O mais rude como o mais experimentado adorou neste mundo a eternidade.
Na hora mais breve que se esvai e passa, no sorrir e nos olhos dos que
amou, quis ver e quis sentir luz que não morre; e fielmente, talvez para
não cair em tentação de perjúrio ou fraqueza, quis encarnar a crença na
flor, dar um cálice à fé e o seu quinhão da formosura que na terra a
louva.
A vida só é vida enquanto ama e traduz e adora a eternidade na beleza do
mundo e da nossa alma. É a tua lei, Senhor!
Possa eu servi-la e fosse este meu peito perpetua do romeiro onde
abrigasse um infinito amor e eterna graça!