous avons tout simplement cherché
à établir quelle serait, à peu près, la grandeur de la tête foetale,
tout de suite après la naissance_, pour obtenir, autant que possible,
une idée de la grandeur des diamètres de l'ovoide céphalique du foetus,
à l'occasion de sa descente par la filière génitale»[69].
Nem é para admirar que assim seja, por isso mesmo que a iniciativa das
duas mil oitocentas e setenta e sete _mensurações_, cujas _médias_ a
mencionada _tabela_ exprime, não tinha um _fim antropológico, mas tam
sòmente obstétrico_.
Todavia, não são para rejeitar, _in limine_, tam numerosas
_observações_; antes supomos muito conveniente a sua _seriação, como
subsídio para a avaliação indirecta da capacidade craniana do
recêm-nascido; e, portanto, do volume e pêso do seu cérebro_[70].
TABELA N.^o 2 (_Observações de Costa Sacadura_)[71]
=================================================================
Número de | Diàmetros | Perímetros
mensurações | cranianos | cranianos
--------+-------+---------------+---------------+----------------
S. M. | S. F. | O F | B. P. | S O F
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
| | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F.
256 | 273 +-------+-------+-------+-------+-------+--------
| | 11,22 | 10,96 | 8,92 | 8,87 | 32,51 | 32,33
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
Médias sem | | |
distinção | 11,09 | 8,89 | 32,42
de sexo | | |
=================================================================
As _médias_ da tabela n.^o 2 resultam de cálculos efectuados sobre
quinhentas e vinte e nove _mensurações_ de _diâmetros_ e _perímetros
cranianos_ de _recêm-nascidos_, vivos, d'ambos os sexos, na _Maternidade
de Lisboa_, em 1904, pelo chefe de clínica dêsse estabelecimento, dr.
Costa Sacadura.
Essas _mensurações_, de rigor absoluto, quanto ao _processo técnico_,
tambêm foram feitas logo à nascença, como as da tabela n.^o 1; e,
conquanto se destinassem a servir _intuitos exclusivamente clínicos_,
todavia, nada obsta a que as aproveitemos (pelo menos _O F_, _B P_ e _S
O F_, para o nosso _fim antropológico_: _determinação do índice cefálico
do recêm-nascido português_.
É certo que, pela _ocasião_ em que foram tomadas, essas medidas exprimem
_dimensões de uma cabeça, que pode ter sido deformada pelo trabalho do
parto_; mas tambêm não padece dúvida, que êsse facto carece de eficácia
para invalidar aquela _determinação_, porquanto, em _matéria de
cèfalometria do recêm-nascido_, não se pode contar com _certezas_; mas
tam sòmente com _aproximações_[72].
Como se depreende da presente tabela (n.^o 3), as _médias_ das
respectivas _dimensões cefálicas_, derivam de 49 _observações_,
realizadas no _hospital geral de Santo António_, do Pôrto, pelo dr.
Manuel Álvares Pereira Carneiro Leal.
TABELA N.^o 3 (_Observações de Manuel Carneiro Leal_)[73]
=================================================================
Número de | Diàmetros | Perímetros
mensurações | cranianos | cranianos
--------+-------+---------------+---------------+----------------
S. M. | S. F. | O F | B. P. | S O F
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
| | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F.
23 | 25 +-------+-------+-------+-------+-------+--------
| | 11,6 | 11,2 | 9,2 | 9,1 | 32,9 | 32,2
--------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------
Médias sem | | |
distinção | 11,4 | 9,1 | 32,5
de sexo | | |
=================================================================
Dessas _mensurações_, excluem-se as que se referem a _nados-mortos_; mas
consideram-se as que pertencem a _recêm-nascidos de fraca
viabilidade_[74].
Aproximando agora as _médias_ de tôdas as _dimensões_, que os três
_mapas_ apresentados consubstanciam, podemos organizar o _quadro geral_
(n.^o 4) das _medidas cefálicas_ do _recêm-nascido português, baseado em
três mil quatrocentas e cinqùenta mensurações, absolutamente
comparáveis_, porquanto, a-pesar-de realizadas por _várias pessoas_,
todavia, nem deixou de ser a mesma a _técnica_ empregada, nem foram
diferentes as _circunstâncias_, em que se operou.
QUADRO N.^o 4 (_Diâmetro e Perímetro craniano
do recêm-nascido português_)
=================================================================
| | Diàmetros | Perímetros
Número | Nomes | cranianos | cranianos
de | dos +---------+--------+------------
observações | observadores | O F | B P | S O F
--------------+------------------+---------+--------+------------
2877 | Alfredo da Costa | 11,58 | 9,35 | 32,78
529 | Costa Sacadura | 11,09 | 8,89 | 32,42
48 | Carneiro Leal | 11,40 | 9,10 | 32,50
--------------+------------------+---------+--------+------------
Médias gerais (centímetros) | *11,35* | *9,11* | *32,56*
=================================================================
O _índice cefálico médio dos portugueses_, segundo as _observações_ de
Ferraz de Macedo[75], Costa Ferreira[76], Álvaro Basto[77], Sant'Ana
Marques[78] e Fonseca Cardoso[79], é de 76,4, no _vivo_, e de 74,5, no
_crânio_.
Mas êste _índice_ (apenas variável entre 78,7 e 75,2, nos 17
_distritos_) é o do _adulto_[80].
Que saibamos, não existem, em o nosso país, quaisquer _trabalhos_ sobre
o _índice cefálico da criança portuguesa, nas diferentes idades da sua
evolução_, a começar no _recêm-nascido_; crêmos, todavia, que os
_elementos_, constantes do _quadro_ n.^o 4, não poderão deixar de
reputar-se _suficientes_ para legitimarem a adopção (ao menos, _a título
provisório_) da _expressão_ 80,2, como _valor médio_ do referido
_índice_, em relação ao _recêm-nascido_[81].
2.--Prosseguindo, apresentamos agora a seguinte _tabela_ (n.^o 4), que
condensa os _resultados_ (absolutamente inéditos) das _observações_
feitas no _Liceu de Coímbra_, nas _circunstâncias_ que já indicámos, a
propósito da _estatura_.
A _média_ do _índice cefálico_, correspondente a cada uma das _idades_
consideradas, figura numa coluna desta _tabela_.
TABELA N.^o 4 (_Diâmetros cranianos, de alunos do Liceu de Coimbra_)
=============================================+
| | |
| Antero-posterior máximo | |
| | |
Idades +--------------+--------------+ Média |
| | | | | | |
|12-15|16-19|20-23|24-27|28-31| |
| | | | | | |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+
| | | | | | |
10-11 | --- | 60 | 3 | --- | --- | 17,6 |
11-12 | --- | 120 | 13 | --- | --- | 17,8 |
12-13 | --- | 163 | 10 | --- | --- | 17,7 |
13-14 | --- | 144 | 13 | --- | --- | 17,8 |
14-15 | --- | 128 | 20 | --- | --- | 18 |
15-16 | --- | 101 | 39 | --- | --- | 18,6 |
16-17 | --- | 96 | 60 | --- | --- | 19 |
17-18 | --- | 80 | 62 | 1 | --- | 19,2 |
18-19 | --- | 59 | 61 | --- | --- | 19,5 |
19-20 | --- | 31 | 38 | --- | --- | 19,5 |
20-21 | --- | 20 | 23 | --- | --- | 19,6 |
| | | | | | |
=============================================+
================================================================
| | |
| Transverso máximo | |
| | |
Idades +--------------+--------------+ Média | Índice cefálico
| | | | | | |
|12-14|15-17|18-20|21-23|24-26| |
| | | | | | |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+------------------
| | | | | | |
10-11 | 50 | 17 | --- | --- | --- | 13,7 | 77,8
11-12 | 102 | 31 | --- | --- | --- | 13,6 | 76,2
12-13 | 123 | 50 | --- | --- | --- | 13,8 | 77,9
13-14 | 102 | 55 | --- | --- | --- | 14 | 78,7
14-15 | 86 | 58 | 4 | --- | --- | 14,3 | 79,4
15-16 | 52 | 88 | --- | --- | --- | 14,8 | 79
16-17 | 60 | 96 | --- | --- | --- | 14,8 | 77,8
17-18 | 50 | 93 | --- | --- | --- | 14,9 | 77,6
18-19 | 36 | 84 | --- | --- | --- | 15 | 76,9
19-20 | 20 | 49 | --- | --- | --- | 15,1 | 77,5
20-21 | 14 | 29 | --- | --- | --- | 15 | 76,5
| | | | | | |
================================================================
[Figura: POLÍGONO DE VARIAÇÃO DO _INDICE CEFÁLICO_, EM RELAÇÃO À IDADE
Fig. 9]
Consoante se depreende dos _valores_ expressos na _tabela_ n.^o 4, a
_forma craniana_ que subsiste nos alunos do liceu de Coímbra, _em tôdas
as idades da sua evolução, a partir dos dez anos_, é a _mesaticéfala_,
segundo a nomenclatura de Topinard[82].
De facto, basta reparar no _gráfico_ da figura n.^o 9 para, desde logo,
reconhecer que os _valores extremos_, registados (76,2--79,4), não
deixam de pertencer à mesma _classe de índices_, que ocupa a _posição
média_ entre a _dolicocefalia_ e a _braquicefalia_.
Êste _facto_, que é fecundo em conseqùências, para o _estudo
ântropo-sociológico_ do nosso _grupo étnico_[83], acha-se plenamente
confirmado pelas _observações_ realizadas na _Escola de alunos
marinheiros do Norte_.
Essas _observações_ constam do _mapa_ ou _tabela_ n.^o 5 que, a seguir,
publicamos:
TABELA N.^o 5 (_Alunos marinheiros_)
===============================================================================
| Diâmetros cranianos |
+-------------------------------+-------------------------------+ Índice
Idades| Anos 1913-1914 | Anos 1914-1915 |cefálico
+-------------------------------+-------------------------------+
| Antero-posterior | Transverso | Antero-posterior | Transverso |
------+------------------+------------+------------------+------------+--------
| | | | |
16-17 | 18,3 | 14,5 | 19,1 | 14,7 | 78
17-18 | 19,2 | 14,7 | 19,2 | 14,6 | 76
18-19 | 19 | 14,5 | 19,3 | 14,5 | 75,5
19-20 | -- | -- | 20 | 15 | 75
| | | | |
===============================================================================
Confrontando os _índices cefálicos_ desta _tabela_ (n.^o 5) com aqueles
que lhes correspondem, na _tabela_ n.^o 4 (liceu de Coímbra), notam-se,
sem dúvida, _diferenças consideráveis_; mas importa ponderar, que _essas
diferenças não são tamanhas, como à primeira vista poderia parecer,
visto que elas não importam nos_ *adolescentes*, _a que se referem, uma
mudança de classe, quanto à forma craniana, que se mantêm mesaticéfala_.
Com relação a _medidas cefálicas_, devemos registar ainda o _perimetro
craniano_, medido, na _Escola de alunos marinheiros_, durante dois anos
consecutivos, em mais de cento e cinqùenta rapazes.
A seguinte _tabela_ (n.^o 6) condensa as respectivas _mensurações_.
E, da mesma _procedência_, podemos ainda mencionar (em matéria de
_dimensões horizontais_) as _notações_, que se referem ao _perímetro_ e
aos _diâmetros da bacia_ dos alunos considerados, as quais se acham
sintetizadas nas _médias_ das _tabelas_ (n.^{os} 7 e 8) que, a seguir,
publicamos:
TABELA N.^o 6 (_Alunos marinheiros_)
======================================================
| Perímetro craniano |
Idades +----------------+----------------+ Médias
| Ano 1913-1914 | Ano 1914-1915 |
-------+----------------+----------------+------------
| | |
16-17 | 55 | 55,5 | 55,2
17-18 | 54,9 | 55,3 | 55,1
18-19 | 54,6 | 55,7 | 55,1
19-20 | 56 | -- | 56
| | |
======================================================
TABELA N.^o 7 (_Alunos marinheiros_)
===============================
| Perímetro pélvico
Idades +-----------------------
| Ano 1914-1915
-------+-----------------------
|
16-17 | 78,5
17-18 | 79,3
18-19 | 80,2
19-20 | 83
|
===============================
TABELA N.^o 8 (_Alunos marinheiros_)
===============================================================================
| Diâmetros pélvicos |
+---------------------------------+-----------------------------+Índice
Idades| Anos 1913-1914 | Anos 1914-1915 |pélvico
+---------------------+-----------+-----------------+-----------+
| Antero-posterior[84]| Transverso| Antero-posterior| Transverso|
------+---------------------+-----------+-----------------+-----------+--------
| | | | |
16-17 | 17,7 | 25,2 | 18,8 | 26,4 | 70,7
17-18 | 18,5 | 25,9 | 19,3 | 26,5 | 72,1
18-19 | 20,5 | 26,3 | 20 | 26,8 | 76,2
19-20 | 20,6 | 26,6 | 20,3 | 27 | 76,2
| | | | |
===============================================================================
3.--Um dos _elementos_ mais importantes para a avaliação das _proporções
do corpo humano_ é aquele que deriva das _mensurações diametrais do
tronco_, isto é, dos _diâmetros pélvicos_ (já considerados), e dos
_diâmetros torácicos_[85].
As _tabelas_ n.^{os} 9, 10 e 11 que, a seguir, publicamos, resumem as
_mensurações comparáveis_ dos _diâmetros torácicos_ de _crianças_,
pertencentes ao _liceu de Coímbra_, ao extinto _colégio de Campolide_, e
à _escola de alunos marinheiros do norte_[86].
TABELA N.^o 9 (_Liceu de Coimbra_) (Diâmetros torácicos)
==============================================
| Diâmetro ântero-posterior | |
Idades +-----+-----+-----+-----+-----+ Médias|
|12-15|16-19|20-23|24-27|28-31| |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+
| | | | | | |
10-11 | 133 | 8 | 1 | --- | --- | 13,7 |
11-12 | 141 | 34 | --- | --- | --- | 13,9 |
12-13 | 100 | 46 | --- | --- | --- | 14,7 |
13-14 | 65 | 80 | 3 | --- | --- | 15,8 |
14-15 | 20 | 85 | --- | --- | --- | 16,7 |
15-16 | 10 | 100 | 90 | --- | --- | 19,1 |
16-17 | 8 | 80 | 100 | 47 | --- | 20,6 |
17-18 | 5 | 40 | 100 | 30 | --- | 21 |
18-19 | --- | 37 | 98 | 35 | --- | 21,4 |
19-20 | --- | 5 | 70 | 20 | --- | 22,1 |
20-21 | --- | --- | 60 | 17 | 15 | 22,5 |
| | | | | | |
==============================================
===============================================================================
| Diâmetro transverso | |Índice torácico
Idades +-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+Médias|(sem fracções)
|12-14|15-17|18-20|21-23|24-26|27-29|30-32|33-35| |
-------+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+------+----------------
| | | | | | | | | |
10-11 | -- | -- | 120 | 22 | -- | -- | -- | -- | 19,4 | 141
11-12 | -- | -- | 126 | 43 | 6 | -- | -- | -- | 19,9 | 143
12-13 | -- | -- | 100 | 20 | 26 | -- | -- | -- | 20,4 | 138
13-14 | -- | 3 | 3 | 132 | 10 | -- | -- | -- | 22 | 139
14-15 | -- | -- | 7 | 72 | 26 | -- | -- | -- | 22,5 | 134
15-16 | -- | -- | -- | 15 | 113 | 60 | 12 | -- | 26 | 136
16-17 | -- | -- | 2 | 9 | 60 | 103 | 61 | -- | 27,2 | 136
17-18 | -- | -- | -- | -- | 44 | 124 | 7 | -- | 27,3 | 134
18-19 | -- | -- | -- | 2 | 12 | 130 | 26 | -- | 28 | 130
19-20 | -- | -- | -- | -- | 11 | 70 | 14 | -- | 29 | 131
20-21 | -- | -- | -- | -- | 8 | 50 | 34 | -- | 29,8 | 132
| | | | | | | | | |
===============================================================================
TABELA N.^o 10 (_Colégio de Campolide_) (Diâmetros torácicos)
===================================================================
| Diâmetro | Diâmetro | Índice
Idades | ântero-posterior | transverso | torácico
| (médias) | (médias) | (sem fracções)
---------+------------------+------------------+-------------------
| | |
6-7 | 14,4 | 20 | 138
7-8 | 15,4 | 19,5 | 126
8-9 | 15,2 | 19,5 | 128
9-10 | 15,7 | 19,7 | 125
10-11 | 15,7 | 20,5 | 130
11-12 | 16 | 21,1 | 132
12-13 | 16,6 | 21,6 | 130
13-14 | 17 | 22,4 | 132
14-15 | 17,6 | 23,4 | 132
15-16 | 18,4 | 24,7 | 134
16-17 | 18,9 | 25,6 | 146
17-18 | 19,4 | 26 | 134
18-19 | 19,4 | 26,4 | 136
19-20 | 20 | 26,5 | 132
20-21 | 18,4 | 27 | 146
| | |
===================================================================
TABELA N.^o 11 (_Alunos marinheiros_) (Diâmetros torácicos)
=========================================================
| Diâmetro | Diâmetro |
| ântero-posterior | transverso |
Idades +-----------+-----------+-----------+-----------+
| Anos | Anos | Anos | Anos |
| 1913-1914 | 1914-1915 | 1913-1914 | 1914-1915 |
--------+-----------+-----------+-----------+-----------+
| | | | |
16-17 | 19,5 | 19,7 | 25 | 25,8 |
17-18 | 20,2 | 19,7 | 26,1 | 26,3 |
18-19 | 19,3 | 20 | 26,4 | 26,6 |
19-20 | 19 | 20 | 27 | 26,5 |
| | | | |
=========================================================
=================================================
| Ant. post. | Transv. | Índices
Idades +------------+----------+ torácicos
| Médias | (sem fracções)
--------+------------+----------+----------------
| | |
16-17 | 19,6 | 25,4 | 129
17-18 | 19,9 | 26,2 | 131
18-19 | 19,6 | 26,5 | 135
19-20 | 19,5 | 26,7 | 136
| | |
=================================================
De cada uma destas três _tabelas_ (n.^{os} 9, 10 e 11) extraímos as
_notações_, com que organizámos o _quadro n.^o 5_, no intuito de
aproximar todos os _elementos_ considerados, e obter _médias gerais_,
não sòmente das respectivas _mensurações_, como dos _índices_, a que
elas dão origem[87].
A _técnica_, adoptada nas _observações_, foi análoga para todos os
_observadores_: _compasso de espessura de Broca_, com as _pontas_
apoiadas, respectivamente, à _altura da extremidade inferior do
esterno_, e sobre a _saliência óssea posterior_, do mesmo plano
horizontal (_diâmetro ântero-posterior_); e, no mesmo _plano
xifo-esternal_, sobre as _convexidades costais_ (_diâmetro
transverso_)[88].
QUADRO N.^o 5 (_Diâmetros e índices torácicos_) (médias gerais)
==============================================
| Diâmetro ântero-posterior |
+----------+------------+-------------+
Idades | Liceu de | Colégio de | Alunos |
| Coimbra | Campolide | marinheiros |
-------+----------+------------+-------------+
| | | |
6-7 | -- | 14,4 | -- |
7-8 | -- | 15,4 | -- |
8-9 | -- | 15,2 | -- |
9-10 | -- | 15,7 | -- |
10-11 | 13,7 | 15,7 | -- |
11-12 | 13,9 | 16 | -- |
12-13 | 14,7 | 16,6 | -- |
13-14 | 15,8 | 17 | -- |
14-15 | 16,7 | 17,6 | -- |
15-16 | 19,1 | 18,4 | -- |
16-17 | 20,6 | 18,9 | 19,6 |
17-18 | 21 | 19,4 | 19,9 |
18-19 | 21,4 | 19,4 | 19,6 |
19-20 | 22,1 | 20 | 19,5 |
20-21 | 22,5 | 18,4 | -- |
| | | |
==============================================
========================================================
| Diâmetro transverso |
+-------------------------------------+ Índice
Idades | Liceu de | Colégio de | Alunos | tarácico
| Coimbra | Campolide | marinheiros |
-------+----------+------------+-------------+----------
| | | |
6-7 | -- | 20 | -- | 138
7-8 | -- | 19,5 | -- | 126
8-9 | -- | 19,5 | -- | 128
9-10 | -- | 19,7 | -- | 125
10-11 | 19,4 | 20,5 | -- | 135
11-12 | 19,9 | 21,1 | -- | 137
12-13 | 20,4 | 21,6 | -- | 134
13-14 | 22 | 22,4 | -- | 135
14-15 | 22,5 | 23,4 | -- | 133
15-16 | 26 | 24,7 | -- | 135
16-17 | 27,2 | 25,6 | 25,4 | 137
17-18 | 27,3 | 26 | 26,2 | 133
18-19 | 28 | 26,4 | 26,5 | 133
19-20 | 29 | 26,5 | 26,7 | 133
20-21 | 29,8 | 27 | -- | 139
| | | |
========================================================
Para boa inteligência dos _valores métricos_, constantes do _quadro_
n.^o 5, e sua legítima interpretação, construímos o presente _gráfico_
(figura n.^o 10), pelo qual se vê (se o confrontarmos com os _gráficos_
das figuras n.^{os} 1 e 2), que os 15-16 anos constituem, como que o
_eixo da evolução_ _somática_, por isso mesmo que assinalam uma
_profunda modificação_ no _sistema_ ou no _ritmo_ dessa _evolução_.
[Figura: Fig. 10]
De facto, antes dessa _idade_ (coincidente com a _instalação da
puberdade_), o que mais _aumenta_ no organismo são as _dimensões
verticais_ (_alturas_), ao passo que, depois, o que sobretudo concorre
para o _crescimento_ são as _dimensões horizontais_ (_larguras_,
_espessuras_, _grossuras_).
Fica, assim, mais uma vez demonstrado, pelos _factos_, que a _lei da
alternância_ (como expressão da _lei das proporções_) é efectivamente o
_grande princípio regulador_ de tôda a _energética do crescimento_[89].
4.--Com os _elementos_ enumerados e sumàriamente descritos, nas páginas
precedentes, podemos agora organizar os *cânones antropométricos da
criança portuguesa*, _em tôdas as idades da sua evolução somática_: 1)
_nascença_; 2) _infância_; 3) _puerícia_; 4) _adolescência_; 5)
_puberdade_; e 6) _nubilidade_ ou _idade adulta_.
As _percentagens_ dêstes _cânones_, assim como os seus _valores
numéricos absolutos_ (expressos em centímetros) são sempre calculados
sobre as _médias_ das respectivas _mensurações_.
Na falta destas (infelizmente, freqùente), recorre-se a _valores_ de
_tabelas estrangeiras_, organizadas com _elementos_ colhidos em _meios_,
tanto quanto possível, assimiláveis ao nosso.
1)
Cânon antropométrico da Idade adulta
A
Projecções verticais (_altura dos segmentos_)[90]
=============================================================================
| Sexo masculino |
Partes do corpo +-----------------------------+
| Percentagem | Valor métrico |
| | absoluto[91] |
----------------------------------------------+-------------+---------------+
{ 1) _Cabeça_[92] | 13,3% | 22^{cm},18 |
{ 2) _Pescoço_[93] | 4,2% | 7^{cm},10 |
I. _Busto._ { 3) _Tórax_[94] { | |
{ 4) _Ventre_[95] { 35% | 58^{cm},38 |
{ 5) _Bacia_[96] { | |
----------------------------------------------+-------------+---------------+
{ 1) Espádua { | |
{ 2) Braço { 19,5% | 32^{cm},53 |
{ _Superior_ { 3) Cotovêlo { | |
{ (torácico)[97] { | | |
{ { 4) Antebraço { 14% | 23^{cm},45 |
{ { 5) Punho { | |
{ { | | |
{ { 6) Mão { 11,5% | 19^{cm},19 |
II. _Membros_ { | | |
{ { 1) Anca { | |
{ { 2) Côxa { 20% | 33^{cm},36 |
{ { 3) Joelho { | |
{ _Inferior_ { | | |
{ (abdominal)[98]{ 4) Perna { 23% | 38^{cm},36 |
{ 5) Tornozêlo { | |
{ | | |
{ 6) Pé { 4,5% | 7^{cm},61 |
=============================================================================
=============================================================================
| Sexo feminino
Partes do corpo +------------------------------
| Percentagem | Valor métrico
| | absoluto
----------------------------------------------+-------------+----------------
{ 1) _Cabeça_ { {
{ 2) _Pescoço_ { {
I. _Busto._ { 3) _Tórax_ { 53,5% { 82^{cm},39
{ 4) _Ventre_ { {
{ 5) _Bacia_ { {
----------------------------------------------+-------------+----------------
{ 1) Espádua { {
{ 2) Braço { {
{ _Superior_ { 3) Cotovêlo { --- { 69^{cm}
{ (torácico) { 4) Antebraço { {
{ { 5) Punho { {
{ { 6) Mão { {
II. _Membros_ { | |
{ { 1) Anca { {
{ { 2) Côxa { {
{ _Inferior_ { 3) Joelho { 46,5% { 71^{cm},61
{ (abdominal) { 4) Perna { {
{ 5) Tornozêlo { {
{ 6) Pé { {
=============================================================================
B
Perímetros (_grossura_ dos _segmentos_)
=========================================================
| Valores métricos absolutos
Partes do corpo +----------------+-----------------
| Sexo masculino | Sexo feminino
----------------------+----------------+-----------------
| |
I. _Cabeça_[99] | 56^{cm} | 53^{cm}
II. _Tronco_[100] | 83^{cm} | 85^{cm}
III. _Braço_[101] | 31^{cm} | --
IV. _Antebraço_[102] | 27^{cm} | --
V. _Côxa_[103] | 53^{cm},5 | --
VI. _Perna_[104] | 39^{cm} | --
| |
=========================================================
C
Diâmetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_)