Leocadia, Eduardo _e_ Jorge.
Jorge.--Eduardo, preciso roubar-te um instante a essa senhora... tens a
bondade!
Eduardo.--Ah! sim... esta senhora não vai de certo queixar-se á policia
pelo roubo...
Jorge (_a sós_).--Fazes um sacrificio deixando-me cinco minutos com
ella?
Eduardo.--Sacrificio... nenhum; mas a decencia pede que eu não esteja
aqui servindo de sentinella á vista a um teu namoro... Ai!... espera...
eu dirijo-me a estas duas almas penadas, que ahi vem... Vou
comprimental-as, e tu, como penetrante abutre, desce o vôo sobre a
presa... (_Comprimenta duas damas, vestidas de branco, em quanto Jorge
vai sentar-se ao lado de Leocadia_). Parecem-me dous anjos, minhas
senhoras. São duas virgens de Taurida, que fazem lembrar as alvissimas
virtudes de Ephigenia... (_As damas, que elle acompanha, com gaifonas
cortezãs, retiram-se sorrindo_).