III

A terra que ele amou, amou-o também!...

Quando morreu, calaram-se no ermo os seixos que cantavam, rolando

alegremente pela enxada; murchou endurecido o prado à míngua do

sustento que alimentava as ávidas raízes, entumecida a erva verdejante,

quando, pelas madrugadas calmas do Estio, o cavador se erguia a

socorrê-las, atento, diligente, cortando breve o sono, para que por sua

culpa não sofressem as miríades de seres sob sua guarda, mudos para os

demais mas eloquentes para quem lhes conhecia a aspiração. Não mais ao

despontar da aurora respondeu o jorro da água límpida tirada entre o

mover estrídulo das rodas pelo jugo robusto que a elevava da frescura

dos poços obscuros à claridade rútila dos céus.

Foram essas as lágrimas que a terra, lacrimosa e viúva, chorou pelo

criador humilde do seu viço,--aquela mesma terra desdenhosa que,

indiferente, sepulta os orgulhosos, degenerados do seu culto e crença.

Rogações de Eremita · 第 28 / 111 题