Tu, Anjo do Senhor, que accendes o estro;
Que no espaço entre o abysmo e os ceus vagueas,
D'onde mergulhas no oceano a vista;
Tu que do trovador na mente arrojas
Quanto ha nos ceus esperançoso e bello,
Quanto ha no inferno tenebroso e triste,
Quanto ha nos mares magestoso e vago,
Hoje te invoco!--oh vem!--lança em minha alma
A harmonia celeste e o fogo e o genio,
Que dêm vida e vigor a um carme pio.