Sem dar somente um gemido,
Sem se carpir nem queixar,
Como a ovelhinha tremente
Que sem dar nem um balido
Se deixa á morte levar,
Vai Adozinda innocente
Para aquella feia tôrre.
Pranto que furtivo corre
De quantos olhos a viam
A acompanha tristemente.
E o pae!... Ancias que o remordem
Ninguem as sabe nem vê.
N’um aposento incerrado,
Onde nem ao mais privado
Concedido é metter pé,
Só ficou, só permanece:
Só!—antes acompanhado
De quem os seus não esquece,
Do remorso,—do peccado.