--Não me _fanfe_, ouviu.
--O senhor pensa que eu lhe tenho medo.--
Esbofeteou-a; o temperamento molle da Joaquina prorompeu n'um soluço
comprimido, Ermelinda interveio, patrocinou a causa d'ella...
--Nem quero ouvir fallar de tal mulher, contas e rua, já...--e sahiu da
sala, um ar embofado de D. Quixote--
--Cá a espero no escriptorio.
--Oh, minha rica senhora--e abraçaram-se as duas, uma effusão tumultuosa
de lagrimas, um adeus á convivencia de dezoito annos,--
--Tem paciencia, Joaquina, eu hei-de fazer-te tudo que puder, mas
que queres, tu bem o conheces--
--Ah que se não fosse a senhora e a menina!
--Então, mulher; olha, talvez a mais infeliz de todas seja eu...--
--E é sim, já se vê, que é; ai agora, é que a senhora as vai penar com
aquelle carrasco... mas olhe que para si eu sou sempre a mesma... casas
não me hão-de faltar, ainda outro dia a D. Amelinha Bastos me fallou,
quando ahi esteve por occasião da morte do Snr. Jorge... ai que grande
falta elle fez n'esta casa...
--Mas então com isso nada se remedeia!...--