Ah! Bem feliz, Senhor, seria o filho teu cuja sorte escutando o seu
desejo lhe deixasse escolher para seu quinhão a frescura das rosas
passageira vivendo longa vida prolongada na robustez das heras
caridosas; porque esse seria a tua imagem, bebendo sobre a terra dum só
cálice a suprema beleza e o teu poder. Mas, pois que à imperfeição eu
fui votado e nela hei-de cumprir o teu querer, vivesse eu como as rosas
um momento de candura e de graça e de perfume, e morresse incensando
heras robustas de caridade e viço imarcescível!... Passasse assim na
terra, como passa, numa tarde de Abril embalsamada, a unção de gloria
que os rosais verteram sobre o vigor das eras persistente!... E seria
feliz, abençoado, tendo sonhado a tua eternidade envolta num alento de
doçura.