Isentai-me, Senhor, do atroz martírio que o coração sedento de bondade
padece nesta vida quando à sua voz só responde a dureza das paixões
e uma cobiça ardente, insaciável! Roubai-o a essa cruz, toda de
espinhos, em que rasgado se desfaz e muda um infinito amor em amarguras!
Ensinai-lhe, Senhor, a fortaleza e que, entre o desamor que o perseguir,
saiba ao menos amar a desventura!