Se para nos guardar na terra a formosura e alimentar nas veias o calor
elegeste na sebe um missionário, servidor desvelado da tua graça, se nem
esses teus bens mais preciosos viveram sem o abrigo e a caridade dos
companheiros que lhes destinaste, como poderei eu, Senhor, criar no
peito, neste peito gerado da fraqueza, o amor fecundo em que ele se
arrebate, florindo em bondade e mansidão, se em tua misericórdia não
mandares anjos bons que me guardem e dos teus inimigos me defendam?!...
Sinta eu sempre a meu lado, protegendo-me, o doce abrigo de filhos teus,
Senhor, daqueles teus eleitos e inspirados que na tua bondade e em
teu amor souberam redimir-se! Que por sua voz e sua fortaleza
arranquem meu coração ao sinistro abutre da descrença, do ódio e da
avareza a que lugubremente se entregaram os que em solitário orgulho te
ignoram!