—Levaste ou cahiste, mano?
—Cahi do cavallo.
—Bom tombo! ias ficando sem um olho! Estás um limpo cavalleiro, não tem
duvida!
E ficaram n’isto; mas as familias d’outros academicos de Miranda, de
bocca em bocca, fizeram chegar ás orelhas de D. Sueiro de Aguilar a rija
sova, que levara o irmão.
O senhor dos Coutos de Fervença e Caçarelhos Estevães e Villariça disse
ao irmão:
—Como assim?
—Assim quê?—perguntou D. Alexandre.
—Corre que essa cicatriz foi bordoada que levaste! Foi ou não?
—Foi desordem: dei e levei.
—E ficaste mal?
—Fiquei ferido; mas sem deshonra. O adversario era valente como as armas.
—Quem?
—O marido de tua cunhada.
—O villão? E vive!...
—Por em quanto... vive.
—De que serve aqui o Ayrão?
Ayrão era a graça do desertor.