Então, comovido e grato, reconhecendo a esmola que me alegrava o
coração, quis dizer ao Senhor a minha prece, quis confessar-lhe a
exaltação da minha alma pela serena luz que ele acendia no meu peito
turvado de combates. Loucamente balbuciei palavras loucas, e todas se
perdiam apagadas! Tão alto e tão profundo o meu sentir, não souberam
dizê-lo esses murmúrios frouxos e mortais de lábios débeis que mortais
nasceram.
Cessou minha oração nesse momento. Pressenti sombras de orgulho,
desvairado, na tentação de ver e penetrar a omnipotência de harmonia e
ordem que é a razão de ser de quanto existe. E humildemente apenas repeti:
--Senhor! Senhor! Senhor!...