—‘Filha, filha... a ésta hora!
Que succedeu?... que tens tu?’
Callada Adozinda chora.
—‘Ai, não, não me chameis filha!’
Rompe em fim, a soluçar,
Nadando n’um mar de pranto.
Pasmo, terror, maravilha,
Susto, medo, horror, espanto
No peito da triste Auzenda
Em confusão estupenda
De tropel foram quebrar.
—Que será?—E esse tyranno
De todo o socêgo humano,
_Dúvida_, o monstro fatal,
Que até nos deixa a esperança
Paraque do incerto mal
Seja maior a pujança,
Venha mais fino o punhal
Quando n’alma se nos crava,
Esse do peito lhe trava,
E ao cruel padecimento
Dobra angústias e tormento.