Para ésta tôrre deserta,
No verão ao sol exposta,
Que abrasado a queima e tosta,
No rigor do hinverno aberta
A chuvas, á ventania,
Sisnando—quem tal diria!
Mandou a filhinha linda,
Que alli fechada gemesse,
A virtuosa Adozinda!...
E ai de quem agua lhe desse,
Lhe desse vestido ou cama,
Que da sêde á morte crua
—Qual o mouro a sua dama—
Alli quer que morra nua,
De todos desemparada,
De seu pae amaldiçoada,
Só da triste mãe chorada!