_Virtude, não és mais que um nome_
Depois da morte de Cezar, os seus assassinos, forçados a fugirem deante
da cólera do povo, levantado por Antonio, retiraram-se para a Macedonia.
Os triumviros avançaram contra elles com forças consideraveis. Alguns
dias antes da batalha, que devia decidir da sorte da republica, e n'uma
noite em que Bruto velava na sua tenda, entregue a sombrias reflexões,
pareceu-lhe, de repente, que ouviu entrar alguem. Volvendo-se viu um
phantasma horrivel na sua presença.
--«Homem ou deus, quem és?»--lhe diz Bruto.
--«Sou o teu mau genio--responde--; vêr-me-has em breve em Philippes.»
Esta prophecia não devia tardar a realisar-se. Poucos dias depois, com
effeito, e na noite que precedeu a batalha de Philippes, quando Bruto
velava só na sua tenda, segundo o seu costume, em quanto que todo o
exercito estava mergulhado em somno, o mesmo phantasma lhe appareceu
segunda vez, o olhou com ar sinistro e se retirou sem proferir uma unica
palavra. No dia immediato, a liberdade romana expirava nas planicies de
Philippes, e Bruto matava-se, soltando esse grito de desanimo, muito
conhecido:
--«_Virtude, não és mais que um nome!_»