ainda o estatuto.
12 N’aquelle dia [14] virá até ti, desde a Assyria _até_ ás cidades
fortes, e das fortalezas até ao rio, e do mar _até_ ao mar, e _da_
montanha até á montanha.
13 Porém esta terra será posta em desolação, por causa dos seus
moradores, [15] por causa do fructo das suas obras.
14 Apascenta o teu povo com a tua vara, o rebanho da tua herança, [16]
que móra só no bosque, no meio da terra fertil; apascentem-se _em_ Basan
e Gilead, como nos dias da antiguidade.
15 Eu lhes mostrarei maravilhas, como nos dias da tua subida da terra do
Egypto.
16 As nações o verão, [17] e envergonhar-se-hão, por causa de todo o seu
poder: porão a mão sobre a bocca, _e_ os seus ouvidos ficarão surdos.
17 Lamberão [18] o pó como serpentes, como _uns_ reptis da terra,
tremendo, sairão dos seus encerramentos; [19] com pavor virão ao Senhor
nosso Deus, e terão medo de ti.
18 Quem [20] _é_ Deus similhante a ti, que perdoa a iniquidade, e que
passa pela rebellião do restante da sua herança? não retem a sua ira para
sempre, [21] porque tem prazer na benignidade.
19 Tornará a apiedar-se de nós: sujeitará as nossas iniquidades, e tu
lançarás todos os seus peccados nas profundezas do mar.
20 Darás [22] a Jacob a fidelidade, e a Abrahão a benignidade, que
juraste a nossos paes desde os dias antigos.
[1] Isa. 17.6 e 24.13.
[2] Isa. 28.4. Ose. 9.10.
[3] Hab. 1.15.
[4] Ose. 4.18. Isa. 1.23. cap. 3.11.
[5] II Sam. 23.6, 7. Eze. 2.6. Isa. 55.13.
[6] Jer. 9.4.
[7] Eze. 22.7. Mat. 10.21, 35, 36. Luc. 12.53 e 21.16. II Tim. 3.2, 5.
[8] Isa. 8.17.
[9] Pro. 24.17. Lam. 4.21.
[10] Lam. 3.39.
[11] cap. 4.11.
[12] II Sam. 22.43. Zac. 10.5.
[13] Amós 9.11, etc.
[14] Isa. 11.16 e 19.23, etc. e 27.13. Ose. 11.11.
[15] Jer. 21.14. cap. 3.12.
[16] Isa. 37.24.
[17] Isa. 26.11. Job 21.5 e 29.9.
[18] Isa. 49.23.
[19] Jer. 33.9.
[20] Exo. 15.11 e 34.6. Jer. 50.20. cap. 4.7 e 5.3, 7, 8.
[21] Jer. 3.5.
[22] Luc. 1.72, 73.
NAHUM.
_A justiça e misericordia de Deus: a destruição de seus inimigos e o
livramento do seu povo._
[Antes de Christo 713]
1 Carga de [1] Ninive. Livro da visão de Nahum, o elcoshita.
2 O Senhor [2] _é_ Deus zeloso e que toma vingança, o Senhor toma
vingança e tem furor: o Senhor toma vingança contra os seus adversarios,
e guarda a ira contra os seus inimigos.
3 O Senhor _é_ tardio [3] em irar-se, porém grande em força, e _ao
culpado_ não tem por innocente: [4] o Senhor, cujo caminho _é_ na
tormenta, e na tempestade, e as nuvens _são_ o pó dos seus pés.
4 Elle reprehende [5] ao mar, e o faz seccar, e esgota todos os rios:
desfallecem Basan e Carmelo, [6] e a flor do Libano se murchou.
5 Os montes tremem perante [7] elle, e os outeiros se derretem; e a terra
se levanta na sua presença; e o mundo, e todos os que n’elle habitam.
6 Quem parará diante do seu furor? [8] e quem persistirá diante do ardor
da sua ira? a sua colera se derramou como um fogo, e as rochas foram por
elle derribadas.
7 O Senhor é bom, [9] _elle serve_ de fortaleza no dia da angustia, e
conhece aos que confiam n’elle.
8 E com uma inundação trasbordante acabará d’uma vez com o seu logar; e
as trevas perseguirão os seus inimigos.
9 Que pensaes vós contra o Senhor? [10] elle mesmo vos consumirá de todo:
não se levantará por duas vezes a angustia.
10 Porque elles se entrelaçam como os espinhos, [11] e se embebedam como
bebados; serão inteiramente consumidos como palha secca.
11 De ti saiu um que pensou mal contra o Senhor, [12] um conselheiro de
Belial.
12 Assim diz o Senhor: Por mais seguros que _estejam_, [13] e por mais
numerosos que _sejam_, ainda assim serão tosquiados, e elle passará: eu
te affligi, _porém_ não te affligirei mais.
13 Mas agora quebrarei [14] o seu jugo de sobre ti, e romperei os teus
laços.
14 Porém contra ti o Senhor deu ordem, que mais ninguem do teu nome seja
semeado: da casa do teu deus exterminarei as imagens de esculptura e de
fundição: ali te [15] farei o teu sepulchro, porque és vil.
15 Eis que [16] sobre os montes os pés do que traz as boas novas, do que
annuncia a paz! celebra as tuas festas, ó Judah, cumpre os teus votos,
[17] porque o impio não tornará mais a passar por ti: elle é inteiramente
exterminado.
[1] Sof. 2.13.
[2] Exo. 20.5 e 34.14. Deu. 4.24. Jos. 24.19. Deu. 32.35. Isa. 59.18.
[3] Exo. 34.6, 7. Neh. 9.17. Jon. 4.2.
[4] Hab. 3.5, 11, 12.
[5] Isa. 50.2. Mat. 8.26.
[6] Isa. 33.9.
[7] Jui. 5.5. Miq. 1.4. II Ped. 3.10.
[8] Mal. 3.2. Apo. 16.1.
[9] I Chr. 16.34. Jer. 33.11. Lam. 3.25.
[10] I Sam. 3.12.
[11] II Sam. 23.6, 7. cap. 3.11. Mal. 4.1.
[12] II Reis 19.22, 23.
[13] II Reis 19.35, 37. Dan. 11.10.
[14] Jer. 2.20 e 30.8.
[15] II Reis 19.37.
[16] Isa. 52.7. Rom. 10.15.
[17] ver. 11, 12. ver. 14.
_O cerco e tomada de Ninive._
2 O destruidor [1] subiu diante de ti, guarda tu a fortaleza, observa o
caminho, esforça os lombos, fortalece muito a força.
2 Porque [2] o Senhor tornará a excellencia de Jacob como a excellencia
de Israel; porque os que despejam os vazaram, e corromperam os seus
sarmentos.
3 Os escudos dos seus valentes serão _tintos [3] de_ vermelho, os homens
valorosos andam vestidos de escarlate, os carros _correrão_ como fogo de
tochas no dia do seu apercebimento, e os pinheiros se abalarão.
4 Os carros se enfurecerão nas praças, discorrerão pelas ruas: o seu
parecer _é_ como o de tochas, correrão como relampagos.
5 Este se lembrará dos seus valentes, elles _porém_ tropeçarão na sua
marcha: apresentar-se-hão ao seu muro, quando o amparo fôr apparelhado.
6 As portas do rio se abrirão, e o palacio se derreterá.
7 Pois determinado está; será levada captiva, será feita subir, e as suas
servas a acompanharão, [4] gemendo como pombas, batendo em seus peitos.
8 Ninive desde que existiu tem sido como um tanque de aguas, porém ellas
_agora_ fogem. Parae, parae, _clamar-se-ha_; mas ninguem olhará para traz.
9 Saqueae a prata, saqueae o oiro, porque não tem termo o provimento,
abastança ha de todo o genero de moveis appeteciveis.
10 Vazia, e vazada e esgotada ficará, e derreteu-se o seu coração, [5]
e tremem os joelhos, e em todos os lombos ha dôr, e os rostos de todos
elles ennegrecem.
11 Onde _está agora_ o covil dos leões, [6] e as pastagens dos
leõesinhos? onde passeava o leão velho, _e_ o cachorro do leão, sem haver
ninguem que _os_ espantasse?
12 O leão arrebatava o que bastava para os seus cachorros, e afogava a
preza para as suas leôas, e enchia de prezas as suas cavernas, e os seus
covis de rapina.
13 Eis que [7] eu _estou_ contra ti, diz o Senhor dos exercitos, e
queimarei no fumo os seus carros, e a espada devorará os teus leõesinhos,
e arrancarei da terra a tua preza, [8] e não se ouvirá mais a voz dos
teus embaixadores.
[1] Jer. 50.23 e 51.11, 12.
[2] Isa. 10.12. Jer. 25.29.
[3] Isa. 63.2, 3.
[4] Isa. 38.14 e 59.11.
[5] Isa. 13.7, 8. Dan. 5.6. Jer. 30.6. Joel 2.6.
[6] Job 4.10, 11. Eze. 19.2, 7.
[7] Eze. 33.3 e 39.1. cap. 3.5.
[8] II Reis 18.17, 19 e 19.9, 23.
_Os delictos de Ninive: a sua ruina inevitavel._
3 Ai [1] da cidade ensanguentada, _que está_ toda cheia de mentiras _e_
de rapina! não se aparta d’ella o roubo.
2 Estrepito [2] de açoite _ha_, e o estrondo do ruido das rodas; e os
cavallos atropellam, e carros vão saltando.
3 O cavalleiro levanta assim a espada flammejante, como a lança
relampagueante, e _ali haverá_ uma multidão de mortos, e abundancia de
cadaveres, e não terão fim os defuntos; tropeçarão nos seus corpos;
4 Por causa da multidão das fornicações da meretriz mui [3] graciosa, da
mestra das feitiçarias, que vendeu os povos com as suas fornicações, e as
gerações com as suas feitiçarias.
5 Eis que [4] eu _estou_ contra ti, diz o Senhor dos Exercitos, e
descobrirei as tuas fraldas sobre a tua face, [5] e ás nações mostrarei a
tua nudez, e aos reinos a tua vergonha.
6 E lançarei sobre ti coisas abominaveis, e te envergonharei, [6] e
pôr-te-hei como espectaculo.
7 E ha de ser que, todos os que te virem, fugirão de ti, [7] e dirão:
Ninive está destruida, quem terá compaixão d’ella? d’onde te buscarei
consoladores?
8 És [8] tu melhor do que Nóammon, que está assentada nos rios, cercada
de aguas, que _tinha por_ esplanada o mar, cuja muralha _é_ do mar?
9 Ethiopia e Egypto _eram_ a sua força, e não _havia_ fim: Put e Lybia te
foram de soccorro.
10 Todavia foi levada captiva para o desterro: [9] tambem os seus filhos
são despedaçados no topo de todas [10] as ruas, e sobre os seus honrados
lançaram sortes, e todos os seus grandes foram presos com grilhões.
11 Tu tambem [11] serás embriagada, e te esconderás; tambem buscarás
força por causa do inimigo.
12 Todas as tuas fortalezas serão _como_ figueiras [12] com _figos_
temporãos; se se sacodem, caem na bocca do que os ha de comer.
13 Eis que [13] o teu povo no meio de ti _será como de_ mulheres: as
portas da tua terra estarão de todo abertas aos teus inimigos: o fogo
consumirá os teus ferrolhos.
14 Tira aguas para o cerco, fortifica as tuas fortalezas, [14] entra no
lodo, e pisa o barro, repara o forno dos ladrilhos.
15 O fogo ali te consumirá, a espada te exterminará, te consumirá, como
a locusta; [15] multiplica-te como a locusta, multiplica-te como os
gafanhotos.
16 Multiplicaste os teus negociantes mais do que as estrellas do céu, a
locusta se espalhará e voará.
17 Os [16] teus coroados _são_ como os gafanhotos, e os teus chefes
como os gafanhotos grandes, que se acampam nas sebes nos dias de frio;
em subindo o sol voam, de sorte que não se conhece mais o logar onde
_estiveram_.
18 Os teus pastores [17] dormitarão, ó rei da Assyria, os teus illustres
deitar-se-hão, o teu povo se derramará pelos montes; sem que haja quem
_o_ ajunte.
19 Não _ha_ cura para a tua quebradura, [18] a tua ferida é dolorosa:
todos os que ouvirem a tua fama baterão as palmas sobre ti; porque, sobre
quem não passou continuamente a tua malicia?
[1] Eze. 22.2, 3 e 24.6, 9. Hab. 2.12.
[2] Jer. 47.3.
[3] Apo. 18.2, 3.
[4] cap. 2.13. Isa. 47.2, 3. Jer. 13.22, 26. Eze. 16.37. Miq. 1.11.
[5] Hab. 2.16.
[6] Mal. 2.9.
[7] Apo. 18.10. Jer. 15.5.
[8] Jer. 46.25, 26. Eze. 30.14-16.
[9] Isa. 13.16. Ose. 13.16. Lam. 2.19.
[10] Joel 3.3. Oba. 11.
[11] Jer. 25.17, 27. cap. 1.10.
[12] Apo. 6.13.
[13] Jer. 50.37 e 51.30.
[14] cap. 2.1.
[15] Joel 1.4.
[16] Apo. 9.7.
[17] Exo. 15.16. Eze. 31.3, etc.
[18] Miq. 1.9. Sof. 2.15. Isa. 14.8.
HABACUC.
_A iniquidade de Judah: este será castigado pelos chaldeos: a intercessão
do propheta._
[Antes de Christo 626]
1 A carga que viu o propheta Habacuc.
2 Até quando, Senhor, clamarei eu, [1] e tu não me escutarás? _até
quando_ gritarei a ti: Violencia! e não salvarás?
3 Por que razão me fazes vêr a iniquidade, e vês a vexação? porque a
destruição e a violencia _estão_ diante de mim, havendo tambem quem
suscite a contenda e o litigio.
4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a sentença nunca sae; [2] porque o
impio cérca o justo, e sae a sentença torcida.
5 Vêde entre as nações, e olhae, e maravilhae-vos, [3] e estae
maravilhados; porque obro uma obra em vossos dias _que_ não crereis,
quando se vos contar.
6 Porque [4] eis que suscito os chaldeos, nação amarga e apressada, que
marcha sobre a largura da terra, para possuir moradas _que_ não _são_
suas.
7 Horrivel e terrivel _é_; d’ella mesma sairá o seu juizo e a sua
grandeza.
8 E os seus cavallos são mais ligeiros do que os leopardos, [5] e mais
[ADV] perspicazes do que os lobos á tarde, e os seus cavalleiros se
espalham; os seus cavalleiros virão de longe; [6] voarão como aguias que
se apressam á comida.
9 Elles todos virão a fim de obrar violencia: os seus rostos buscarão o
oriente, e congregará os captivos como areia.
10 E escarnecerão dos reis, e dos principes farão zombaria: elles se
rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão.
11 Então passará _como_ vento, e traspassará, e se fará culpada,
_attribuindo_ este seu poder ao seu deus.
12 _Porventura_ não _és_ tu desde sempre, ó Senhor meu Deus, meu Sancto?
nós não morreremos: [7] ó Senhor, para juizo o pozeste, e tu, ó Rocha, o
fundaste para castigar.
13 Tu _és_ tão puro de olhos, que não podes vêr o mal, e a vexação não
podes contemplar: [8] porque olhas para os que obram aleivosamente?
_porque_ te calas quando o impio devora aquelle que _é_ mais justo do que
elle?
14 E _porque_ farias os homens como os peixes do mar, como os reptis, que
não teem quem os governe?
15 Elle [9] a todos tira com o anzol, apanhal-os-ha com a sua rede, e os
ajunta na sua varredoura: por isso elle se alegra e se regozija.
16 Por isso sacrifica á sua rede, e queima incenso á sua varredoura;
porque com ellas se engordou a sua porção, e se engrossou a sua comida.
17 Porventura por isso vazará a sua rede, e não poupará de matar os povos
continuamente?
[1] Lam. 3.8.
[2] Job 21.7. Jer. 12.1.
[3] Isa. 29.14. Act. 13.41.
[4] Deu. 28.49, 50.
[5] Jer. 5.6. Sof. 3.3.
[6] Jer. 4.13.
[7] II Reis 19.25. Isa. 10.5, 6, 7. Eze. 30.25.
[8] Jer. 12.1.
[9] Jer. 16.16. Amós 4.2.
_Os chaldeos serão castigados a seu turno._
2 Sobre a minha guarda estarei, [1] e sobre a fortaleza me apresentarei e
vigiarei, para vêr o que fallaria em mim, e o que eu responderei, quando
eu fôr arguido.
2 Então o Senhor me respondeu, e disse: [2] Escreve a visão, e declara-a
em taboas, para que n’ellas leia o que correndo passa.
3 Porque [3] a visão ainda _está_ para o tempo determinado, pois até ao
fim fallará, e não mentirá: se tardar, espera-o, [4] porque certamente
virá, nem tardará.
4 Eis que _de preguiça_ se retira, não é recta n’elle; [5] mas o justo
pela sua fé viverá.
5 Quanto mais se é dado ao vinho _mais_ desleal _se é_; _aquelle_ homem
soberbo, [6] que alarga como o sepulchro a sua alma, não permanecerá
e _é_ como a morte que não se farta, e ajunta a si todas as nações, e
congrega a si todos os povos.
6 Não levantariam _pois_ [7] todos estes contra elle uma parabola e dito
agudo _com_ enigmas para elle? e se dirá: Ai d’aquelle que multiplica _o
que_ não _é_ seu! (até quando!) e d’aquelle que carrega sobre si divida!
7 _Porventura_ não se levantarão de repente os que te morderão? e não
despertarão os que te abalarão? e não lhes servirás tu de despojo?
8 Porquanto [8] despojaste a muitas nações, todos os mais povos te
despojarão a ti, por causa do sangue dos homens, e da violencia ácerca da
terra da cidade, e de todos os que habitam n’ella.
9 Ai [9] d’aquelle que ajunta bens para a sua casa, por uma avareza
criminosa, [10] para que ponha o seu ninho no alto, a fim de se livrar da
mão do mal!
10 Vergonha maquinaste para a tua casa; destruindo tu a muitos povos,
peccaste _contra_ a tua alma.
11 Porque a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do
madeiramento.
12 Ai [11] d’aquelle que edifica a cidade com sangue, e que funda a
cidade com iniquidade!
13 Eis que _porventura_ não _vem_ do Senhor dos Exercitos [12] que os
povos trabalham pelo fogo e os homens se cançam em vão?
14 Porque [13] a terra _sera_ cheia do conhecimento da gloria do Senhor,
como as aguas cobrem o mar.
15 Ai d’aquelle que dá de beber ao seu companheiro! [14] tu, que _lhe_
chegas o teu odre, e o embebedas, [15] para vêr a sua nudez!
16 _Tambem_ tu serás farto de ignominia em logar de honra: [16] bebe tu
tambem, e [ADW] descobre o prepucio: o calix da mão direita do Senhor
voltará a ti, e vomito ignominioso _cairá_ sobre a tua gloria.
17 Porque a violencia commettida contra o Libano te cobrirá, e a
destruição das bestas os assombrará, [17] por causa do sangue dos homens,
e da violencia _feita_ á terra, á cidade, e a todos os moradores.
18 Que [18] aproveitará a imagem de esculptura, _depois_ de que a
esculpiu o seu artifice? [19] _ou_ a imagem de fundição, que ensina a
mentira, para que o artifice confie na obra, fazendo idolos mudos?
19 Ai d’aquelle que diz ao pau: Acorda; _e_ á pedra muda: Desperta;
_porventura_ ensinará? eis que _está_ coberto _de_ oiro e _de_ prata, mas
no meio d’elle não _ha_ espirito algum.
20 Porém o Senhor _está_ no seu sancto templo: [20] cale-se diante d’elle
toda a terra.
[1] Isa. 21.8, 11.
[2] Isa. 8.1 e 30.8.
[3] Dan. 10.14 e 11.27, 35.
[4] Heb. 10.37.
[5] João 8.36. Rom. 1.17. Gal. 3.11. Heb. 10.58.
[6] Pro. 27.20 e 30.16.
[7] Miq. 2.4.
[8] Isa. 33.1.
[9] Jer. 22.13.
[10] Jer. 49.16. Oba. 4.
[11] Jer. 22.13. Eze. 24.9. Miq. 3.10. Nah. 3.1.
[12] Jer. 51.58.
[13] Isa. 11.9.
[14] Ose. 7.5.
[15] Gen. 9.22.
[16] Jer. 25.26, 27 e 51.57.
[17] ver. 8.
[18] Isa. 44.9, 10 e 46.2.
[19] Jer. 10.8, 14. Zac. 10.2.
[20] Sof. 1.7. Zac. 2.13.
_A oração de Habacuc._
3 Oração do propheta Habacuc sobre Shigionoth.
2 Ouvi, Senhor, a tua palavra, _e_ temi: aviva, ó Senhor, a tua obra no
meio dos annos, no meio dos annos a notifica: na _tua_ ira lembra-te de
misericordia.
3 Deus veiu de Teman, [1] e o Sancto do monte de Paran (Selah). A sua
gloria cobriu os céus, e a terra foi cheia do seu louvor.
4 E o resplandor se fez como a luz, raios brilhantes _lhe sahiam_ da sua
mão, [2] e ali _estava_ o esconderijo da sua força.
5 Diante d’elle ia a peste, e queimaduras passavam diante dos seus pés.
6 Parou, e mediu a terra: olhou, e fez sair as nações: [3] e os montes
perpetuos foram esmiuçados; os outeiros eternos se encurvaram, _porque_ o
andar eterno _é_ seu.
7 Vi as tendas de Cusan [ADX] debaixo da vaidade: as cortinas da terra de
Midian tremiam.
8 Acaso é contra os rios, Senhor, que _tu_ estás irado? contra os
ribeiros foi a tua ira? contra o mar _foi_ o teu furor, quando andaste
montado sobre os teus cavallos? [4] os teus carros _foram_ a salvação?
9 Descoberto se despertou o teu arco, _pelos_ juramentos feitos ás
tribus, _pela tua_ palavra (Selah). Tu fendeste a terra com rios.
10 Os montes te viram, [5] e tremeram: a inundação das aguas passou; deu
o abysmo a sua voz, levantou as suas mãos _ao_ alto.
11 O sol e a lua pararam nas suas moradas: [6] andaram á luz das tuas
frechas, ao resplandor do relampago da tua lança.
12 Com indignação marchaste _pela_ terra, [7] com ira trilhaste as nações.
13 Tu saiste para salvamento do teu povo, para salvamento do teu ungido:
[8] tu feriste a cabeça da casa do impio, descobrindo o alicerce até ao
pescoço (Selah).
14 Tu furaste com os teus cajados a cabeça [ADY] das suas aldeias; elles
me accommetteram tempestuosos para me espalharem: alegravam-se, como se
_estivessem_ para devorar o pobre em segredo.
15 Tu [9] _com_ os teus cavallos marchaste pelo mar, _pelo_ montão de
grandes aguas.
16 Ouvindo-o eu, o meu ventre se commoveu, á sua voz tremeram os meus
labios; entrou a podridão nos meus ossos, e estremeci dentro de mim;
no dia da angustia descançarei, quando subir contra o povo _que_ nos
destruirá.
17 Porque ainda que a figueira não floresça, nem _haja_ fructo na vide;
o producto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as
ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos curraes não _haja_ vaccas:
18 Todavia [10] eu me alegrarei no Senhor: gozar-me-hei no Deus da minha
salvação.
19 JEHOVAH, o Senhor, _é_ minha força, [11] e fará os meus pés como
_os_ das cervas, [12] e me fará andar sobre as minhas alturas. Para o
cantor-mór sobre os meus instrumentos de musica.
[1] Deu. 33.2. Jui. 5.4.
[2] Nah. 1.3.
[3] Nah. 1.5. Gen. 49.26.
[4] Deu. 33.26, 27.
[5] Exo. 19.16, 18. Jui. 5.4, 5. Exo. 14.22. Jos. 3.16.
[6] Jos. 10.12, 13. Jos. 10.11.
[7] Jer. 51.33. Amós 1.3. Miq. 4.13.
[8] Jos. 10.24 e 11.8, 12.
[9] ver. 8.
[10] Isa. 41.16 e 61.10.
[11] II Sam. 22.34.
[12] Deu. 32.13 e 33.29.
SOFONIAS.
_Ameaças contra Judah e Jerusalem._
[Antes de Christo 630]
1 Palavra do Senhor, feita a Sofonias, filho de Cushi, filho de Gedalia,
filho de Amaria, filho de Hizekia, nos dias de Josia, filho de Amon, rei
de Judah.
2 Eu indubitavelmente hei de arrebatar tudo de sobre a face da terra, diz
o Senhor.
3 Arrebatarei os homens e os animaes, [1] arrebatarei as aves do céu, e
os peixes do mar, e os tropeços com os impios; e exterminarei os homens
de cima da terra, disse o Senhor.
4 E estenderei a minha mão contra Judah, e contra todos os habitantes de
Jerusalem, [2] e exterminarei d’este logar o resto de Baal, _e_ o nome
dos chemarins com os sacerdotes;
5 E [3] os que sobre os telhados se encurvam ao exercito do céu; _e_ os
que se inclinam jurando pelo Senhor, [4] e juram por Malcam;
6 E [5] os que se desviam de andar em seguimento do Senhor, [6] e os que
não buscam ao Senhor, nem perguntam por elle.
7 Cala-te [7] diante do Senhor JEHOVAH, porque o dia do Senhor _está_
perto, porque o Senhor apparelhou o sacrificio, _e_ sanctificou os seus
convidados.
8 E ha de ser que, no dia do sacrificio do Senhor, hei de fazer visitação
sobre os principes, e sobre os filhos do rei, e sobre todos os que se
vestem de vestidura estranha.
9 Farei tambem visitação n’aquelle dia sobre todo aquelle que salta sobre
o umbral, que enche de violencia e engano a casa dos senhores d’elles.
10 E n’aquelle dia, diz o Senhor, _haverá_ uma voz de clamor desde a
porta do pescado, [8] e um uivo desde a segunda parte, e grande quebranto
desde os outeiros.
11 Uivae [9] vós, moradores [ADZ] do valle, porque todo o povo que
mercava está arruinado, todos os carregados de dinheiro são destruidos.
12 E ha de ser que, n’aquelle tempo, esquadrinharei a Jerusalem com
lanternas, [10] e farei visitação sobre os homens que estão assentados
sobre as suas fezes, que dizem no seu coração: O Senhor não faz bem nem
faz mal.
13 Por isso será saqueada a sua fazenda, e assoladas as suas casas: [11]
e edificarão casas, mas não habitarão n’ellas, e plantarão vinhas, mas
não lhes beberão o seu vinho.
14 O [12] grande dia do Senhor _está_ perto, perto _está_, e se apressa
muito, a voz do dia do Senhor: amargosamente clamará ali o valente.
15 Aquelle dia [13] _será_ um dia de indignação, dia de angustia e de
ancia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia
de nuvens e de densas trevas,
16 Dia de buzina [14] e de alarido contra as cidades fortes e contra as
torres altas.
17 E angustiarei os homens, [15] que andarão como cegos, porque peccaram
contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó, [16] e a sua carne
_será_ como esterco.
18 Nem [17] a sua prata nem o seu oiro os poderá livrar no dia do furor
do Senhor, [18] mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida,
porque certamente fará de todos os moradores d’esta terra uma destruição
total e apressada.
[1] Ose. 4.3. Eze. 7.19 e 14.3, 4, 7. Mat. 13.41.
[2] II Reis 23.4, 5. Ose. 10.5.
[3] II Reis 23.12. Jer. 19.13. I Reis 18.21. II Reis 17.33, 41.
[4] Isa. 48.1. Ose. 4.15. Jos. 23.7.
[5] Isa. 1.4.
[6] Ose. 7.7.
[7] Hab. 2.20. Zac. 2.13. Isa. 13.6 e 34.6. Jer. 46.10. Eze. 39.17. Apo.
19.17.
[8] II Chr. 33.14.
[9] Thi. 5.1.
[10] Jer. 48.11.
[11] Deu. 28.30, 39. Amós 5.11. Miq. 6.15.
[12] Joel 2.1, 11.
[13] Isa. 22.5. Jer. 30.7. Joel 2.2, 11. Amós 5.18. ver. 18.
[14] Jer. 4.19.
[15] Deu. 28.29. Isa. 50.10.
[16] Jer. 9.22 e 16.4.
[17] Pro. 11.4. Eze. 7.19.
[18] cap. 3.8.
_Ameaças contra diversas nações._
2 Congregae-vos, [1] sim, congregae-vos, ó nação que não tem [AEA] desejo,
2 Antes que o decreto produza _o seu effeito_, [2] _antes que_ o dia
passe como a pragana, antes que venha sobre vós a ira do Senhor, antes
que venha sobre vós o dia da ira do Senhor.
3 Buscae [3] ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que pondes em obra
o seu juizo: buscae a justiça, buscae a mansidão; [4] _porventura_ sereis
escondidos no dia da ira do Senhor.
4 Porque [5] Gaza será desamparada, e Ascalon _será_ assolada: [6] Asdod
ao meio dia será expellida, e Ekron _será_ desarreigada.
5 Ai dos habitantes da borda do mar, do povo dos chereteos! [7] a palavra
do Senhor _será_ contra vós, ó Canaan, terra dos philisteos, e eu vos
farei destruir, até que não haja morador.
6 E a borda do mar será por cabanas, que cavam os pastores, [8] e curraes
dos rebanhos.
7 E [9] será a borda para o resto da casa de Judah, que n’ella
apascentem: á tarde se assentarão nas casas de Ascalon, porque o Senhor
seu Deus os visitará, [10] e lhes tornará o seu captiveiro.
8 Eu [11] ouvi o escarneo de Moab, e as injuriosas palavras dos filhos de
Ammon, com que escarneceram do meu povo, [12] e se engrandeceram contra
o seu termo.
9 Portanto, vivo eu, diz o Senhor dos Exercitos, o Deus de Israel, [13]
certamente Moab será como Sodoma, e os filhos de Ammon como Gomorrah,
[14] campo de ortigas e poços de sal, e assolação perpetua; o resto do
meu povo os saqueará, e o restante do meu povo os possuirá.
10 Isto [15] terão em recompensa da sua soberba, porque escarneceram, e
se engrandeceram contra o povo do Senhor dos Exercitos.
11 O Senhor _será_ terrivel contra elles, [16] porque emmagrecerá a todos
os deuses da terra; e cada um se inclinará a elle desde o seu logar;
todas as ilhas das nações.
12 Tambem vós, [17] ó ethiopes, sereis mortos com a minha espada.
13 Estenderá tambem a sua mão contra o norte, [18] e destruirá a Assyria;
e fará de Ninive uma assolação, terra secca como o deserto.
14 E [19] no meio d’ella repousarão os rebanhos, todos os animaes dos
povos; e alojar-se-hão nos seus capiteis assim o pelicano como o ouriço:
a voz do _seu_ canto retinirá nas janellas, a assolação _estará_ no
umbral, quando tiver descoberto a sua obra de cedro.
15 Esta _é_ a cidade [20] que salta de alegria, que habita segura, que
diz no seu coração: Eu sou, e não _ha_ mais do que eu: como se tornou
em assolação _em_ pousada de animaes! qualquer que passar _por ella_
assobiará, [21] _e_ meneará a sua mão.
[1] Joel 2.16.
[2] Job 21.18. Isa. 17.13. Ose. 13.3. II Reis 23.26.
[3] Amós 5.6.
[4] Joel 2.14. Amós 5.15. Jon. 3.9.
[5] Jer. 47.4, 5. Eze. 25.15. Amós 1.6, 7, 8. Zac. 9.5, 6.
[6] Jer. 6.4 e 15.8.
[7] Jos. 13.3.
[8] Isa. 17.2. ver. 14.
[9] Isa. 11.11. Agg. 1.12. ver. 9.
[10] Exo. 4.31. Luc. 1.68. Jer. 29.14. cap. 3.20.
[11] Jer. 48.27.
[12] Jer. 49.1.
[13] Isa. 15. Jer. 48. Amós 2.1. Amós 1.13.
[14] Gen. 19.25. Isa. 13.19 e 34.13. Jer. 49.18 e 50.40.
[15] Isa. 16.6. Jer. 48.29.
[16] Mal. 1.11. João 4.21.
[17] Isa. 18.1 e 20.4. Jer. 46.9. Eze. 30.9.
[18] Isa. 10.12. Eze. 31.3. Neh. 2.10 e 3.15, 18.
[19] ver. 6. Isa. 13.21, 22.
[20] Isa. 47.8. Apo. 18.7.
[21] Job 27.23. Lam. 2.15. Nah. 3.19.
_O castigo de Jerusalem: a promessa feita aos fieis._
3 Ai da suja e da contaminada, da cidade oppressora.
2 Não ouve a voz, [1] não acceita o castigo: não confia no Senhor; nem se
approximou do seu Deus.
3 Os seus principes [2] _são_ leões bramantes no meio d’ella; os seus
juizes lobos da tarde, _que_ não deixam os ossos até á manhã.
4 Os seus prophetas [3] _são_ levianos, homens aleivosos: os seus
sacerdotes profanaram o sanctuario, [4] e fizeram violencia á lei.
5 O Senhor, o Justo, [5] _está_ no meio d’ella; elle não faz iniquidade:
cada manhã tira o seu juizo á luz; nunca falta; [6] porém o perverso não
conhece a vergonha.
6 Exterminei as nações, as suas torres estão assoladas: fiz desertar as
suas praças, até não ficar quem passe: as suas cidades estão destruidas,
até não ficar ninguem, até não haver quem as habite.
7 Eu dizia: [7] Certamente me temerás, e acceitarás a correcção, para que
a sua morada não seja destruida, _por_ tudo pelo que a visitei, mas elles
se levantaram de madrugada, [8] corromperam todas as suas obras.
8 Portanto esperae-me a mim, [9] diz o Senhor, no dia em que eu me
levantar para o despojo; porque o meu juizo _é_ ajuntar as nações e [10]
congregar os reinos, para sobre elles derramar a minha indignação, e todo
o ardor da minha ira; [11] porque toda esta terra será consumida pelo
fogo do meu zelo.
9 Porque então darei beiço puro aos povos, para que todos invoquem o nome
do Senhor, para que o sirvam [AEB] com um _mesmo_ hombro.
10 [12] D’além dos rios dos ethiopes, meus zelosos adoradores, _e_ a
filha de minha espargida, me trarão sacrificio.
11 N’aquelle dia não te envergonharás de nenhuma das tuas obras, com as
quaes te rebellaste contra mim; porque então tirarei do meio de ti os que
exultam na tua soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no meu monte
sancto.
12 Mas deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre; [13] _mas_ elles
confiarão no nome do Senhor.
13 O resto [14] de Israel não fará iniquidade, nem fallará mentira, e na
sua bocca não se achará lingua enganosa; mas serão apascentados, [15] e
deitar-se-hão, e não haverá quem _os_ espante.
14 Canta alegremente, [16] ó filha de Sião: jubila, ó Israel: goza-te, e
exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalem.
15 O Senhor affastou os teus juizos, exterminou o teu inimigo: o Senhor,
[17] o rei d’Israel, _está_ no meio de ti; tu não verás mais mal algum.
16 N’aquelle [18] dia se dirá a Jerusalem: [19] Não temas, ó Sião, não se
enfraqueçam as tuas mãos.
17 O Senhor teu Deus _está_ no [20] meio de ti, poderoso _te_ salvará;
elle se deleitará em ti com alegria; calar-se-ha por seu amor,
regozijar-se-ha em ti com jubilo.
18 Os entristecidos por causa do ajuntamento _solemne_ congregarei, para
quem a affronta foi um peso.
19 Eis que, n’aquelle tempo desfarei a todos os teus oppressores, [21] e
salvarei a que coxeia, e recolherei a que foi expulsa; e farei d’elles um
louvor e um nome em toda a terra em que foram envergonhados.
20 N’aquelle tempo [22] vos trarei para cá, a saber, no tempo em que vos
recolher: certamente farei de vós um nome e um louvor entre todos os
povos da terra, quando reconduzir [AEC] os vossos captivos diante dos
vossos olhos.
[1] Jer. 22.21. Jer. 5.3.
[2] Eze. 22.27. Miq. 3.9, 10, 11.
[3] Jer. 23.11, 12. Lam. 2.14. Ose. 9.7.
[4] Eze. 22.26.
[5] Deu. 32.4. ver. 15, 17. Miq. 3.11.
[6] Jer. 3.3 e 6.15 e 8.12.
[7] Jer. 8.6.
[8] Gen. 6.12.
[9] Pro. 20.22.
[10] Joel 3.2.
[11] cap. 1.18.
[12] Isa. 18.1, 7 e 60.4, etc. Mal. 1.11. Act. 8.27.
[13] Isa. 14.32. Zac. 11.11. Mal. 5.3. Thi. 2.5.
[14] Miq. 4.7. Apo. 14.5.
[15] Eze. 34.28. Miq. 4.4 e 7.14.
[16] Isa. 12.6 e 54.1. Zac. 2.10.
[17] João 1.49. ver. 17. Eze. 48.35. Apo. 21.3, 4.
[18] Isa. 35.3, 4.
[19] Heb. 12.12.
[20] ver. 15. Deu. 30.9. Isa. 62.5 e 65.19. Jer. 32.41.
[21] Eze. 34.16.
[22] Isa. 11.12 e 27.12 e 56.8. Eze. 28.25 e 34.13.
AGGEO.
_Aggeo reprehende o povo por causa de sua inercia, e o exhorta a
reedificar o templo._
[Antes de Christo 520]
1 No anno segundo do [1] rei Dario, no sexto mez, no primeiro dia do mez,
veiu a palavra do Senhor, pelo ministerio do propheta Aggeo, a Zorobabel,
[2] filho de Sealtiel, principe de Judah, e a Josué, filho de Josadac,
[3] o summo sacerdote, dizendo:
2 Assim falla o Senhor dos Exercitos, dizendo: Este povo diz: Não _é_
vindo o tempo, o tempo em que a casa do Senhor se edifique.
3 Veiu pois a palavra do Senhor, [4] pelo ministerio do propheta Aggeo,
dizendo:
4 _Porventura é_ para vós tempo de habitardes nas vossas casas
entaboladas, e esta casa ha de ficar deserta?
5 Ora pois, assim diz o Senhor dos Exercitos: [5] Applicae os vossos
corações aos vossos caminhos.
6 Semeiaes muito, [6] e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartaes;
bebeis, porém não vos saciaes; vestis-vos, porém ninguem fica quente; [7]
e o que recebe salario, recebe salario n’um sacco furado.
7 Assim diz o Senhor dos Exercitos: Applicae os vossos corações aos
vossos caminhos.
8 Subi ao monte, e trazei madeira, e edificae a casa, e d’ella me
agradarei, e _serei_ glorificado, diz o Senhor.
9 Olhastes para [8] muito, mas eis que _alcançastes_ pouco; e, quando o
trouxestes a casa, eu lhe assoprei. Por que causa? disse o Senhor dos
Exercitos: por causa da minha casa, que _está_ deserta, e cada um de vós
corre á sua propria casa.
10 Por isso [9] se cerram os céus sobre vós, para não darem orvalho e a
terra detem os seus fructos.
11 Porque chamei [10] seccura sobre a terra, e sobre os montes, e sobre
o trigo e sobre o mosto; e sobre o azeite, e sobre o que a terra produz;
como tambem sobre os homens, e sobre os animaes, e sobre todo o trabalho
das mãos.
12 Então ouviu Zorobabel, [11] filho de Sealtiel, e Josué, filho de
Josadac, summo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do Senhor seu
Deus; e as palavras do propheta Aggeo, assim como o Senhor seu Deus o
enviou; e temeu o povo diante do Senhor.
13 Então Aggeo, o [AED] embaixador do Senhor, na [AEE] embaixada do
Senhor, fallou ao povo, dizendo: Eu _sou_ comvosco, [12] diz o Senhor.
14 E o Senhor suscitou o espirito de Zorobabel, filho de Sealtiel,
principe de Judah, e o espirito de Josué, filho de Josadac, summo
sacerdote, e o espirito do resto de todo o povo, e vieram, [13] e fizeram
a obra na casa do Senhor dos Exercitos, seu Deus,
15 Ao vigesimo quarto dia do sexto _mez_, no segundo anno do rei Dario.
[1] Esd. 4.24 e 5.1. Zac. 1.1.
[2] I Chr. 3.17, 19. Luc. 3.27.
[3] I Chr. 6.15.
[4] Esd. 5.1.
[5] Lam. 3.40. ver. 7.
[6] Deu. 28.38. Ose. 4.10. Miq. 6.14, 15.
[7] Zac. 8.10.
[8] cap. 2.17.
[9] Lev. 26.19. Deu. 28.23. I Reis 8.35.
[10] I Reis 17.1. II Reis 8.1.
[11] Esd. 5.2.
[12] Mat. 28.20. Rom. 8.31.
[13] Esd. 5.2, 8.
_A gloria do segundo templo._
2 No setimo _mez_, ao vigesimo primeiro do mez, foi a palavra do Senhor
pelo ministerio do propheta Aggeo, dizendo:
2 Falla agora a Zorobabel, filho de Sealtiel, principe de Judah, e a
Josué, filho de Josadac, summo sacerdote, e ao resto do povo, dizendo:
3 Quem [1] _ha_ entre vós que resta, que viu esta casa na sua primeira
gloria, e qual agora a vêdes? não _é_ esta como nada em vossos olhos,
comparada com aquella.
4 Ora, pois, [2] esforça-te, Zorobabel, diz o Senhor, e esforça-te,
Josué, filho de Josadac, summo sacerdote, e esforça-te, todo o povo da
terra, diz o Senhor, e obra; porque eu _sou_ comvosco, diz o Senhor dos
Exercitos,
5 Segundo [3] a palavra que concertei comvosco, quando saistes do Egypto,
[4] e o meu Espirito ficou no meio de vós: não temaes.
6 Porque assim diz o Senhor dos Exercitos: [5] Ainda uma vez d’aqui a
pouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a _terra_ secca;
7 E farei tremer a todas as nações, [6] e virão _ao_ Desejado de todas as
nações, e encherei esta casa de gloria, diz o Senhor dos Exercitos.
8 Minha _é_ a prata, e meu _é_ o oiro, disse o Senhor dos Exercitos.
9 A gloria [7] d’esta ultima casa será maior do que a da primeira, diz o
Senhor dos Exercitos, [8] e n’este logar darei a paz, diz o Senhor dos
Exercitos.
_Reprehensão e promessa de benção._
10 Ao vigesimo quarto do _mez_ nono, no segundo anno de Dario, veiu a
palavra do Senhor pelo ministerio do propheta Aggeo, dizendo:
11 Assim diz o Senhor dos Exercitos: [9] Pergunta agora aos sacerdotes,
ácerca da lei, dizendo:
12 Se alguem leva carne sancta na aba do seu vestido, e com a sua
aba toca no pão, ou no guizado, ou no vinho, ou no azeite, ou em
_outro_ qualquer mantimento, _porventura_ isso será sanctificado? E os
sacerdotes, respondendo, diziam: Não.
13 E disse Aggeo: [10] Se _algum_ immundo, por causa d’_um_ corpo
morto, tocar n’alguma d’estas coisas, _porventura_ ficará immunda? E os
sacerdotes, respondendo, diziam: Ficará immunda.
14 Então respondeu Aggeo, e disse: [11] Assim _é que_ este povo, e assim
_é que_ esta nação _está_ diante do meu rosto, disse o Senhor; e assim
_é_ toda a obra das suas mãos: e tudo o que ali offerecem immundo _é_.
15 Agora pois, [12] applicae o vosso coração n’isto, desde este dia em
diante, antes que pozesseis pedra sobre pedra no templo do Senhor.
16 Depois [13] que estas _coisas_ se faziam, veiu alguem ao montão _de
grão_, de vinte _medidas_, e havia _sómente_ dez: vindo ao lagar para
tirar cincoenta do lagar, havia _sómente_ vinte.
17 Feri-vos [14] com queimadura, e com ferrugem, e com saraiva, [15] em
toda a obra das vossas mãos; [16] e não houve entre vós quem voltasse
para mim, diz o Senhor.
18 Ponde pois o vosso coração n’isto, desde este dia em diante: [17]
desde o vigesimo quarto dia do _mez_ nono, desde o dia em que se fundou o
templo do Senhor, ponde o vosso coração n’isto.
19 _Porventura_ [18] ainda ha semente no celleiro? nem ainda a videira,
nem a figueira, nem a romeira, nem a oliveira, tem dado os seus fructos,
_mas_ desde este dia te abençoarei.
_A destruição dos inimigos: a elevação de Zorobabel._
20 E veiu a palavra do Senhor segunda vez a Aggeo, aos vinte e quatro do
mez, dizendo:
21 Falla a Zorobabel, [19] principe de Judah, dizendo: Farei tremer os
céus e a terra:
22 E transtornarei [20] o throno dos reinos, e destruirei a força dos
reinos das nações; e transtornarei o carro e os que n’elle se assentam;
[21] e os cavallos e os que andam montados n’elles cairão, cada um pela
espada do seu irmão.
23 N’aquelle dia, diz o Senhor dos Exercitos, te tomarei, ó Zorobabel,
filho de Sealtiel, servo meu, diz o Senhor, [22] e te farei como um annel
de sellar; porque te escolhi, [23] diz o Senhor dos Exercitos.
[1] Esd. 3.12.
[2] Zac. 8.9.
[3] Exo. 29.45, 46.
[4] Neh. 9.20. Isa. 63.11.
[5] Heb. 12.26. Joel 3.16.
[6] Gen. 49.10. Mal. 3.1.
[7] João 1.14.
[8] Luc. 2.14. Eph. 2.14.
[9] Lev. 10.10, 11. Deu. 33.10. Mal. 2.7.
[10] Num. 19.11.
[11] Tito 1.15.
[12] cap. 1.5.
[13] cap. 1.6, 9.
[14] Deu. 28.22. I Reis 8.37. Amós 4.9. cap. 1.9.
[15] cap. 1.11.
[16] Jer. 5.3. Amós 4.6, 8, 9, 10, 11.
[17] Zac. 8.9.
[18] Zac. 8.12.
[19] cap. 1.41. Heb. 12.26.
[20] Mat. 24.7.
[21] Miq. 5.10.
[22] Can. 8.6.
[23] Isa. 42.1 e 43.10.
ZACHARIAS.
_Exhortação ao arrependimento._
[Antes de Christo 519]
1 No oitavo mez do segundo anno [1] de Dario veiu a palavra do Senhor ao
propheta Zacharias, [2] filho de Barachias, filho de Iddo, dizendo:
2 O Senhor se irou por extremo contra vossos paes.
3 Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor dos Exercitos: [3] Tornae para
mim, diz o Senhor dos Exercitos, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos
Exercitos.
4 E não sejaes como vossos paes, [4] aos quaes gritavam os primeiros
prophetas, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exercitos: [5] Convertei-vos
agora dos vossos maus caminhos e das vossas más obras; porém não ouviam,
nem me escutavam, diz o Senhor.
5 Vossos paes, onde estão? e os prophetas, viverão elles para sempre?
6 Comtudo as minhas palavras e os meus estatutos, que eu mandei aos
prophetas, meus servos, não alcançaram a vossos paes? E elles tornaram, e
disseram: [6] Assim como o Senhor dos Exercitos fez tenção de nos tratar,
segundo os nossos caminhos, e segundo as nossas obras, assim elle nos
tratou.
_A primeira visão: os cavallos._
7 Aos vinte e quatro dias do mez undecimo (que é o mez de Sebat), no
segundo anno de Dario, veiu a palavra do Senhor ao propheta Zacharias,
filho de Barachias, filho de Iddo, dizendo:
8 Vi de noite, [7] e eis um homem montado n’um cavallo vermelho, e
parava entre as murtas que _estavam_ na [AEF] profundeza, e atraz d’elle
_estavam_ cavallos vermelhos, [8] morenos e brancos.
9 E eu disse: Senhor meu, quem _são_ estes? E disse-me o anjo que fallava
comigo: Eu te mostrarei quem estes _são_.
10 Então respondeu o homem que estava entre as murtas, e disse: [9] Estes
_são_ os que o Senhor tem enviado para andarem pela terra.
11 E elles responderam ao anjo do Senhor, que estava entre as murtas,
e disseram: Nós _já_ andámos pela terra, e eis que toda a terra está
assentada e quieta.
12 Então o anjo do Senhor respondeu, e disse: [10] Ó Senhor dos
Exercitos, até quando não terás compaixão de Jerusalem, e das cidades de
Judah, [11] contra as quaes estiveste irado estes setenta annos?
13 E respondeu o Senhor ao anjo, que fallava comigo, [12] palavras boas,
palavras consoladoras.
14 E o anjo que fallava comigo me disse: Clama, dizendo: Assim diz o
Senhor dos Exercitos: [13] Com grande zelo estou zelando por Jerusalem e
por Sião.
15 E _com_ grandissima ira estou irado contra as nações descançadas; [14]
porque eu estava pouco irado, mas elles auxiliaram o mal.
16 Portanto, o Senhor diz assim: [15] Tornei-me a Jerusalem com
misericordia, a minha casa n’ella será edificada, diz o Senhor dos
Exercitos, [16] e o cordel será estendido sobre Jerusalem.
17 Clama mais, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exercitos: As minhas
cidades ainda serão estendidas por causa do bem; [17] porque o Senhor
ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalem.
_A segunda visão: os quatro cornos e os quatro ferreiros._
18 E levantei os meus olhos, e vi, e eis que vi quatro cornos.
19 E eu disse ao anjo que fallava comigo: Que _são_ estes? E elle me
disse: [18] Estes _são_ os [AEG] poderes que espalharam a Judah, a Israel
e a Jerusalem.
20 E o Senhor me mostrou quatro ferreiros.
21 Então eu disse: Que veem estes fazer? E elle fallou, dizendo: Estes
_são_ os poderes que espalharam a Jerusalem, de maneira que ninguem
levantasse a sua cabeça; estes pois vieram para lhes metter medo, para
derribarem os poderes das nações que levantaram o seu [AEH] poder contra
a terra de Judah, para a espalharem.
[1] Esd. 4.24. Agg. 1.1.
[2] Esd. 5.1. Mat. 23.35.
[3] Jer. 25.5 e 35.15. Mal. 3.7. Thi. 4.8.
[4] II Chr. 36.15, 16.
[5] Isa. 31.6. Jer. 3.12 e 18.11. Eze. 18.30. Ose. 14.1.
[6] Lam. 1.18 e 2.17.
[7] Jos. 5.13. Apo. 6.4.
[8] cap. 6.2.
[9] Heb. 1.14.
[10] Apo. 6.10.
[11] Jer. 25.11, 12. Dan. 9.2. cap. 7.5.
[12] Jer. 29.10.
[13] Joel 2.18. cap. 8.2.
[14] Isa. 47.6.
[15] Isa. 12.1 e 54.8. cap. 2.10 e 8.3.
[16] cap. 2.1, 2.
[17] Isa. 51.3. Isa. 14.1. cap. 2.12 e 3.2.
[18] Esd. 4.1, 4, 7 e 5.3.
_A terceira visão: Jerusalem é medida._
2 Tornei a levantar os meus olhos, e vi, [1] e eis aqui um homem em cuja
mão estava um cordel de medir.
2 E eu disse: Para onde vaes tu? E elle me disse: [2] _Vou_ a medir
Jerusalem, para vêr qual _é_ a sua largura e qual o seu comprimento.
3 E eis que saiu o anjo que fallava comigo, e outro anjo lhe saiu ao
encontro.
4 E disse-lhe: Corre, falla a este mancebo, dizendo: [3] Jerusalem será
habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão dos homens e
dos animaes _que estarão_ no meio d’ella.
5 E [4] eu, diz o Senhor, serei para ella um muro de fogo em redor, e
serei para gloria no meio d’ella.
6 Olá, oh! [5] fugi agora da terra do norte, diz o Senhor, [6] porque vos
estendi pelos quatro ventos do céu, diz o Senhor.
7 Olá, Sião! [7] livra-te tu, que habitas _com_ a filha de Babylonia.
8 Porque assim diz o Senhor dos Exercitos: Depois da gloria elle me
enviou ás nações que vos despojaram; [8] porque aquelle que tocar em vós
toca na menina do seu olho.
9 Porque eis que [9] levantarei a minha mão sobre elles, e elles virão
a ser a preza d’aquelles que os serviram: [10] assim sabereis vós que o
Senhor dos Exercitos me enviou.
10 Exulta, [11] e alegra-te ó filha de Sião, [12] porque eis que venho, e
habitarei no meio de ti, diz o Senhor.
11 E n’aquelle dia muitas nações se ajuntarão ao Senhor, [13] e me serão
por povo, e habitarei no meio de ti, [14] e saberás que o Senhor dos
Exercitos me enviou a ti.
12 Então [15] o Senhor herdará a Judah por sua porção na terra sancta, e
ainda escolherá a Jerusalem.
13 Cala-te, [16] toda a carne, diante do Senhor, porque elle se despertou
da sua sancta morada.
[1] Eze. 40.3.
[2] Apo. 11.1 e 21.15, 16.
[3] Eze. 36.10, 11.
[4] Isa. 26.1. cap. 9.8. Isa. 60.19. Apo. 21.23.
[5] Isa. 48.20. Jer. 1.14 e 50.8 e 51.6, 45.
[6] Deu. 28.64. Eze. 17.21.
[7] Apo. 18.4.
[8] Deu. 32.10.
[9] Isa. 19.16.
[10] cap. 4.9.
[11] Isa. 12.6 e 54.1. Sof. 3.14.
[12] Lev. 26.12. Eze. 37.27. cap. 8.3. João 1.14. II Cor. 6.16.
[13] Isa. 2.2, 3 e 60.3, etc. cap. 8.22, 23. cap. 3.10. Exo. 12.49.
[14] Eze. 33.33. ver. 9.
[15] Deu. 32.9. cap. 1.17.
[16] Hab. 2.20. Sof. 1.7. Isa. 57.15.
_Quarta visão: o summo sacerdote é accusado por Satanaz e justificado por
Deus._
3 E [1] me mostrou o summo sacerdote Josué, o qual estava diante do
Senhor, [2] e Satanaz estava á sua mão direita, para se lhe oppôr.
2 Porém [3] o Senhor disse a Satanaz: O Senhor te reprehenda, ó Satanaz,
sim, o Senhor, que escolheu Jerusalem, te reprehenda: [4] não _é_ este
_um_ tição tirado do fogo?
3 Josué [5] estava vestido de vestidos sujos, e estava diante do anjo.
4 Então respondeu, e fallou aos que estavam diante d’elle, dizendo:
Tira-lhe estes vestidos sujos. E a elle lhe disse: [6] Eis que tenho
feito passar de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestidos novos.
5 E disse eu: [7] Ponham-lhe uma mitra limpa sobre a sua cabeça. E
pozeram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e o vestiram de vestidos: e o
anjo do Senhor estava em pé.
6 E o anjo do Senhor protestou a Josué, dizendo:
7 Assim diz o Senhor dos Exercitos: Se andares nos meus caminhos, [8] e
se observares a minha carga, tambem tu julgarás a minha casa, e tambem
guardarás os meus atrios, e te darei andaduras entre os que estão _aqui_.
8 Ouve pois, Josué, summo sacerdote, tu e os teus companheiros que se
assentam diante de ti, porque _são_ homens portentosos, [9] porque eis
que eu farei vir o meu servo, o Renovo.
9 Porque eis aqui a pedra que puz diante de Josué: [10] sobre esta pedra
unica _estarão_ sete olhos: eis que eu esculpirei a sua esculptura, diz o
Senhor dos Exercitos, [11] e tirarei a iniquidade d’esta terra n’um dia.
10 N’aquelle dia, diz o Senhor dos Exercitos, [12] cada um de vós
convidará o seu companheiro para debaixo da videira e para debaixo da
figueira.
[1] Agg. 1.1.
[2] Apo. 12.10.
[3] Jud. 9. cap. 1.17.
[4] Amós 4.11. Jud. 23.
[5] Isa. 64.6.
[6] Isa. 61.10. Luc. 15.22. Apo. 19.8.
[7] Exo. 29.6. cap. 6.11.
[8] Lev. 8.35. I Reis 2.3. Eze. 44.16. Deu. 17.9. Mal. 2.7.
[9] Jer. 23.5 e 33.15. cap. 6.12. Luc. 1.78.
[10] Isa. 28.16. cap. 4.10. Apo. 5.6.
[11] Jer. 31.34 e 50.20. Miq. 7.18, 19. cap. 13.1.
[12] cap. 2.11. I Reis 4.25. Isa. 36.16. Miq. 4.4.
_A quinta visão: o castiçal de oiro e as sete lampadas._
4 E tornou [1] o anjo que fallava comigo, e me despertou, [2] como a _um_
homem que se desperta do seu somno,
2 E me disse: Que vês? E eu disse: [3] Olho, e eis que _vejo_ um castiçal
todo de oiro, e um vaso de azeite sobre a sua cabeça, e as suas sete
lampadas n’ella; e cada lampada que _estava_ na sua cabeça tinha sete
canudos.
3 E, [4] por cima d’elle, duas oliveiras, uma á direita do vaso de
azeite, e outra á sua esquerda.
4 E respondi, e disse ao anjo que fallava comigo, dizendo: Senhor meu,
que _é_ isto?
5 Então respondeu o anjo que fallava comigo, e me disse: Não sabes tu o
que isto é? E eu disse: Não, Senhor meu.
6 E respondeu, e me fallou, dizendo: Esta _é_ a palavra do Senhor a
Zorobabel, dizendo: [5] Não por força nem por violencia, mas sim pelo meu
Espirito, diz o Senhor dos Exercitos.
7 Quem _és_ tu, [6] ó monte grande? diante de Zorobabel _serás feito uma_
campina; [7] porque _elle_ produzirá a primeira pedra _com_ algazarras:
Graça, graça a ella.
8 E a palavra do Senhor veiu _mais_ a mim, dizendo:
9 As [8] mãos de Zorobabel teem fundado esta casa, tambem as suas mãos a
acabarão, [9] para que saibaes que o Senhor dos Exercitos me enviou a vós.
10 Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas? pois aquelles sete se
alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel: [10] esses _são_ os olhos
do Senhor, que discorrem por toda a terra.
11 Respondi mais, e disse-lhe: [11] Que são as duas oliveiras á direita
do castiçal e á sua esquerda?
12 E, respondendo-lhe outra vez, disse: Que _são_ aquelles dois raminhos
das oliveiras, que _estão_ junto aos dois tubos d’oiro, e que vertem de
si oiro?
13 E elle me fallou, dizendo: Não sabes tu o que isto _é_? E eu disse:
Não, Senhor meu.
14 Então elle disse: [12] Estes _são_ dois [AEI] ramos de oleo, que estão
diante [13] do Senhor de toda a terra.
[1] cap. 2.3.
[2] Dan. 8.18.
[3] Exo. 25.31. Apo. 1.12. Exo. 25.37. Apo. 4.5.
[4] ver. 11, 12. Apo. 11.4.
[5] Ose. 1.7.
[6] Jer. 51.25. Mat. 21.21.
[7] Esd. 3.11, 13.
[8] Esd. 6.15.
[9] cap. 2.9, 11. Isa. 48.16. cap. 2.8.
[10] II Chr. 16.9. Pro. 15.3. cap. 3.9.
[11] ver. 3.
[12] Apo. 11.4. Luc. 1.19.
[13] cap. 6.5.
_A sexta visão: o rolo voante._
5 E outra vez levantei os meus olhos, [1] e olhei, e eis que _vi_ um rolo
voante.
2 E me disse: Que vês? E eu disse: Vejo um rolo voante, que tem vinte
covados de comprido e dez covados de largo.
3 Então me disse: [2] Esta _é_ a maldição que sairá pela face de toda a
terra; porque qualquer que furtar d’ahi, conforme a mesma _maldição_,
será desarraigado; como tambem qualquer que jurar _falsamente_ d’ahi,
conforme a mesma _maldição_, será desarraigado.
4 Eu a tirarei para fóra, disse o Senhor dos Exercitos, e virá á casa do
ladrão, [3] e á casa do que jurar falsamente pelo meu nome; e pernoitará
no meio da sua casa, e a consumirá _a ella_ com a sua madeira e com as
suas pedras.
_A setima visão: a mulher e o epha._
5 E saiu o anjo, que fallava comigo, e me disse: Levanta agora os teus
olhos, e vê que _é_ isto que sae.
6 E eu disse: Que _é_ isto? E elle disse: Isto _é_ um epha que sae. Mais
disse: Este _é_ o olho d’elles em toda a terra.
7 E eis que foi levantado um talento de chumbo, e _havia_ uma mulher que
_estava_ assentada no meio do epha.
8 E elle disse: Esta _é_ a impiedade. E a lançou dentro do epha; e lançou
na bocca d’elle o peso de chumbo.
9 E levantei os meus olhos, e olhei, e eis que duas mulheres sairam, e
_havia_ vento nas suas azas, e tinham azas como as azas da cegonha; e
levantaram o epha entre a terra e o céu.
10 Então eu disse ao anjo que fallava comigo: Para onde levam estas o
epha?
11 E elle me disse: [4] Para lhe edificarem uma casa na terra de Sinear,
e, sendo _esta_ assentada, elle será posto ali sobre a sua base.
[1] Eze. 2.9.
[2] Mal. 4.6.
[3] Lev. 19.12. cap. 8.17. Mal. 3.5.
[4] Jer. 20.5, 28. Gen. 10.10.
_A oitava visão: os quatro carros._
6 E outra vez levantei os meus olhos, e olhei, e eis que _vi_ quatro
carros que sairam d’entre dois montes, e estes montes _eram_ montes de
metal.
2 No primeiro carro [1] _eram_ cavallos vermelhos, [2] e no segundo
carro cavallos pretos,
3 E no terceiro [3] carro cavallos brancos, e no quarto carro cavallos
saraivados, _que eram_ fortes.
4 E respondi, [4] e disse ao anjo que fallava comigo: Que _é_ isto,
Senhor meu?
5 E o anjo respondeu, e me disse: [5] Estes _são_ os quatro ventos do
céu, saindo d’onde estavam perante o Senhor de toda a terra.
6 O _carro_ em que _estão_ os cavallos pretos, [6] sae para a terra do
norte, e os brancos saem atraz d’elles, e os saraivados saem para a terra
do sul.
7 E os _cavallos_ fortes sahiam, [7] e procuravam ir por diante, para
andarem pela terra. E elle disse: Ide, andae pela terra. E andavam pela
terra.
8 E me chamou, e me fallou, dizendo: [8] Eis que aquelles que sairam para
a terra do norte fizeram repousar o meu Espirito na terra do norte.
_As corôas na cabeça de Josué: o Renovo._
9 E a palavra do Senhor veiu a mim, dizendo:
10 Toma dos que foram levados captivos: de Heldai, de Tobias, e de Jedaia
(e vem n’aquelle dia, e entra na casa de Josias, filho de Sofonias), os
quaes vieram de Babylonia.
11 Toma, digo, prata e oiro, [9] e faze corôas, e põe-_as_ na cabeça de
Josué, filho de Josadac, summo sacerdote.
12 E falla-lhe, dizendo: Assim falla o Senhor dos Exercitos, dizendo:
[10] Eis aqui o homem cujo nome _é_ o Renovo que brotará do seu logar,
[11] e edificará o templo do Senhor.
13 Elle mesmo edificará o templo do Senhor, [12] e levará elle a gloria,
e assentar-se-ha, e dominará no seu throno, e será sacerdote no seu
throno, e conselho de paz haverá entre elles ambos.
14 E estas corôas serão de Helem, e de Tobias, e de Jedaia, e de Chen,
filho de Sofonias, por memorial no templo do Senhor.
15 E aquelles que estão longe virão, e edificarão no templo do Senhor,
[13] e vós sabereis que o Senhor dos Exercitos me tem enviado a vós; e
isto acontecerá _assim_, se ouvirdes mui attentos a voz do Senhor vosso
Deus.
[1] cap. 1.8. Apo. 6.4.
[2] Apo. 6.5.
[3] Apo. 6.2.
[4] cap. 5.10.
[5] Heb. 1.7, 14. I Reis 22.19. Dan. 7.10. cap. 4.14. Luc. 1.19.
[6] Jer. 1.14.
[7] Gen. 13.17. cap. 1.10.
[8] Jui. 8.3. Ecc. 10.4.
[9] Exo. 28.36 e 29.6. Lev. 8.9. cap. 3.5.
[10] Luc. 8.71. cap. 3.8.
[11] cap. 4.9. Mat. 16.18. Eph. 2.20, 21, 22. Heb. 3.3.
[12] Heb. 3.1.
[13] cap. 2.9 e 4.9.
_O jejum que não agrada a Deus._
[Antes de Christo 518]
7 Aconteceu pois, no anno quarto do rei Dario, que a palavra do Senhor
veiu a Zacharias, no _dia_ quarto do nono mez, _que é_ chisleu.
2 [AEJ] Quando foram enviados _á_ casa de Deus, Saresar, e Regemmelech, e
os homens d’elle, para supplicarem o rosto do Senhor,
3 Dizendo [1] aos sacerdotes, que _estavam_ na casa do Senhor dos
Exercitos, e aos prophetas: [2] Chorarei eu no quinto mez, separando-me,
como o tenho feito por tantos annos?
4 Então a palavra do Senhor dos Exercitos veiu a mim, dizendo:
5 Falla a todo o povo d’esta terra, o aos sacerdotes, dizendo: Quando
jejuastes, [3] e pranteastes, no quinto e no setimo _mez_, a saber, estes
setenta annos, _porventura_, jejuando, [4] jejuastes para mim, para mim,
_digo_?
6 Ou quando comestes, e quando bebestes, não fostes vós os que comieis e
vós os que bebieis?
7 Não _são estas_ as palavras que o Senhor prégou pelo ministerio dos
prophetas primeiros, quando Jerusalem estava habitada e [AEK] quieta, com
as suas cidades ao redor d’ella? [5] e o sul e a campina eram habitados?
8 E a palavra do Senhor veiu a Zacharias, dizendo:
9 Assim fallou o Senhor dos Exercitos, dizendo: [6] Julgae juizo
verdadeiro, executae piedade e misericordias cada um com seu irmão;
10 E [7] não opprimaes a viuva, nem o orphão, nem o estrangeiro, nem o
pobre, [8] nem intente o mal cada um contra o seu irmão no seu coração.
11 Porém não quizeram escutar, [9] e me deram o hombro rebelde, e
ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem.
12 E fizeram [10] o seu coração _como_ diamante, para que não ouvissem a
lei, nem as palavras que o Senhor dos Exercitos enviava pelo seu Espirito
pelo ministerio dos prophetas primeiros: [11] d’onde veiu a grande ira do
Senhor dos Exercitos.
13 E aconteceu _que_, como elle clamou, e elles não ouviram, assim
tambem elles clamaram, [12] mas eu não ouvi, diz o Senhor dos Exercitos.
14 E [13] os espalhei com tempestade entre todas as nações, que elles não
conheciam, e a terra foi assolada atraz d’elles, de sorte que ninguem
passava por ella, nem se tornava: porque teem feito da terra desejada uma
desolação.
[1] Mal. 2.7.
[2] Jer. 52.12. cap. 8.19.
[3] Isa. 58.5. Jer. 41.1. cap. 8.19. cap. 1.12.
[4] Rom. 14.6.
[5] Jer. 17.26.
[6] Jer. 7.23. Miq. 6.8. cap. 8.16. Mat. 23.23.
[7] Exo. 22.21, 22. Deu. 24.17. Isa. 1.17. Jer. 5.28.
[8] cap. 8.17.
[9] Neh. 9.29. Jer. 7.24.
[10] Eze. 11.19 e 36.26. Neh. 9.29, 30.
[11] II Chr. 36.16. Dan. 9.11.
[12] Pro. 1.24, 28. Isa. 1.15. Jer. 11.11 e 14.12. Miq. 3.4.
[13] Deu. 4.27 e 28.64. Eze. 36.19. cap. 2.6. Deu. 28.33.
_Bençãos promettidas._
8 Depois veiu _a mim_ a palavra do Senhor dos Exercitos, dizendo:
2 Assim diz o Senhor dos Exercitos: [1] Zelei por Sião com grande zelo, e
com grande furor zelei por ella.
3 Assim diz o Senhor: [2] Voltarei para Sião, e habitarei no meio de
Jerusalem; [3] e Jerusalem chamar-se-ha a cidade de verdade, e o monte do
Senhor dos Exercitos monte de sanctidade.
4 Assim diz o Senhor dos Exercitos: [4] Ainda nas praças de Jerusalem
habitarão velhos e velhas; e cada um _terá_ na sua mão o seu bordão, por
causa da sua muita edade.
5 E as ruas da cidade serão cheias de meninos e meninas, que brincarão
nas ruas d’ella.
6 Assim diz o Senhor dos Exercitos: Se isto será maravilhoso aos olhos
do resto d’este povo n’aquelles dias, [5] sel-o-ha _por isso_ tambem
maravilhoso aos meus olhos? disse o Senhor dos Exercitos.
7 Assim diz o Senhor dos Exercitos: Eis que [6] salvarei o meu povo da
terra do oriente e da terra do pôr do sol;
8 E tral-os-hei, e habitarão no meio de Jerusalem; [7] e me serão por
povo, e eu lhes serei a elles por Deus em verdade e em justiça.
9 Assim diz o Senhor dos Exercitos: [8] Esforcem-se _as_ vossas mãos, ó
vós que n’estes dias ouvistes estas palavras da bocca dos prophetas que
_estiveram_ no dia em que foi posto o fundamento da casa do Senhor dos
Exercitos, para que o templo fosse edificado.
10 Porque [9] antes d’estes dias não tem havido [AEL] soldada de homens,
nem soldada de bestas; nem _havia_ paz para o que entrava nem para o que
sahia, por causa do inimigo, porque eu incitei a todos os homens, cada um
contra o seu companheiro.
11 Mas agora não _me haverei_ eu para com o resto d’este povo como nos
primeiros dias, diz o Senhor dos Exercitos.
12 Porque [10] a semente _será_ prospera, a vide dará o seu fructo, e a
terra dará a sua novidade, [11] e os céus darão o seu orvalho; e farei
que o resto d’este povo herde tudo isto.
13 E [12] ha de ser, ó casa de Judah, e ó casa de Israel, que, assim como
fostes uma maldição entre as nações, assim vos salvarei, [13] e sereis
uma benção: não temaes, esforcem-se as vossas mãos.
14 Porque assim diz o Senhor dos Exercitos: [14] Assim como pensei
fazer-vos mal, quando vossos paes me provocaram á ira, diz o Senhor dos
Exercitos, [15] e não me arrependi,
15 Assim tornei a pensar de fazer bem a Jerusalem e á casa de Judah,
n’estes dias: não temaes.
16 Estas _são_ as coisas que fareis: [16] Fallae verdade cada um com o
seu companheiro; julgae verdade e juizo de paz nas vossas portas.
17 E [17] nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu
companheiro, nem ameis o juramento falso; porque todas estas coisas _são_
as que eu aborreço, diz o Senhor.
18 E a palavra do Senhor dos Exercitos veiu a mim, dizendo:
19 Assim diz o Senhor dos Exercitos: O jejum do quarto, [18] e o jejum do
quinto, e o jejum do setimo, [19] e o jejum do decimo _mez_ se tornará
para a casa de Judah em gozo, e em alegria, e em [AEM] festividades
solemnes: [20] amae pois a verdade e a paz.
20 Assim diz o Senhor dos Exercitos: Ainda _succederá_ que virão os povos
e os habitantes de muitas cidades.
21 E os habitantes de uma irão á outra, dizendo: [21] Vamos andando para
supplicar a face do Senhor, e para buscar ao Senhor dos Exercitos; eu
tambem irei.
22 Assim [22] virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em
Jerusalem ao Senhor dos Exercitos, e a supplicar a face do Senhor.
23 Assim diz o Senhor dos Exercitos: N’aquelle dia succederá que pegarão
dez homens de entre todas as linguas das nações, pegarão, _digo_, da aba
de um homem judaico, dizendo: [23] Iremos comvosco, porque temos ouvido
_que_ Deus _está_ comvosco.
[1] Nah. 1.2. cap. 1.14.
[2] cap. 1.16.
[3] Isa. 1.21, 26. Isa. 2.2, 3.
[4] Isa. 65.20, 22.
[5] Gen. 18.14. Luc. 1.37 e 18.27.
[6] Isa. 11.11, 12 e 43.5, 6. Eze. 37.21.
[7] Jer. 30.22 e 31.1, 33. cap. 13.9. Jer. 4.2.
[8] ver. 18.
[9] Agg. 2.16.
[10] Joel 2.22.
[11] Agg. 1.10.
[12] Jer. 42.18.
[13] Gen. 12.2. Isa. 19.24, 25. Sof. 3.20. Agg. 2.19.
[14] Jer. 31.28.
[15] II Chr. 36.16.
[16] cap. 7.9. ver. 19. Eph. 4.25.
[17] Pro. 3.29. cap. 7.10.
[18] Jer. 52.6, 7. Jer. 52.12, 13. cap. 7.3, 5.
[19] Jer. 52.4. Isa. 35.10.
[20] ver. 16.
[21] Isa. 2.3. Miq. 4.1, 2.
[22] Isa. 60.3, etc. e 66.23.
[23] I Cor. 14.25.
_O castigo de diversos povos._
[Antes de Christo 487]
9 Carga [1] da palavra do Senhor contra a terra de Haldrach, e Damasco
_será_ o seu repouso; porque o Senhor tem o olho sobre o homem, [2] como
_sobre_ todas as tribus de Israel.
2 E [3] tambem Hamath n’ella terá termo: Tyro e Sidon, [4] ainda que seja
mui sabia.
3 E Tyro edificou para si fortalezas, [5] e amontoou prata como o pó, e
oiro fino como a lama das ruas.
4 Eis que [6] o Senhor a arrancará da posse, e ferirá no mar a sua força,
e ella será consumida pelo fogo.
5 Ascalon [7] _o_ verá e temerá, tambem Gaza, e terá grande dôr; como
tambem Ekron; porque a sua esperança será envergonhada; e o rei de Gaza
perecerá, e Ascalon não será habitada.
6 E [8] um bastardo habitará em Asdod, e exterminarei a soberba dos
philisteos.
7 E da sua bocca tirarei o seu sangue, e d’entre os seus dentes as suas
abominações; e elle tambem ficará de resto para o nosso Deus; e será como
principe em Judah, e Ekron como o jebuseo.
8 E [9] me acamparei ao redor da minha casa, por causa do exercito, por
causa do que passa, e por causa do que volta, [10] para que não passe
mais sobre elles o exactor; porque agora já _o_ vi com os meus olhos.
9 Alegra-te [11] muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalem:
[12] eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado
sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta.
10 E destruirei [13] os carros de Ephraim e os cavallos de Jerusalem:
tambem o arco de guerra será destruido, [14] e elle fallará paz ás
nações; e o seu dominio _se estenderá_ de _um_ mar até _outro_ mar, e
desde o rio até ás extremidades da terra.
11 Quanto a ti tambem _ó Sião_, pelo sangue do teu concerto, [15] soltei
os teus presos da cova em que não _havia_ agua.
12 Voltae á fortaleza [16] ó presos de esperança: tambem hoje vos
annuncio que vos renderei em dobro.
13 [AEN] Quando estendi Judah para mim _como um arco_, e enchi com
Ephraim o arco, suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos,
ó Grecia! e pôr-te-hei como a espada de um valente.
14 E o Senhor será visto sobre elles, e as suas frechas sairão como
o relampago; e o Senhor JEHOVAH tocará buzina, [17] e irá com os
redemoinhos do sul.
15 O Senhor dos Exercitos os amparará, e comerão, depois que os tiverem
sujeitado as pedras da funda: tambem beberão _e_ farão alvoroço como _de_
vinho; e encher-se-hão como a bacia, [18] como os cantos do altar.
16 E o Senhor seu Deus n’aquelle dia os salvará, como ao rebanho do seu
povo; porque _como_ as pedras da corôa serão levantados na sua terra,
como bandeira.
17 Porque, quão _grande_ é a sua bondade! e quão _grande_ é a sua
formosura! [19] o trigo fará fallar os mancebos e o mosto as donzellas.
[1] Jer. 23.33.
[2] II Chr. 20.12.
[3] Jer. 49.23. Isa. 23. Eze. 26 e 27 e 28. I Reis 17.9. Eze. 28.21. Oba.
20.
[4] Eze. 28.3, etc.
[5] Job 27.16. Eze. 28.4, 5.
[6] Isa. 23.1. Eze. 26.17.
[7] Jer. 47.15. Sof. 2.4.
[8] Amós 1.8.
[9] cap. 2.5.
[10] Eze. 28.24. Exo. 3.7.
[11] Isa. 62.11. cap. 2.10. João 12.15.
[12] Jer. 23.5 e 30.9. Luc. 19.38. João 1.49.
[13] Ose. 1.7 e 2.18. Miq. 5.10.
[14] Eph. 2.14, 17.
[15] Isa. 42.7 e 51.14 e 61.1.
[16] Isa. 49.9 e 61.7.
[17] Isa. 21.1.
[18] Lev. 4.18, 25. Isa. 62.3. Mal. 3.17. Isa. 11.12. Deu. 12.27.
[19] Joel 3.18. Amós 9.14.
_Promessas feitas a Israel._
10 Pedi [1] ao Senhor chuva no tempo da serodia: o Senhor faz relampagos,
e lhes dará chuveiro de agua, e herva no campo a cada um.
2 Porque [2] os teraphins teem fallado vaidade, e os adivinhos teem visto
mentira, e fallam sonhos vãos; [3] _com_ vaidade consolam, por isso se
foram como ovelhas, foram afflictos, [4] porque não _havia_ pastor.
3 Contra os pastores se accendeu a minha ira, e visitarei os bodes; [5]
mas o Senhor dos Exercitos visitará o seu rebanho, a casa de Judah, e os
fará ser como o cavallo da sua magestade na peleja.
4 D’elle a pedra [6] de esquina, d’elle a estaca, d’elle o arco de
guerra, d’elle juntamente _sairão_ todos os exactores.
5 E serão como valentes [AEO] que pelo lodo das ruas entram na peleja, e
pelejarão; porque o Senhor _estará_ com elles, e envergonharão aos que
andam montados em cavallos.
6 E fortalecerei a casa de Judah, e salvarei a casa de José, [7] e
tornarei a plantal-os, porque me apiedei d’elles: e serão como se os não
tivera rejeitado; porque eu _sou_ o Senhor seu Deus, [8] e os ouvirei.
7 E os de Ephraim serão como um valente, e o seu coração se alegrará
como _de_ vinho, e seus filhos o verão, e se alegrarão; o seu coração se
regozijará no Senhor.
8 _Eu_ lhes assobiarei, [9] e os ajuntarei, porque eu os tenho remido, e
multiplicar-se-hão, assim como _antes_ se tinham multiplicado.
9 E eu [10] os semearei por entre os povos, e lembrar-se-hão de mim em
logares remotos; e viverão com seus filhos, e voltarão.
10 Porque [11] eu os farei voltar da terra do Egypto, e os congregarei
da Assyria; e tral-os-hei á terra de Gilead e do Libano, [12] e não se
achará _logar_ para elles.
11 E elle passará [13] o mar com angustia, e ferirá as ondas no mar, e
todas as profundezas dos rios se seccarão: [14] então será derribada a
soberba da Assyria, e o sceptro do Egypto se retirará.
12 E eu os fortalecerei no Senhor, [15] e andarão no seu nome, diz o
Senhor.
[1] Jer. 14.22. Deu. 11.14. Job 29.23. Joel 2.23.
[2] Jer. 10.8. Hab. 2.18.
[3] Job 13.4.
[4] Eze. 34.5.
[5] Luc. 1.68.
[6] Num. 24.17. I Sam. 14.38. Isa. 22.23.
[7] Jer. 3.18. Eze. 37.21. Ose. 1.7.
[8] cap. 13.9.
[9] Isa. 5.26 e 49.19. Eze. 36.37.
[10] Ose. 2.23. Deu. 30.1.
[11] Isa. 11.11, 16. Ose. 11.11.
[12] Isa. 49.20.
[13] Isa. 11.15, 16.
[14] Isa. 14.25. Eze. 30.13.
[15] Miq. 4.5.
_O castigo dos impenitentes._
11 Abre, ó Libano, [1] as tuas portas para que o fogo consuma os cedros.
2 Uivae, ó faias, porque os teus cedros cairam, porque estas excellentes
_arvores_ são destruidas; uivae, [2] ó carvalhos de Basan, porque o
bosque forte é derribado.
3 Voz de uivo dos pastores _se ouviu_, porque a sua gloria é destruida:
voz de bramido dos filhos de leões, porque foi destruida a soberba do
Jordão.
4 Assim diz o Senhor [3] meu Deus: Apascenta as ovelhas da matança,
5 Cujos possuidores [4] as matam, e não se teem por culpados; e cujos
vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque hei enriquecido, e os
seus pastores não teem piedade d’ellas.
6 Certamente não terei piedade mais dos moradores d’esta terra, diz
o Senhor, mas, eis que entregarei os homens cada um na mão do seu
companheiro e na mão do seu rei, e esmiuçarão a terra, e eu não _os_
livrarei da sua mão.
7 E [5] eu apascentei as ovelhas da matança, porquanto _são_ ovelhas
coitadas; e tomei para mim duas varas, a uma _das quaes_ chamei [AEP]
Suavidade, e á outra chamei [AEQ] Conjuntadores, e apascentei as ovelhas.
8 E destrui os teus pastores [6] n’um _mesmo_ mez, porque se angustiou
d’elles a minha alma, e tambem a sua alma teve fastio de mim.
9 E eu disse: Não vos apascentarei mais: [7] o que morrer morra, e o
que fôr destruido seja, e as que restarem comam cada uma a carne da sua
companheira.
10 E tomei a minha vara Suavidade, e a quebrei, para desfazer o meu
concerto, que tinha estabelecido com todos estes povos.
11 E foi desfeito n’aquelle [8] dia, e conheceram assim os pobres do
rebanho que me aguardavam que isto _era_ palavra do Senhor.
12 Porque eu lhes tinha dito: Se _parece_ bem aos vossos olhos, dae-_me_
a minha soldada, e, se não, deixae-vos d’isso. [9] E pesaram a minha
soldada, trinta _moedas_ de prata.
13 O Senhor pois me disse: Arroja-a ao oleiro, [10] bello preço em
que fui apreçado por elles. E tomei as trinta _moedas_ de prata, e as
arrojei, na casa do Senhor, ao oleiro.
14 Então quebrei a minha segunda vara Conjuntadores, para romper a
irmandade entre Judah e Israel.
15 E o Senhor me disse: [11] Toma ainda para ti o instrumento de um
pastor insensato.
16 Porque, eis que levantarei um pastor na terra, _que_ não visitará
as perdidas, não buscará a desgarrada, e não sarará a quebrada, nem
apascentará a sã; mas comerá a carne da gorda, e lhe despedaçará as unhas.
17 Ai do pastor [12] de nada, que abandona o rebanho; a espada _cairá_
sobre o seu braço e sobre o seu olho direito; o seu braço sem falta se
seccará, e o seu olho direito sem falta se escurecerá.
[1] cap. 10.10.
[2] Isa. 32.19.
[3] ver. 7.
[4] Jer. 2.3.
[5] Sof. 3.12. Mat. 11.5.
[6] Ose. 5.7.
[7] Jer. 15.2 e 43.11.
[8] ver. 7. Sof. 3.12.
[9] Mat. 26.15. Exo. 21.32.
[10] Mat. 27.9, 10.
[11] Eze. 34.2, 3, 4.
[12] Jer. 23.1. Eze. 34.2. João 10.12, 13.
_A destruição dos inimigos do povo de Deus. O arrependimento e a
purificação de Israel._
12 Carga da palavra do Senhor sobre Israel: Falla o Senhor, [1] o que
estende o céu, e que funda a terra, [2] e que forma o espirito do homem
dentro n’elle.
2 Eis que eu porei a Jerusalem _como_ um copo [3] de tremor para todos
os povos em redor, e tambem para Judah, _o qual_ será no cerco contra
Jerusalem.
3 E será [4] n’aquelle dia que porei a Jerusalem _por_ pedra pesada
a todos os povos; todos os que carregarem com ella certamente serão
despedaçados, e ajuntar-se-hão contra elle todas as nações da terra.
4 N’aquelle dia, diz o Senhor, [5] ferirei de espanto a todos os
cavallos, e de loucura os que montam n’elles; mas sobre a casa de Judah
abrirei os meus olhos, e ferirei de cegueira a todos os cavallos dos
povos.
5 Então os chefes de Judah dirão no seu coração: A minha força _são_ os
habitantes de Jerusalem e o Senhor dos Exercitos, seu Deus.
6 N’aquelle dia porei os chefes de Judah [6] como um brazeiro de fogo
debaixo da lenha, e como _um_ tição de fogo entre gavelas; e á banda
direita e esquerda consumirão a todos os povos em redor, e Jerusalem será
habitada outra vez no seu logar, em Jerusalem.
7 E o Senhor primeiramente salvará as tendas de Judah, para que a gloria
da casa de David e a gloria dos habitantes de Jerusalem não se engrandeça
sobre Judah.
8 N’aquelle dia o Senhor amparará os habitantes de Jerusalem; [7] e o que
tropeçar entre elles n’aquelle dia _será_ como David, e a casa de David
será como Deus, como o anjo do Senhor diante d’elles.
9 E será, n’aquelle dia, [8] que procurarei destruir todas as nações que
vierem contra Jerusalem;
10 Porém [9] sobre a casa de David, e sobre os habitantes de Jerusalem,
derramarei o Espirito de graça e de supplicações; [10] e olharão para
mim, a quem traspassaram: e farão pranto sobre elle, como o pranto sobre
o unigenito; e chorarão amargosamente sobre elle, [11] como se chora
amargosamente sobre o primogenito.
11 N’aquelle dia será grande o pranto em Jerusalem, [12] como o pranto de
Hadadrimmon no valle de Meggiddon.
12 E a terra pranteará, [13] cada [AER] linhagem á parte: a linhagem da
casa de David, á parte, e suas mulheres, á parte, e a linhagem da casa de
Nathan, á parte, e suas mulheres, á parte;
13 A linhagem [14] da casa de Levi, á parte, e suas mulheres, á parte; a
linhagem de Simei, á parte, e suas mulheres á parte.
14 Todas as mais linhagens, cada linhagem á parte, e suas mulheres á
parte.
[1] Isa. 42.5 e 44.24.
[2] Num. 16.22. Ecc. 12.7. Isa. 57.16. Heb. 12.9.
[3] Isa. 51.17, 22, 23.
[4] ver. 4, 6, 8, 9, 11. cap. 13.1 e 14.4, 6, 8, 9, 13. Mat. 21.44.
[5] Eze. 38.4.
[6] Oba. 18.
[7] Joel 3.10.
[8] Agg. 2.22. ver. 3.
[9] Jer. 31.9 e 50.4. Eze. 39.29. Joel 2.28.
[10] João 19.34, 37. Apo. 1.7.
[11] Jer. 6.26. Amós 8.10.
[12] Act. 2.37. II Reis 23.29. II Chr. 35.24.
[13] Mat. 24.30. Apo. 1.7.
[14] II Sam. 5.14. Luc. 3.31.
13 N’aquelle [1] dia haverá _uma_ fonte aberta para a casa de David, e
para os habitantes de Jerusalem, contra o peccado, e contra a immundicia.
2 E será n’aquelle dia, diz o Senhor dos Exercitos, [2] que desfarei da
terra os nomes dos idolos, e d’elles não se fará mais memoria; [3] e
tambem farei sair da terra os prophetas e o espirito da immundicia.
3 E será que, quando alguem prophetizar mais, seu pae e sua mãe, que
o geraram, lhe dirão: Não viverás, porque fallaste mentira em nome do
Senhor; e seu pae e sua mãe, que o geraram, [4] o traspassarão quando
prophetizar.
4 E será n’aquelle dia _que_ os prophetas se envergonharão, [5] cada um
da sua visão, quando prophetizar; [6] nem elles se vestirão _mais_ de
manto de pellos, para mentirem.
5 E dirão: [7] Não _sou_ propheta, lavrador _sou_ da terra; porque
_certo_ homem _para isso_ me adquiriu desde a minha mocidade.
6 E se _alguem_ lhe disser: Que _são_ estas feridas nas tuas mãos? Dirá
elle: _Feridas são_ com que fui ferido _em_ casa dos meus amadores.
_O Pastor ferido: o juizo final: a exaltação da Egreja._
7 Ó espada, [8] desperta-te contra o meu Pastor e contra o varão que
_é_ o meu companheiro, diz o Senhor dos Exercitos; fere ao Pastor, [9]
e espalhar-se-hão as ovelhas; [10] mas volverei a minha mão para os
pequenos.
8 E será em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes d’ella serão
extirpadas, _e_ expirarão; [11] mas a terceira parte restará n’ella.
9 E farei passar [12] esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei,
como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o oiro: ella
invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: Meu povo _é_, [13] e ella
dirá: O Senhor _é_ o meu Deus.
[1] cap. 12.3. Heb. 9.14. I Ped. 1.19. Apo. 1.5.
[2] Exo. 23.13. Jos. 23.7. Eze. 30.13. Ose. 2.17. Miq. 5.12, 13.
[3] II Ped. 2.1.
[4] Deu. 13.6, 8 e 18.20.
[5] Miq. 3.6, 7.
[6] Isa. 20.2. Mat. 3.4.
[7] Amós 7.14.
[8] Isa. 40.11. Eze. 34.23. João 10.30. Phi. 2.6.
[9] Mat. 26.31. Mar. 14.27.
[10] Mat. 18.10, 14. Luc. 12.32.
[11] Rom. 11.5.
[12] I Ped. 1.6, 7. cap. 10.6.
[13] Jer. 30.22. Eze. 11.20. cap. 8.8.
14 Eis que [1] o dia do Senhor vem; repartir-se-hão no meio de ti os teus
despojos.
2 Porque [2] _eu_ ajuntarei todas as nações para a peleja contra
Jerusalem; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, [3] e as
mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o captiveiro, mas o
resto do povo não será extirpado da cidade.
3 E o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como no dia em que
pelejou no dia da batalha.
4 E [4] n’aquelle dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras,
que _está_ defronte de Jerusalem para o oriente; [5] e o monte das
Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o occidente,
n’um valle muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a
_outra_ metade d’elle para o sul.
5 E fugireis ao valle dos meus montes (porque o valle dos montes chegará
até Asel), [6] e fugireis assim como fugistes de diante do terremoto nos
dias de Uzias, rei de Judah: [7] então virá o Senhor meu Deus, _e_ todos
os sanctos comtigo, _ó Senhor_.
6 E será _que_ n’aquelle dia não haverá preciosa luz nem espessa
escuridão.
7 Mas [8] será um dia o qual _é_ conhecido do Senhor; nem dia nem noite
será: e acontecerá que no tempo da tarde haverá luz.
8 N’aquelle dia tambem acontecerá _que_ [9] sairão de Jerusalem aguas
vivas, metade d’ellas para o mar oriental, e metade d’ellas até ao mar
occidental: no estio e no inverno succederá _isto_.
9 E [10] o Senhor será rei sobre toda a terra: n’aquelle dia um _só_ será
o Senhor, e um _só_ será o seu nome.
10 Toda a terra ao redor se tornará em planicie, [11] desde Geba até
Rimmon, da banda do sul de Jerusalem, e será exalçada, e habitada no seu
logar, _desde_ a porta de Benjamin até ao logar da primeira porta, até á
porta da esquina, [12] e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei.
11 E habitarão n’ella, [13] e não haverá mais anathema, porque Jerusalem
habitará segura.
12 E esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos que
guerrearam contra Jerusalem: fará consumir a carne, estando elles em pé,
e lhes apodrecerão os olhos nas suas covas, e lhes apodrecerá a lingua de
cada um na sua bocca.
13 N’aquelle dia tambem acontecerá que haverá uma grande perturbação do
Senhor entre elles; porque pegará cada um na mão do seu companheiro, [14]
e alçar-se-ha a mão de cada um contra a mão do seu companheiro.
14 E tambem Judah pelejará contra Jerusalem, [15] e se ajuntarão em
redor as riquezas de todas as nações, oiro e prata e vestidos em grande
abundancia.
15 Assim tambem será a praga dos cavallos, [16] dos mulos, dos camelos e
dos jumentos, e de todos os animaes que estiverem n’aquelles exercitos,
como foi a praga d’elles.
16 E será que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra
Jerusalem, [17] subirão de anno em anno para adorarem o Rei, o Senhor dos
Exercitos, [18] e celebrarem a festa das cabanas.
17 E acontecerá _que_, [19] se alguma das familias da terra não subir
a Jerusalem, para adorar o Rei, o Senhor dos Exercitos, não virá sobre
elles a chuva.
18 E, se a familia dos egypcios, sobre os quaes não _vem a chuva_, não
subir, nem vier, [20] virá _sobre elles_ a praga _com_ que o Senhor
ferirá as nações que não subirem a celebrar a festa das cabanas.
19 Este será o [AES] peccado dos egypcios e o peccado de todas as nações
que não subirem a celebrar a festa das cabanas.
20 N’aquelle dia será _inscripto_ sobre as campainhas dos cavallos: [21]
SANCTIDADE AO SENHOR; e as panellas na casa do Senhor serão como as
bacias diante do altar.
21 E todas as panellas em Jerusalem e Judah serão sanctas ao Senhor
dos Exercitos, e todos os que sacrificarem virão, e d’ellas tomarão, e
n’ellas cozerão: [22] e não haverá mais cananita na casa do Senhor dos
Exercitos n’aquelle dia.
[1] Isa. 13.9. Joel 2.32. Act. 2.20.
[2] Joel 3.2.
[3] Isa. 13.16.
[4] Eze. 11.23.
[5] Joel 3.12, 14.
[6] Amós 1.1.
[7] Jud. 14.
[8] Apo. 22.5. Mat. 24.36. Isa. 30.26 e 60.19, 20. Apo. 21.23.
[9] Eze. 47.1. Joel 3.18. Apo. 22.1.
[10] Dan. 2.44. Apo. 11.15. Eph. 4.5, 6.
[11] Isa. 40.4.
[12] Neh. 3.1. Jer. 31.38.
[13] Jer. 23.4.
[14] Jui. 7.22. II Chr. 20.23. Eze. 38.21.
[15] Eze. 39.10, 17, etc.
[16] ver. 12.
[17] Isa. 6.7, 9 e 66.23.
[18] Lev. 23.34, 43. Ose. 12.9. João 7.2.
[19] Isa. 60.12.
[20] Deu. 11.10.
[21] Isa. 23.18.
[22] Joel 3.17. Apo. 21.27 e 22.15. Eph. 2.19, 20, 21, 22.
MALACHIAS.
_A ingratidão do povo; o formalismo dos sacerdotes._
[Antes de Christo 397]
1 Carga da palavra do Senhor contra Israel, pelo ministerio de Malachias.
2 Eu [1] vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amastes? Não
foi Esaú irmão de Jacob? disse o Senhor; [2] todavia amei a Jacob,
3 E aborreci a Esaú: [3] e fiz dos seus montes uma assolação, e dei a sua
herança aos [AET] dragões do deserto.
4 Ainda que Edom dizia: Empobrecidos somos, porém tornaremos a edificar
os logares desertos: elles edificarão, e eu destruirei: e lhes chamarão;
Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre.
5 E os vossos olhos o verão, e direis: O Senhor seja engrandecido desde o
termo de Israel.
6 O [4] filho honrará a _seu_ pae, e o servo ao seu senhor; e, se eu
_sou_ Pae, onde _está_ a minha honra? e, se eu _sou_ o Senhor, onde
_está_ o meu temor? diz o Senhor dos Exercitos a vós, ó sacerdotes, que
desprezaes o meu nome; mas vós dizeis: [5] Em que desprezámos nós o teu
nome?
7 Offereceis sobre o meu altar pão immundo, e dizeis: Em que te havemos
profanado? N’isto que dizeis: [6] A mesa do Senhor é desprezivel.
8 Porque, [7] quando trazeis _animal_ cego para _o_ sacrificardes, não _é
isto_ mau? e, quando offereceis o côxo ou o enfermo, não _é isto_ mau?
Ora apresenta-o ao teu principe; _porventura_ terá elle agrado em ti? ou
acceitará elle a tua pessoa? [8] diz o Senhor dos Exercitos.
9 Agora, pois, supplicae a face de Deus, e elle terá piedade de nós: [9]
isto veiu da vossa mão, acceitará elle a vossa pessoa? diz o Senhor dos
Exercitos.
10 Quem [10] _ha_ tambem entre vós que feche as portas _por nada_? e não
accendeis por nada _o_ fogo do meu altar. Eu não tomo prazer em vós, diz
o Senhor dos Exercitos, [11] nem acceitarei da vossa mão a oblação.
11 Mas desde o nascente do sol até ao poente [12] _será_ grande entre
as nações o meu nome; [13] e em todo o logar se offerecerá ao meu nome
incenso e uma oblação pura; porque o meu nome _será_ grande entre as
nações, diz o Senhor dos Exercitos.
12 Mas vós o profanaes, quando dizeis: [14] A mesa do Senhor _é_ immunda,
e, quanto ao seu rendimento, sua comida é desprezivel.
13 E dizeis: Eis aqui, que canceira! e o lançastes com desprezo, diz
o Senhor dos Exercitos: vós tambem offereceis o roubado, e o côxo e o
enfermo, e offereceis a offerta: [15] ser-me-ha acceito isto de vossa
mão? diz o Senhor.
14 Pois maldito [16] _seja_ o enganoso que, tendo no seu rebanho um
animal, promette e offerece ao Senhor _o que é_ corrompido, porque eu
_sou_ grande Rei, [17] diz o Senhor dos Exercitos, o meu nome _será_
tremendo entre as nações.
[1] Deu. 7.8 e 10.15.
[2] Rom. 9.13.
[3] Jer. 49.18. Eze. 35.3, 4, 7, 9, 14, 15. Oba. 10, etc.
[4] Exo. 20.12.
[5] cap. 2.14, 17 e 3.7, 8, 13.
[6] Eze. 41.22. ver. 22.
[7] Lev. 22.22. Deu. 15.21. ver. 14.
[8] Job 42.8.
[9] Ose. 13.9.
[10] I Cor. 9.13.
[11] Isa. 1.11. Jer. 6.20. Amós 5.21.
[12] Isa. 60.3, 5.
[13] I Tim. 2.8. Apo. 8.3. Isa. 66.19, 20.
[14] ver. 7.
[15] Lev. 22.20, etc.
[16] ver. 8.
[17] I Tim. 6.15.
2 Agora pois, ó sacerdotes, este mandamento vos _toca_ a vós.
2 Se [1] _o_ não ouvirdes, e se não propozerdes no coração, dar honra ao
meu nome, diz o Senhor dos Exercitos, enviarei a maldição contra vós, e
amaldiçoarei as vossas bençãos; e tambem já tenho maldito a cada qual
d’ellas, porque vós não pondes _isso_ no coração.
3 Eis que vos corromperei a semente, e espalharei esterco sobre os vossos
rostos, o esterco das vossas festas; [2] e com elles sereis tirados.
4 Então sabereis que eu vos enviei este mandamento, para que o meu
concerto seja com Levi, diz o Senhor dos Exercitos.
5 Meu concerto com [3] elle foi a vida e a paz, e eu lh’as dei _para_
temor, e me temeu, e assombrou-se por causa do meu nome.
6 A lei [4] da verdade esteve na sua bocca, e a iniquidade não se achou
nos seus labios: andou comigo em paz e em rectidão, e converteu [5] a
muitos da iniquidade.
7 Porque [6] os labios do sacerdote guardarão a sciencia, e da sua bocca
buscarão a lei, [7] porque elle _é_ o anjo do Senhor dos Exercitos.
8 Mas vós vos desviastes do caminho, [8] a muitos fizestes tropeçar na
lei: corrompestes o concerto de Levi, diz o Senhor dos Exercitos.
9 Por isso [9] tambem eu vos fiz despreziveis, e indignos diante de todo
o povo, visto que não guardaes os meus caminhos, mas acceitaes pessoas na
lei.
_Os casamentos com mulheres estranhas e o divorcio são illicitos._
10 [10] Não temos nós todos um _mesmo_ Pae? não nos creou um _mesmo_
Deus? porque seremos desleaes cada um com seu irmão, profanando o
concerto de nossos paes?
11 Judah foi desleal, e abominação se obrou em Israel e em Jerusalem;
porque Judah profana a sanctidade do Senhor, a qual ama, [11] e se casou
com a filha de deus estranho.
12 O Senhor destruirá das tendas de Jacob o homem que fizer isto, o que
vela, e o que responde, [12] e o que offerece presente ao Senhor dos
Exercitos.
13 Tambem fazeis esta segunda coisa: cobris o altar do Senhor de
lagrimas, de choros e de gemidos; de sorte que elle não olha mais para o
presente, nem _o_ acceitará com prazer da vossa mão.
14 E dizeis: [13] Porque? porque o Senhor foi testemunha entre ti e a
mulher da tua mocidade, contra a qual tu foste desleal, sendo ella a tua
companheira, e a mulher do teu concerto.
15 E não fez [14] elle _sómente_ um? [AEU] sobejando-lhe espirito? e
porque _sómente_ este um? [15] buscava uma semente de Deus: portanto
guardae-vos em vosso espirito, e contra a mulher da vossa mocidade nenhum
seja desleal.
16 Porque o Senhor Deus de Israel diz que aborrece [16] o repudio, e
aquelle que encobre a violencia com o seu vestido, diz o Senhor dos
Exercitos: portanto guardae-vos em vosso espirito, e não sejaes desleaes.
17 Enfadaes [17] ao Senhor com vossas palavras: e ainda dizeis: Em que o
enfadamos? N’isto que dizeis: Qualquer que faz mal _é_ bom aos olhos do
Senhor, e n’estes taes _é que_ elle se agrada, ou, onde _está_ o Deus do
juizo?
[1] Lev. 26.14, etc. Deu. 28.15, etc.
[2] I Reis 14.10.
[3] Num. 25.12. Eze. 34.25 e 37.26.
[4] Deu. 33.10.
[5] Jer. 23.22. Thi. 5.20.
[6] Lev. 10.11. Deu. 17.9, 10. Esd. 7.10. Jer. 18.18. Agg. 2.11, 12.
[7] Gal. 4.14.
[8] I Sam. 2.17. Jer. 18.15. Neh. 13.29.
[9] I Sam. 2.30.
[10] I Cor. 8.6. Eph. 4.6. Job 31.15.
[11] Esd. 9.1 e 10.2. Neh. 13.23.
[12] Neh. 13.28, 29.
[13] Pro. 5.18 e 2.17.
[14] Mat. 19.4, 5.
[15] Esd. 9.2. I Cor. 7.14.
[16] Deu. 24.1. Mat. 5.32.
[17] Isa. 43.24. Amós 2.13. cap. 3.13, 14, 15.
_O annuncio da vinda do Senhor, precedido pelo seu anjo._
3 Eis que [1] eu envio o meu anjo, que apparelhará o caminho diante de
mim; [2] e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscaes, e
o anjo do concerto, a quem vós desejaes; eis aqui que vem, diz o Senhor
dos Exercitos.
2 Mas quem [3] supportará o dia da sua vinda? e quem subsistirá, quando
elle apparecer? [4] porque elle _será_ como o fogo do ourives e como o
sabão dos lavandeiros.
3 E assentar-se-ha, [5] affinando e purificando a prata; e purgará os
filhos de Levi, e os affinará como oiro e como prata: [6] então ao Senhor
trarão offerta em justiça.
4 E a offerta de Judah [7] e de Jerusalem será suave ao Senhor, como nos
dias antigos, e como nos primeiros.
5 E chegar-me-hei a vós para juizo, [8] e serei uma testemunha veloz
contra os feiticeiros e contra os adulteros, e contra os que juram
falsamente, e contra os que defraudam o jornaleiro em seu jornal, e a
viuva, e o orphão, que pervertem _o direito_ do estrangeiro, e não me
temem, diz o Senhor dos Exercitos.
6 Porque eu, o Senhor, [9] não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacob, não
sois consumidos.
_Não devemos roubar o Senhor nem duvidar da sua providencia e justiça._
7 Desde os dias de vossos paes [10] vos desviastes dos meus estatutos, e
não os guardastes: [11] tornae a mim, e eu tornarei a vós, diz o Senhor
dos Exercitos; mas vós dizeis: [12] Em que havemos de tornar?
8 Roubará o homem a Deus? porque vós me roubaes, e dizeis: Em que te
roubámos? [13] nos dizimos e nas offertas alçadas.
9 Com maldição _sois_ malditos, porque me roubaes a mim, sim, toda a
nação.
10 Trazei [14] todos os dizimos á casa do thesouro, para que haja
mantimento na minha casa, e provae-me n’isto, diz o Senhor dos Exercitos,
[15] se eu _então_ não vos abrirei as janellas do céu, e não vasarei
sobre vós uma benção até que não _caiba_ mais.
11 E por causa de vós reprehenderei o devorador, [16] para que não vos
corrompa o fructo da terra; e a vide no campo vos não será esteril, diz o
Senhor dos Exercitos.
12 E todas as nações vos chamarão bemaventurados; porque vós sereis uma
terra deleitosa, diz o Senhor dos Exercitos.
13 As vossas palavras [AEV] prevaleceram contra mim, diz o Senhor; mas
vós dizeis: Que temos fallado contra ti?
14 Vós dizeis: [17] Debalde _é_ servir a Deus: que _nos_ aproveita termos
guardado os seus preceitos, e andarmos vestidos de preto diante do Senhor
dos Exercitos?
15 Ora pois, nós reputamos por bemaventurados os soberbos: tambem os que
obram impiedade se edificam; tambem tentam ao Senhor, e escapam.
16 Então aquelles que temem ao Senhor [18] fallam cada um com o seu
companheiro; e o Senhor attenta e ouve; e [19] ha um memorial escripto
diante d’elle, para os que temem o Senhor, e para os que se lembram do
seu nome.
17 E elles serão meus, [20] diz o Senhor dos Exercitos, [21] n’aquelle
dia que farei me serão propriedade; poupal-os-hei, como um homem poupa a
seu filho, que o serve.
18 Então tornareis e vereis a _differença_ entre o justo e o impio; entre
o que serve a Deus, e o que não o serve.
[1] Mat. 11.10. Mar. 1.2. Luc. 1.76 e 7.27.
[2] Isa. 63.9. Agg. 2.7.
[3] cap. 4.1. Apo. 6.17.
[4] Mat. 3.10, 11, 12.
[5] Isa. 1.25. Zac. 13.9.
[6] I Ped. 2.5.
[7] cap. 1.11.
[8] Zac. 5.4. Thi. 5.4, 11.
[9] Num. 23.19. Rom. 11.29. Thi. 1.17. Lam. 3.22.
[10] Act. 7.51.
[11] Zac. 1.3.
[12] cap. 1.6.
[13] Nah. 13.10, 12.
[14] Pro. 3.9, 10. II Chr. 31.11. Neh. 10.38 e 13.12.
[15] Gen. 7.11. II Reis 7.2. II Chr. 31.10.
[16] Amós 4.9.
[17] Job 21.14, 15 e 22.17.
[18] Heb. 8.13.
[19] Isa. 65.6. Apo. 20.12.
[20] I Ped. 2.9.
[21] Isa. 62.3.
4 Porque [1] eis que aquelle dia vem ardendo como o forno: [2] todos os
soberbos, e todos os que obram a impiedade, serão como a palha; e o dia
que está para vir os abrazará, diz o Senhor dos Exercitos, [3] de sorte
que lhes não deixará nem raiz nem ramo.
2 Mas [4] a vós, que temeis o meu nome, [5] nascerá o sol da justiça, e
saude trará debaixo das suas azas; e saireis, e [AEW] crescereis como os
bezerros do cevadouro.
3 E [6] pizareis os impios, porque se farão cinza debaixo das plantas de
vossos pés, no dia em que fizer _isto_, diz o Senhor dos Exercitos.
4 Lembrae-vos [7] da lei de Moysés, meu servo, que lhe mandei em Horeb
para todo o Israel, dos estatutos e juizos.
5 Eis que eu vos envio o propheta Elias, [8] antes que venha o dia grande
e terrivel do Senhor;
6 E converterá o coração dos paes aos filhos, e o coração dos filhos a
seus paes; [9] para que eu não venha, e fira a terra com maldição.
[1] Joel 2.31. cap. 3.2. II Ped. 3.7.
[2] cap. 3.18. Oba. 18.
[3] Amós 2.9.
[4] cap. 3.6.
[5] Luc. 1.78. Eph. 5.14. II Ped. 1.19.
[6] II Sam. 22.43. Miq. 7.10. Zac. 10.5.
[7] Exo. 20.3, etc. Deu. 4.10.
[8] Mat. 11.14 e 17.11. Luc. 1.17. Joel 2.11.
[9] Zac. 14.12. Zac. 5.3.
FIM DO VELHO TESTAMENTO.
O NOVO TESTAMENTO DE NOSSO SENHOR JESUS CHRISTO, PELO PADRE JOÃO FERREIRA
D’ALMEIDA.
OS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO E O NUMERO DE SEUS CAPITULOS.
_Pag._ _Cap._
S. Mattheus 839 28
S. Marcos 875 16
S. Lucas 898 24
S. João 936 21
Actos 964 28
Aos Romanos 1000 16
I. Aos Corinthios 1015 16
II. Aos Corinthios 1030 13
Aos Galatas 1039 6
Aos Ephesios 1044 6
Aos Philippenses 1050 4
Aos Colossenses 1054 4
I. Aos Thessalonicenses 1057 5
II. Aos Thessalonicenses 1061 3
I. A Timotheo 1063 6
II. A Timotheo 1067 4
A Tito 1070 3
A Philemon 1072 1
Aos Hebreos 1073 13
S. Thiago 1084 5
I. S. Pedro 1088 5
II. S. Pedro 1092 3
I. S. João 1095 5
II. S. João 1099 1
III. S. João 1099 1
S. Judas 1100 1
Apocalypse da S. João 1101 22
O SANCTO EVANGELHO SEGUNDO S. MATTHEUS.
_A genealogia de Jesus Christo._
Luc. 3.23-38.
1 Livro [1] da geração de Jesus Christo, [2] filho de David, [3] filho
d’Abrahão.
2 Abrahão [4] gerou a Isaac; [5] e Isaac gerou a Jacob; [6] e Jacob gerou
a Judas e a seus irmãos;
3 E Judas gerou de Tamar [7] a Fares e a Zara; [8] e Fares gerou a Esrom;
e Esrom gerou a Arão;
4 E Arão gerou a Aminadab; e Aminadab gerou a Naason; e Naason gerou a
Salmon;
5 E Salmon gerou de Rachab a Booz, e Booz gerou de Ruth a Obed; e Obed
gerou a Jessé;
6 E [9] Jessé gerou ao rei David; [10] e o rei David gerou a Salomão, da
_que foi mulher_ de Urias;
7 E Salomão [11] gerou a Roboão; e Roboão gerou a Abia; e Abia gerou a
Asa;
8 E Asa gerou a Josaphat; e Josaphat gerou a Jorão; e Jorão gerou a Ozias;
9 E Ozias gerou a Joathão; e Joathão gerou a Achaz; e Achaz gerou a
Ezequias;
10 E Ezequias gerou a Manassés; [12] e Manassés gerou a Amon; e Amon
gerou a Josias;
11 E [13] Josias gerou a Jechonias e a seus irmãos na deportação para a
Babylonia.
12 E, depois da deportação para a Babylonia, [14] Jechonias gerou a
Salathiel; e Salathiel gerou a Zorobabel;
13 E [15] Zorobabel gerou a Abiud; e Abiud gerou a Eliakim; e Eliakim
gerou a Azor;
14 E Azor gerou a Sadoc; e Sadoc gerou a Achim; e Achim gerou a Eliud;
15 E Eliud gerou a Eleazar; e Eleazar gerou a Matthan; e Matthan gerou a
Jacob;
16 E Jacob gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se
chama o Christo.
17 De sorte que todas as gerações, desde Abrahão até David, _são_
quatorze gerações; e desde David até á deportação para a Babylonia,
quatorze gerações; e desde a deportação para a Babylonia até o Christo,
quatorze gerações.
_O nascimento de Jesus Christo[AEX]._
18 Ora o nascimento [16] de Jesus Christo foi assim: Estando Maria, sua
mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, [17] achou-se gravida do
Espirito Sancto.
19 Então José, seu marido, como era justo, [18] e a não queria infamar,
intentou deixal-a secretamente.
20 E, projectando elle isto, eis que n’_um_ sonho lhe appareceu um anjo
do Senhor, dizendo: José, filho de David, não temas receber a Maria tua
mulher, porque [19] o que n’ella está gerado é do Espirito Sancto;
21 E dará á luz _um_ filho [20] e chamarás o seu nome JESUS; [21] porque
elle salvará o seu povo dos seus peccados.
[Anno Domini]
22 Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do
Senhor, pelo propheta, que diz:
23 Eis que [22] a virgem conceberá e dará á luz _um_ filho, e
chamal-o-hão pelo nome EMMANUEL, que traduzido é: Deus comnosco.
24 E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenára,
e recebeu a sua mulher;
25 E não a conheceu até que deu á luz o seu filho, [23] o primogenito; e
poz-lhe por nome JESUS.
[1] Luc. 3.23.
[2] Psa. 132.11. Isa. 11.1. Jer. 23.5. João 7.42. Act. 2.30. Rom. 1.3.
[3] Gen. 12.3. Gal. 3.16.
[4] Gen. 21.2.
[5] Gen. 25.26.
[6] Gen. 29.35.
[7] Gen. 38.27.
[8] Ruth 4.18. I Chr. 2.5, 9.
[9] I Sam. 16.1.
[10] II Sam. 12.24.
[11] I Chr. 3.10.
[12] II Reis 20.21. I Chr. 3.13.
[13] I Chr. 3.15. II Reis 24.14. II Chr. 36.10. Jer. 27.20. Dan. 1.2.
[14] I Chr. 3.17, 19.
[15] Esd. 3.2 e 5.2. Neh. 12.1. Agg. 1.1.
[16] Luc. 1.27.
[17] Luc. 1.35.
[18] Deu. 24.1.
[19] Luc. 1.35.
[20] Luc. 1.31.
[21] Act. 4.12 e 5.31 e 13.23, 38.
[22] Isa. 7.14.
[23] Exo. 13.2. Luc. 2.7, 21.
_Os magos do oriente[AEY]._
2 E, tendo nascido Jesus em [1] Bethlehem de Judéa, no tempo do rei
Herodes, eis que _uns_ magos vieram do oriente a Jerusalem,
2 Dizendo: [2] Onde está aquelle que é nascido rei dos judeos? porque
vimos a sua estrella no oriente, e viemos a adoral-o.
3 E o rei Herodes, ouvindo _isto_, perturbou-se, e toda Jerusalem com
elle.
4 E, congregados todos os principes dos sacerdotes, [3] e os escribas do
povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Christo.
5 E elles lhe disseram: Em Bethlehem de Judea; porque assim está escripto
pelo propheta:
6 E tu, Bethlehem, [4] terra de Judah, de modo nenhum és a menor entre
[AEZ] as capitaes de Judah; porque de ti sairá o [AFA] Guia que ha de
apascentar [5] o meu povo de Israel.
7 Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exactamente
d’elles _ácerca_ do tempo em que a estrella lhes apparecera.
8 E, enviando-os a Bethlehem, disse: Ide, e perguntae diligentemente pelo
menino, e, quando o achardes, participae-m’o, para que tambem eu vá e o
adore.
9 E, tendo elles ouvido o rei, foram-se; e eis-que a estrella, que tinham
visto no oriente, ia adiante d’elles, até que, chegando, se deteve sobre
_o logar_ onde estava o menino.
10 E, vendo elles a estrella, alegraram-se muito com grande alegria.
11 E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe, e,
prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus thesouros, lhe offertaram
dadivas: [6] oiro, incenso e myrrha.
12 E, [7] sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não
voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro
caminho.
_A fugida para o Egypto; a matança dos innocentes._
13 E, tendo-se elles retirado, eis-que o anjo do Senhor appareceu a José
em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o
Egypto, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes ha de procurar
o menino para o matar.
14 E, levantando-se elle, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para
o Egypto,
15 E esteve lá até á morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi
dito da parte do Senhor pelo propheta, que diz: [8] Do Egypto chamei o
meu Filho.
16 Então Herodes, vendo que tinha sido illudido pelos magos, irritou-se
muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Bethlehem, e em todos
os seus contornos, de _edade de_ dois annos e menos, segundo o tempo que
diligentemente inquirira dos magos.
17 Então se cumpriu o que foi dito pelo propheta Jeremias, [9] que diz:
18 Em Rama se ouviu _uma_ voz, lamentação, choro e grande pranto: Rachel
chorando os seus filhos, e não quiz ser consolada, porque _já_ não
existem.
_A volta do Egypto._
19 Morto porém Herodes, eis que o anjo do Senhor appareceu n’um sonho a
José no Egypto,
20 Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vae para a terra
d’Israel; porque _já_ estão mortos os que procuravam a [AFB] morte do
menino.
21 Então elle se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra
d’Israel.
22 E, ouvindo que Archelau reinava na Judea em logar de Herodes, seu pae,
receiou ir para lá: mas avisado em sonho por divina revelação, [10] foi
para as partes da Galilea.
23 E chegou, e habitou n’_uma_ cidade chamada Nazareth, [11] para que se
cumprisse o que fôra dito pelos prophetas: Que se chamará Nazareno.
[1] Luc. 2.4, 6, 7. Gen. 10.30 e 25.6. I Reis 4.30.
[2] Luc. 2.11. Num. 24.17. Isa. 60.3.
[3] II Chr. 36.14 e 34.13. Mal. 2.7.
[4] Miq. 5.2. João 7.42.
[5] Apo. 2.27.
[6] Psa. 72.10, 11. Isa. 60.6.
[7] Mat. 1.20.
[8] Ose. 11.1.
[9] Jer. 31.15.
[10] Mat. 3.13. Luc. 2.39.
[11] João 1.45. Jui. 13.5. I Sam. 1.11.
_João Baptista._
Mar. 1.1-8. Luc. 3.1-18. João 1.6-8, 19-36.
[Anno Domini 26]
3 E, n’aquelles dias, [1] appareceu João Baptista prégando no deserto da
Judea,
2 E dizendo: Arrependei-vos, [2] porque é chegado o reino dos céus;
3 Porque é este o annunciado pelo propheta Isaias, que disse: [3] Voz do
que clama no deserto: preparae o caminho do Senhor, endireitae as suas
veredas.
4 E este João tinha [4] o seu vestido de pellos de camelo, e _um_ cinto
de coiro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel
silvestre.
5 Então ia ter com elle Jerusalem, [5] e toda a Judea, e toda a provincia
adjacente ao Jordão,
6 E eram por elle baptizados no _rio Jordão_, [6] confessando os seus
peccados.
7 E, vendo elle muitos dos phariseos e dos sadduceos, que vinham ao seu
baptismo, dizia-lhes: [7] Raça de viboras, quem vos ensinou a fugir da
ira futura?
8 Produzi pois fructos dignos de arrependimento;
9 E não presumaes de vós mesuros, dizendo: [8] Temos por pae a Abrahão;
porque eu vos digo que mesmo d’estas pedras Deus pode suscitar filhos a
Abrahão.
10 E tambem agora está posto o machado á raiz das arvores; toda [9] a
arvore, pois, que não produz bom fructo, é cortada e lançada no fogo.
11 E eu, em verdade, [10] vos baptizo com agua, para o arrependimento;
mas aquelle que vem após mim, é mais poderoso do que eu; cujas [AFC]
alparcas não sou digno de levar; [11] elle vos baptizará com o Espirito
Sancto, e _com_ fogo.
12 Em sua mão _tem_ a pá, [12] e limpará a sua eira, e recolherá no
celleiro o seu trigo, [13] e queimará a palha com fogo que nunca se
apagará.
_O baptismo de Jesus._
Mar. 1.9-11. Luc. 3.21, 22. João 1.32-34.
13 Então veiu Jesus da Galilea a João, [14] junto do Jordão, para ser
baptizado por elle,
14 João oppunha-se-lhe, porém, dizendo: Eu careço de ser baptizado por
ti, e vens tu a mim?
15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa _por_ agora, porque assim
nos convem cumprir toda a justiça. Então elle o deixou.
16 E, sendo Jesus baptizado, [15] saiu logo da agua, e eis-que se lhe
abriram os céus, e viu o Espirito de Deus [16] descendo como pomba e
vindo sobre elle.
17 E eis que [17] uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em
quem me comprazo.
[1] Mar. 1.4. Luc. 3.2. João 1.28. Jos. 14.10.
[2] Dan. 2.44. cap. 4.17.
[3] Isa. 40.3. Mar. 1.3. Luc. 3.4. João 1.23. Luc. 1.76.
[4] Mar. 1.6. I Reis 1.8. Zac. 13.4. Lev. 11.22. I Sam. 14.25, 26.
[5] Mar. 1.5. Luc. 3.7.
[6] Act. 19.4, 18.
[7] Mat. 12.34. Luc. 3.7, 8, 9. Rom. 5.9. I The. 1.10.
[8] João 8.33, 39. Act. 13.26. Rom. 4.1, 11.
[9] Mat. 7.19. Luc. 13.7. João 15.6.
[10] Mar. 1.8. Luc. 3.16. João 1.15, 26, 33. Act. 1.5.
[11] Isa. 4.4 e 44.3. Mal. 3.2. Act. 2.3, 4. I Cor. 12.13.
[12] Mal. 3.3.
[13] Mal. 4.1.
[14] Mar. 1.9. Luc. 3.21. cap. 2.22.
[15] Mar. 1.10.
[16] Isa. 11.2. Luc. 3.22. João 1.32, 33 e 12.28.
[17] Psa. 2.7. Isa. 42.1. cap. 12.18. Mar. 1.11. Luc. 9.35. Eph. 1.6.
Col. 1.13. II Ped. 1.17.
_A tentação de Jesus._
Mar. 1.12-13. Luc. 4.1-13.
[Anno Domini 27]
4 Então foi conduzido Jesus pelo Espirito ao deserto, [1] para ser
tentado pelo diabo.
2 E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
3 E, chegando-se a elle o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus,
manda que estas pedras se façam pães.
4 Elle, porém, respondendo, disse: Está escripto: [2] Nem só de pão
viverá o homem, mas de toda a palavra que sae da bocca de Deus.
5 Então o diabo o levou á cidade sancta, [3] e collocou-o sobre o
pinaculo do templo,
6 E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; [4]
porque está escripto: Que aos seus anjos ordenará a respeito de ti; e
tomar-te-hão nas mãos, para que nunca tropeces em _alguma_ pedra.
7 Disse-lhe Jesus: Tambem está escripto: [5] Não tentarás o Senhor teu
Deus.
8 Novamente o levou o diabo a um monte muito alto, e mostrou-lhe todos os
reinos do mundo, e a gloria d’elles.
9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 Então disse-lhe Jesus: [6] Vae-te, Satanaz, porque está escripto: Ao
Senhor teu Deus adorarás, e só a elle servirás.
11 Então o diabo o deixou; e, eis-que chegaram os anjos, [7] e o
serviram.
_Jesus em Galilea; os primeiros discipulos._
Mar. 1.14, etc. Luc. 4.14, etc.; 5.1-11.
[Anno Domini 30]
12 Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, [8] voltou para a Galilea;
13 E, deixando Nazareth, foi habitar em Capernaum, _cidade_ maritima, nos
confins de Zabulon e Naphtali;
14 Para que se cumprisse o que foi dito pelo propheta Isaias, que diz:
15 A terra de Zabulon, [9] e a terra de Naphtali, _junto_ ao caminho do
mar, além do Jordão, a Galilea das nações;
16 O povo, [10] assentado em trevas, viu uma grande luz; e para os que
estavam assentados na região e sombra da morte raiou a luz.
17 Desde então começou Jesus a prégar, e a dizer: [11] Arrependei-vos,
porque é chegado o reino dos céus.
18 E Jesus, andando junto ao mar da Galilea, [12] viu a dois irmãos,
Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram
pescadores:
19 E disse-lhes: [13] Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
20 Então elles, deixando logo as redes, [14] seguiram-n’o.
21 E, adiantando-se d’ali, [15] viu outros dois irmãos, Thiago,
_filho_ de Zebedeo, e João, seu irmão, n’um barco com seu pae Zebedeo,
concertando as redes; e chamou-os;
22 Elles, deixando immediatamente o barco e seu pae, seguiram-n’o.
23 E percorria Jesus toda a Galilea, [16] ensinando nas suas synagogas
e prégando o Evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e
molestias entre o povo.
24 E a sua fama correu por toda a Syria, e traziam-lhe todos os
que padeciam, accommettidos de varias enfermidades e tormentos, os
endemoninhados, os lunaticos, e os paralyticos, e elle os curava.
25 E seguia-o uma grande multidão _de gente_ da Galilea, [17] de
Decapolis, de Jerusalem, da Judea, e d’além do Jordão.
[1] Mar. 1.12, etc. Luc. 4.1, etc. I Sam. 18.12. Eze. 3.14.
[2] Deu. 8.3.
[3] Neh. 11.1, 18. Isa. 48.2. cap. 27.53. Apo. 11.2.
[4] Psa. 91.11.
[5] Deu. 6.16.
[6] Deu. 6.13 e 10.20. Jos. 24.14. I Sam. 7.3.
[7] Heb. 1.14.
[8] Mar. 1.14. Luc. 3.20 e 4.14, 31. João 4.43.
[9] Isa. 9.1, 2.
[10] Isa. 42.7. Luc. 2.32.
[11] Mar. 1.14, 15. cap. 10.7.
[12] Mar. 1.16, 18. Luc. 5.2. João 1.42.
[13] Luc. 5.10, 11.
[14] Mar. 10.28. Luc. 18.28.
[15] Mar. 1.19. Luc. 5.10.
[16] cap. 9.35. Mar. 1.21. Luc. 4.15, 44. cap. 24.14. Mar. 1.14 e 1.34.
[17] Mar. 3.7.
_O sermão da montanha. As beatitudes._
Luc. 6.20-29.
[Anno Domini 31]
5 E Jesus, vendo a multidão, [1] subiu a um monte, e, assentando-se,
approximaram-se d’elle os seus discipulos:
2 E, abrindo a sua bocca, os ensinava, dizendo:
3 Bemaventurados os pobres de espirito, [2] porque d’elles é o reino dos
céus;
4 Bemaventurados os que choram, [3] porque elles serão consolados;
5 Bemaventurados os mansos, [4] porque elles herdarão a terra;
6 Bemaventurados os que teem fome e sêde de justiça, [5] porque elles
serão fartos;
7 Bemaventurados os misericordiosos, [6] porque elles alcançarão
misericordia;
8 Bemaventurados os limpos de coração, [7] porque elles verão a Deus;
9 Bemaventurados os pacificadores, porque elles serão chamados filhos de
Deus;
10 Bemaventurados os que soffrem perseguição por causa da justiça, [8]
porque d’elles é o reino dos céus;
11 Bemaventurados sois vós, [9] quando vos injuriarem e perseguirem, e,
mentindo, fallarem todo o mal contra vós por minha causa.
12 Exultae e alegrae-_vos_, [10] porque é grande o vosso galardão nos
céus; porque assim perseguiram os prophetas que _foram_ antes de vós.
_Os discipulos são o sal da terra e a luz do mundo._
13 Vós sois o sal da terra; [11] e se o sal fôr insipido, com que se ha
de salgar? para nada mais presta senão para se lançar fóra, e ser pisado
pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo: não [12] se pode esconder uma cidade
edificada sobre um monte,
15 Nem se accende a candeia [13] e se colloca debaixo do alqueire, mas no
velador, e dá luz a todos que estão na casa.
16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, [14] para que vejam
as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pae, que _está_ nos céus.
_O cumprimento da lei e dos prophetas._
17 Não cuideis [15] que vim destruir a lei _ou_ os prophetas: não vim a
derogar, mas a cumprir.
18 Porque em verdade vos digo, que, [16] até que o céu e a terra passem,
nem um jota nem um só til se omittirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
19 Qualquer [17] pois que violar um d’estes mais pequenos mandamentos,
e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus;
aquelle, porém, que _os_ cumprir e ensinar será chamado grande no reino
dos céus.
20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder _a_ dos escribas e
phariseos, [18] de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
21 Ouvistes que foi dito aos antigos: [19] Não matarás; mas qualquer que
matar será [AFD] réu de juizo.
22 Eu vos digo, porém, que [20] qualquer que, sem motivo, se encolerisar
contra seu irmão, será réu de juizo; e qualquer que disser a seu irmão:
Raca, [21] será réu do synhedrio; qualquer que _lhe_ disser: Louco, será
[AFE] réu do fogo do inferno.
23 Portanto, [22] se trouxeres a tua offerta ao altar, e ahi te lembrares
de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 Deixa ali diante do altar a tua offerta, [23] e vae, reconcilia-te
primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua offerta.
25 Concilia-te depressa com o teu adversario, [24] emquanto estás no
caminho com elle, para que não aconteça que o adversario te entregue ao
juiz, e o juiz te entregue ao [AFF] ministro, e te encerrem na prisão.
26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás d’ali emquanto não
pagares o ultimo ceitil.
27 Ouvistes que foi dito aos antigos: [25] Não commetterás adulterio.
28 Eu vos digo, porém, que [26] qualquer que attentar n’uma mulher para a
cobiçar, já em seu coração commetteu adulterio com ella.
29 Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, [27] arranca-o e
atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus
membros, do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.
30 E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe
de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca, do que todo o
teu corpo seja lançado no inferno.
31 Tambem foi dito: [28] Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de
desquite.
32 Eu, [29] porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, sem ser
por causa de fornicação, faz que ella commetta adulterio, e qualquer que
casar com a repudiada commette adulterio.
33 Outrosim, ouvistes que foi dito aos antigos: [30] Não perjurarás, mas
cumprirás teus juramentos ao Senhor.
34 Eu vos digo, porém, [31] que de maneira nenhuma jureis: nem pelo céu,
porque é o throno de Deus;
35 Nem pela terra, porque é o escabello de seus pés; nem por Jerusalem,
[32] porque é a cidade do grande Rei;
36 Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabello branco
ou preto.
37 Seja, porém, o vosso fallar: [33] Sim, sim, Não, não, porque o que
passa d’isto é de procedencia maligna.
38 Ouvistes que foi dito: [34] Olho por olho, e dente por dente.
39 Eu vos digo, porém, [35] que não resistaes ao mal; mas, se qualquer te
bater na face direita, offerece-lhe tambem a outra;
40 E ao que quizer pleitear comtigo, e tirar-te o vestido, larga-lhe
tambem a capa;
41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, [36] vae com elle duas.
42 Dá a quem te pedir, [37] e não te desvies d’aquelle que quizer que lhe
emprestes.
43 Ouvistes que foi dito: [38] Amarás o teu proximo, e aborrecerás o teu
inimigo.
44 Eu vos digo, porém: [39] Amae a vossos inimigos, bemdizei os que vos
maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orae pelos que vos maltratam e
vos perseguem;
45 Para que sejaes filhos do vosso Pae que _está_ nos céus; [40] porque
faz que o seu sol se levante sobre os maus e os bons, e a chuva desça
sobre os justos e os injustos.
46 Pois, se amardes os que vos amam, [41] que galardão havereis? não
fazem os publicanos tambem o mesmo?
47 E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? não
fazem os publicanos tambem assim?
48 Sêde vós pois perfeitos, [42] como é perfeito o vosso Pae que _está_
nos céus.
[1] Mar. 3.13.
[2] Luc. 6.20. Psa. 51.19. Pro. 16.19. Isa. 57.15.
[3] Isa. 61.2. Luc. 6.21. João 16.20. II Cor. 1.7. Apo. 21.4.
[4] Psa. 37.14. Rom. 4.13.
[5] Isa. 55.1 e 65.13.
[6] Psa. 41.1. cap. 6.14. Mar. 11.25. II Tim. 1.16. Heb. 6.10. Thi. 2.13.
[7] Psa. 15.3. Heb. 12.14. I Cor. 13.12. I João 3.2.
[8] II Cor. 4.17. II Tim. 2.12. I Ped. 3.14.
[9] Luc. 6.22. I Ped. 4.14.
[10] Luc. 6.23. Act. 5.41. Rom. 5.3. Thi. 1.2. I Ped. 4.13. II Chr.
36.16. Neh. 9.26. cap. 23.34, 37. Act. 7.52. I The. 2.16.
[11] Mar. 9.49. Luc. 14.34, 35.
[12] Pro. 4.18. Phi. 2.15.
[13] Mar. 4.21. Luc. 8.16.
[14] I Ped. 2.12. João 15.8. I Cor. 14.25.
[15] Rom. 3.31 e 10.4. Gal. 3.24.
[16] Luc. 16.17.
[17] Thi. 2.10.
[18] Rom. 9.31 e 10.3.
[19] Exo. 20.13. Deu. 5.17.
[20] I João 3.15.
[21] Thi. 2.20.
[22] cap. 8.4.
[23] Job 42.8. cap. 18.19. I Tim. 2.8. I Ped. 3.7.
[24] Pro. 25.8. Luc. 12.58, 59. Psa. 31.6. Isa. 55.6.
[25] Exo. 20.14. Deu. 5.18.
[26] Job 31.1. Pro. 6.25. Gen. 34.2. II Sam. 11.2.
[27] cap. 18.8, 9. Mar. 9.43, 47. cap. 19.12. Rom. 8.13. I Cor. 9.27.
Col. 3.5.
[28] Deu. 24.1. Jer. 3.1. cap. 19.3. Mar. 10.2.
[29] cap. 19.9. Luc. 16.18. Rom. 7.3. I Cor. 7.10.
[30] cap. 23.16. Exo. 20.7. Lev. 19.12. Num. 30.2. Deu. 5.11 e 23.23.
[31] cap. 23.16. Thi. 5.12. Isa. 66.1.
[32] Psa. 48.2.
[33] Col. 4.6. Thi. 5.12.
[34] Exo. 21.24. Lev. 24.20. Deu. 19.21.
[35] Pro. 20.22. Luc. 6.29. Rom. 12.17. I Cor. 6.7. I The. 5.15. I Ped.
3.9. Isa. 50.6. Lam. 3.30.
[36] cap. 27.32. Mar. 15.21.
[37] Deu. 15.8, 10. Luc. 6.30, 35.
[38] Lev. 19.18. Deu. 23.6.
[39] Luc. 6.27, 35. Rom. 12.14, 20. Luc. 23.34. Act. 7.59. I Cor. 4.12. I
Ped. 2.23.
[40] Job 25.3.
[41] Luc. 6.32.
[42] Gen. 17.1. Lev. 11.44. Luc. 6.38. Col. 1.28. Thi. 1.4. I Ped. 1.15.
Eph. 5.1.
_Continuação do sermão da montanha. Esmolas. Oração. Jejum._
6 Guardae-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes
vistos por elles: aliás não tereis galardão junto de vosso Pae, que
_está_ nos céus.
2 Quando pois deres esmola, não [1] faças tocar trombeta adiante de
ti, como fazem os hypocritas nas synagogas e nas ruas, para serem
glorificados pelos homens. Em verdade vos digo _que_ já receberam o seu
galardão.
3 Mas, quanto tu deres esmola, não saiba a tua _mão_ esquerda o que faz a
tua direita;
4 Para que a tua esmola seja _dada_ occultamente: e teu Pae, que vê em
segredo, [2] te recompensará publicamente.
5 E, quando orares, não sejas como os hypocritas; pois se comprazem em
orar em pé nas synagogas, e ás esquinas das ruas, para serem vistos pelos
homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
6 Mas tu, quando orares, [3] entra no teu aposento, e, fechando a
tua porta, ora a teu Pae que _está_ em occulto; e teu Pae, que vê
secretamente, te recompensará.
7 E, orando, [4] não useis palavras vãs, como os gentios, que pensam que
por muito [5] fallarem serão ouvidos.
8 Não vos assimilheis pois a elles; porque vosso Pae sabe o que vos é
necessario, antes de vós lh’o pedirdes.
9 Portanto, vós orareis assim: [6] Pae nosso, que _estás_ nos céus,
sanctificado seja o teu nome;
10 Venha o teu reino, [7] seja feita a tua vontade, _assim_ na terra [8]
como no céu;
11 O pão nosso de cada [9] dia nos dá hoje;
12 E perdoa-nos as nossas dividas, [10] assim como nós perdoamos aos
nossos devedores;
13 E não nos induzas [11] á tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é
o reino, e o poder, e a gloria, para sempre. Amen.
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas offensas, [12] tambem vosso
Pae celestial vos perdoará a vós;
15 Se, porém, [13] não perdoardes aos homens as suas offensas, tambem
vosso Pae vos não perdoará as vossas offensas.
16 E, [14] quando jejuaes, não vos mostreis contristados como os
hypocritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça
que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
17 Porém tu, quando jejuares, unge [15] a tua cabeça, e lava o teu rosto.
18 Para não parecer aos homens que jejuas, mas a teu Pae, que _está_ em
occulto; e teu Pae, que vê em occulto, te recompensará.
_O thesouro no céu. O olho puro. Os dois senhores. A anciosa solicitude
pela nossa vida._
19 Não ajunteis thesouros na terra, [16] onde a traça e a ferrugem _tudo_
consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
20 Mas ajuntae thesouros no céu, [17] onde nem a traça nem a ferrugem
corrompe, e onde os ladrões não minam nem roubam.
21 Porque onde estiver o vosso thesouro, ahi estará tambem o vosso
coração.
22 A candeia do corpo é o [18] olho; de sorte que, se o teu olho fôr bom,
todo o teu corpo terá luz;
23 Se, porém, o teu olho fôr mau, o teu corpo será tenebroso. Se,
portanto, a luz que em ti ha são trevas, quão grandes _serão_ as trevas!
24 Ninguem pode servir a [19] dois senhores; porque ou ha de odiar um e
amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. [20] Não podeis
servir a Deus e [AFG] a Mammon.
25 Por isso vos digo: [21] Não andeis cuidadosos emquanto á vossa vida,
pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, emquanto ao
vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o
mantimento, e o corpo _mais_ do que o vestido?
26 Olhae para as aves do céu, [22] que nem semeiam, nem segam, nem
ajuntam em celleiros; e vosso Pae celestial as alimenta. Não tendes vós
muito mais valor do que ellas?
27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, accrescentar um
covado á sua estatura?
28 E, emquanto ao vestido, porque andaes solicitos? Olhae para os lirios
do campo, como elles crescem: não trabalham nem fiam;
29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua gloria, se vestiu
como qualquer d’elles.
30 Pois, se Deus assim enfeita a herva do campo, que hoje existe e ámanhã
é lançada no forno, não vos _vestirá_ muito mais a vós, _homens_ de pouca
fé?
31 Não andeis pois inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos,
ou com que nos vestiremos?
32 (Porque todas estas _coisas_ os gentios procuram) Pois vosso Pae
celestial bem sabe que necessitaes de todas estas _coisas_;
33 Mas buscae primeiro o reino de Deus, [23] e a sua justiça, e todas
estas _coisas_ vos serão accrescentadas.
34 Não vos inquieteis pois pelo dia d’ámanhã, porque o dia d’ámanhã
cuidará de si mesmo. Basta a _cada_ dia o seu mal.
[1] Rom. 12.8.
[2] Luc. 14.14.
[3] II Reis 4.33.
[4] Ecc. 5.2.
[5] I Reis 18.26, 29.
[6] Luc. 11.2.
[7] cap. 26.39, 42. Act. 21.14.
[8] Psa. 103.19.
[9] Job 23.12. Pro. 40.8.
[10] cap. 18.21.
[11] cap. 26.41. Luc. 22.40, 46. I Cor. 10.13. II Ped. 2.9. Apo. 5.10.
João 17.5.
[12] Mar. 11.25, 26. Eph. 4.32. Col. 3.13.
[13] cap. 18.35. Thi. 2.13.
[14] Isa. 58.5.
[15] Ruth 3.3. Dan. 10.3.
[16] Pro. 23.4. I Tim. 6.17. Heb. 13.5. Thi. 5.1.
[17] cap. 19.21. Luc. 12.23, 34 e 18.22. I Tim. 6.19. I Ped. 1.4.
[18] Luc. 11.34, 36.
[19] Luc. 16.13.
[20] Gal. 1.10. I Tim. 6.17. I João 2.15.
[21] Psa. 55.23. Luc. 12.22. Phi. 4.6. I Ped. 5.7.
[22] Job 38.41. Psa. 147.9. Luc. 12.24.
[23] I Reis 3.13. Psa. 37.25. Mar. 10.30. Luc. 12.31. I Tim. 4.8.
_Continuação do sermão da montanha. O juizo temerario. As coisas sanctas
não deis aos cães. Perseverança na oração. A porta estreita. Os falsos
prophetas. Devemos ouvir e executar as palavras de Jesus._
7 Não julgueis, [1] para que não sejaes julgados.
2 Porque com o juizo com que julgardes sereis julgados, [2] e com a
medida com que tiverdes medido hão de medir para vós.