II

Senhor! Porque me roubas, a mim a quem mandaste o teu Espírito para eu

sentir claramente o teu império, a quem tu deste um coração ardente para

abrigar-te e a voz para louvar teu nome e o repetir,--porque me roubas

aquele ingénuo anseio de indulgencia, esse perdão tecido de caricias com

que dotaste inconscientes servos, obreiros mudos da tua vontade?!...

Porque, Senhor, me privas desse bem de esquecer toda a injuria, todo o

mal, e de cobrir de afectos todo o crime e em carinhos dissipar sua

lembrança?!...

Isenta-me, Senhor, desse tormento da consciência algoz que até perdoando

volta a julgar os homens e os condena! Pois que lhe deste entrada no meu

peito, salvai-a do martírio em que adorando-te te veja distinguindo nos

homens bem e mal em vez de os confundir no teu sagrado amor

omnisciente.

Rogações de Eremita · 第 21 / 111 题