Vaga meditação onde arrojaste
Minha imaginação!--ás horas mortas
De alta noite, no templo solitario,
E em congresso de mortos, quando o espanto
Os resguarda co'as azas acurvadas
Da vista do que vive!--Alli corria
Minha mente, qual vaga a mente do homem,
Que em febre ardente desvairou por sonhos,
Onde se ajunctam troços de existencias,
Em nebuloso quadro; ou como ondea,
Entre a esperança e o susto, o moribundo,
A quem do passamento o véu já cinge
A amarellada fronte, e a quem já pesam
Sobre os olhos as palpebras, que affrouxa
Do anjo da morte o resonante grito.