A França do tempo de José Estevão vivia na anciedade de saldar o encargo
formidavel que a sua audacia lhe impozéra,--a victoria e consolidação
d'aquillo que na historia se designou pelo nome de principios da
Revolução Franceza. Procurava, n'uma inquietação interminavel, cumprir
as obrigações que as circumstancias politicas e a propaganda e promessa
fascinante dos seus genios havia creado,--trazer aos povos de todo o
mundo a redempção dos males e angustias passadas, provenientes do
despotismo dos homens e das classes governantes, e dar-lhes em troca,
por uma nova constituição social adequada, a felicidade perpetua. O
seculo XVIII legára-lhe um amontoado informe de destroços e aspirações,
que ora se mostrava tenebroso ora resplandecia, uma confusão
indistrinçavel de cousas caducas, mortas e putridas, e de sementes a
despontarem e a germinarem, tumidas de vigor e irradiando belleza;
alternavam, n'uma extensão infinita, as ruinas irreparaveis e os fructos
tentadores de fecundissimas seáras. E era d'isto que o engenho e o
esforço dos homens havia de tirar uma sociedade renascida em riqueza e
justiça, em plenitude dos bens do corpo e da alma, em toda a sorte de
formosura; d'esse tumulto haviam de surgir a paz, a alegria e toda a
ventura, reinos de bemaventurança como o mundo jámais conhecêra. A
miseria, a oppressão, quanto nos faz a vida sombria e triste, iam
varrer-se da face da terra para os limbos infernaes da historia.
Affirmavam-n'o apostolos exaltados que pela crença davam o sangue e o
ultimo alento, sacrificando-os gloriosamente no patibulo e nos campos da
batalha.
«Se quizérmos dar uma ideia do grande movimento que foi a revolução
franceza, diremos» nas palavras de quem a estudou e conhece
profundamente[1] , «que foi a destruição de tudo o que era meramente
tradicional e o estabelecimento da existencia humana n'uma base de pura
razão, por meio d'um rompimento directo com tudo o que era historico.» O
despotismo dos reis e da nobreza feudal, prolongando na realidade a
servidão da gleba, quando já o espirito do tempo e as lições da
experiencia a haviam condemnado como uma desgraça e monstruosa;
privilegios e desigualdades calamitosas que redundavam em fome de
milhares de boccas e na corrupção sordida d'alguns poucos privilegiados;
um clero e uma egreja que pelo exemplo negavam a toda a hora a doutrina
christã e a substituiam por formulas magicas, cujo monopolio lhes
pertencia e cuja observancia dava a graça e a salvação eternas; a
degradação da religião, por este modo convertida n'um culto de signaes e
em devoções estupidas, apagando-lhe n'um ritualismo inane toda a
elevação em espirito e toda a limpidez de consciencia, e isto ao mesmo
tempo que os sacerdotes de Jesus davam o triste espectaculo da
sensualidade e do luxo perante multidões de trabalhadores a morrer
d'indigencia; uma demencia de vaidades, gozos e interesses sobrepondo-se
á miseria geral dos povos; e, por outro lado, o anathema dos pensadores
e philosophos, desvendando a lepra das sociedades e inflamando-as em
visões de cura, de saúde e de força, posto que este ultimo elemento não
fosse na opinião de bons espiritos o principal e influissem mais no
assombroso movimento de revolta os factos e as cousas do que o estudo, a
reflexão e a phantasia dos prophetas d'uma era nova[2] :--todo esse
descredito do passado e do existente fermentou e explodiu n'uma onda de
destruição e de sangue. A arvore carcomida, que exteriormente parecia
robusta e magestosa mas no intimo estava apodrecida e desfeita, ruiu
n'um momento com um estampido pavoroso. Ouviu-o com espanto a Europa
inteira, e embriagou-se nos fumos que os destroços exalavam. Abalaram-se
os fundamentos de toda a ordem constituida. Aquella vertigem, embora
primeiro se revelasse em França com uma intensidade sem precedentes, era
commum, em differentes gráus, a toda a Europa central e do occidente,
exceptuando a Inglaterra que muito se antecipára já no caminho das
reformas pedidas em tamanha violencia; e, se em França se manifestava
primeiro, era porventura porque alli haviam attingido maior extensão e
mais duro imperio os males a que se pretendia pôr termo, e alli tambem
haviam nascido, em mais larga escala e mais profundos, os devaneios
generosos de redempção e a confiança n'uma instantanea e segura
conversão da miseria em fortuna, medeante o triumpho de puros principios
philosophicos. N'uma febre de reforma nunca vista, varreu-se o passado
com todos os seus bens e com todos os seus males; na esperança de dias
melhores caiu-se n'um delirio de mudar a ferro e a fogo as instituições
e os homens, não raro pelo simples amor de mudar, de todo esquecida a
razão de ser d'aquillo que se proclamava ruim e como tal se reduzia a
pó.
[1] G. Brandés, _Main Currents in Nineteenth Century Litterature_.
Ed. ingleza. (W. Heinemann, 1906).
[2] Barante considera infundada a asserção de que os auctores do
seculo XVIII eram responsaveis pela revolução que nas suas duas
ultimas decadas o assignalou. Julga a litteratura d'essa epoca
apenas um symptoma da doença geral. A litteratura seria a expressão
do estado social. Na sua opinião, a guerra dos sete annos teria
feito mais para enfraquecer a auctoridade em França do que a
Encyclopedia; e o caracter profano da côrte de Luiz XIV, emquanto
perseguia protestantes e jansenistas, fez maior mal á reverencia
pela religião do que os sarcasmos e os ataques dos philosophos.
As injustiças com a antiga ordem social, perseguida e combatida por
muito funesta, coincidiam porém a cada passo com a deficiencia e
desastres das tentativas e concepções modernas para satisfação das
aspirações que estavam destinadas a realisar immediata e completamente.
Era certo, visivel e manifesto, que uma transformação da consciencia
politica se havia operado e reclamava traducção consentanea nas leis e
nos costumes. O congresso de Philadelphia, treze annos antes da
revolução de 1789, em 1776, definira n'estes termos a nova crença:
«Consideramos como evidentes por si as verdades seguintes--Todos os
homens são iguaes; possuem direitos inalienaveis. Entre estes direitos
encontram-se a vida, a liberdade, o esforço pela felicidade. Os governos
foram estabelecidos entre os homens para garantir estes direitos, e o
seu justo poder baseia-se no assentimento quotidiano dos governados.
Todas as vezes que uma forma de governo qualquer se torna destruidora
dos fins para os quaes foi estabelecida, o povo tem o direito de a mudar
e abolir».
A legitimidade da revolução e o caracter sagrado dos principios em nome
dos quaes se fazia, não se punham em duvida. As divergencias iriam
encontrar-se nos processos d'execução, e sobretudo na forma e natureza
da construcção politica que havia de substituir o antigo e decrepito
edificio. Sobre esse ponto, o seculo XVIII legára á França, juntamente
com indomaveis impulsos humanitarios de liberdade, igualdade e
fraternidade, tres correntes politicas, tres attitudes differentes bem
accentuadas na empreza herculea de firmar na terra o reinado da
justiça:--a corrente que Voltaire personificou, corrente de puro exame e
negação, apenas dissolvente, apontando com uma ironia mortal os erros,
iniquidades, crimes e insensatez do antigo regimen, porventura não se
detendo a esboçar outro systema, porque acreditava na reparação completa
dos vicios predominantes por um movimento moral interno, dispensando
d'abandonar as formulas constituidas, e limitava a tarefa de saneamento
a infundir-lhes novo espirito e novos costumes no exercicio dos seus
poderes;--a corrente que encarnou em Rousseau, constructiva, corrente
d'organisação, refundindo a sociedade em outras bases, num plano logico,
absoluto, radical, que não admittia desvio ou alteração e ignorava
diversidade ou dissemelhança entre os instinctos humanos, todos bons,
segundo o philosopho conjecturava, no estado de natureza;--e por ultimo,
corrente mais frouxa, menos nitidamente traçada, mas, sem embargo, com
uma existencia tão real, persistente e efficaz como as demais tendencias
em acção, a corrente que Montesquieu trouxe á luz, bem inspirado no
profundo conhecimento da vida pratica em que os encargos profissionaes o
fizeram penetrar, e que magistralmente esboçou no _Espirito das Leis_,
condemnação do dogmatismo e prodromos adeantados do criterio
evolucionista, estabelecendo, d'uma vez para sempre, com um rigor que as
theorias scientificas modernas confirmaram e ampliaram, que as leis teem
de sêr fundadas em multiplas e complexas condições de raça, de
temperamento e de tradições, e nunca, para serem estaveis e proficuas,
poderão derivar de principios absolutos, inalteraveis, fixos.
Prevaleceram no primeiro impeto da revolução franceza a negação
voltairiana e o dogmatismo philosopliico, destituido d'elasticidade,
d'uma rigidez deshumana, apertando, em excessos quasi prohibitivos, o
espaço necessario á expansão da variabilidade das paixões e instinctos,
que aliás lhe competia regular e libertar, como annunciára, captando por
isso as sympathias dos ingenuos. Mas não se manteve nem podia manter-se.
A seccura do racionalismo, além d'ignorar as necessidades psychologicas
da imaginação e da phantasia, temperando de devaneio poetico as durezas
da existencia, esqueceu tomar em conta as particularidades da raça e da
historia de cada povo, com as suas concepções religiosas e as
inclinações moraes correlativas, sentimentos a que correspondem
necessidades de realisação pratica, que levaram seculos a crear e não se
destroem n'um dia por um simples gesto de quem manda, ou seja imperador
ou tribuno, victima da fé em uma uniformidade absurda, tomou por crime
sujeito a sancção penal o que não estivesse d'accordo com a deducção de
principios abstractos, e assim preparou a reacção e a propria desgraça,
congregando contra si todos os elementos violentamente excluidos do seu
plano ou por qualquer causa contrariados. E quem assistisse aos
acontecimentos e os visse com o olhar dos genios, poderia desde logo,
como de facto succedeu, julgar o futuro pelo presente e pelo passado e
fazer a historia antes que os tempos lhe ratificassem a assombrosa
prophecia. «O seculo XVIII», escreveu então M.me de Stael, «proclamára
os principios d'um modo excessivamente incondicional: é possivel que o
seculo XIX explique os factos n'um espirito de excessiva resignação com
elles».
Veio a reacção, primeiro com o imperialismo napoleonico, depois com a
restauração pura e simples da monarchia e seus velhos systemas. Não lhe
faltavam elementos, muitos se haviam conservado fieis á antiga ordem
politica, por egoismo, pelas saudades dos seus ocios e regalos, pelas
honrarias e riquezas abolidas e offendidas, por simples passividade ou
indifferença, pelo respeito do passado e seducção de sua magestade e
esplendor, dos seus aspectos de opulencia e solidez, pelo poder do
habito que fazia acceitar como boas as sujeições mais odiosas e como
naturaes e legitimas soberanias absurdas, superioridades e distincções
de sangue e de classe que a mais leve reflexão devia dissipar
instantaneamente. Demais, a gloria de batalhas vencidas por toda a
Europa encaminhava o espirito popular para o pólo opposto a aspirações
de liberdade, igualdade e fraternidade, cujo maior inimigo é e será
sempre o militarismo, com a disciplina degenerando em annulação total da
liberdade, e com a força preterindo constantemente o direito e negando
sem cessar a fraternidade. Rolando as cousas politicas em esse novo
pendor, inventaram-se concordatas com a egreja catholica, cuja
auctoridade não houvéra meio d'esmagar. De concessão em concessão,
talvez, ou pelo menos em parte, pelo cansaço das proprias guerras e
luctas, e muito pelo desengano da felicidade que tardava e não se
approximava só pelo effeito de derrubar o passado, succedeu á furia da
justiça a ancia d'ordem, vaga negação da liberdade, declarada exigencia
do restabelecimento da regra e da imposição, restaurando, com as penas
correlativas, obrigações e deveres sociaes d'outros tempos que a
revolução desprezára e contestára. A anarchia, propria de toda a epoca
demolidora, gerou o despotismo que é soccorro obrigado de situações
semelhantes; e d'esse incidente partiu a orientação para novo rumo. Aos
principios de liberdade, tomando-a pela dissolução de multiplos vinculos
sociaes e invocada no interesse individual, veio oppôr-se o principio da
auctoridade, coagindo a sujeições em nome do interesse da communidade.
Até aquelle largo e generoso humanismo que, derrubando fronteiras, fazia
do mundo uma familia e de todos os homens irmãos, começou a perder
terreno, vencido pela ideia de patria; a reacção do principio do seculo
XIX, chamando em seu auxilio as tradições nacionaes, logo por esse facto
traçava limites, marcava divergencias entre os povos e combatia o enlevo
humanista, de sua natureza universal, propenso a apagar radicalmente
todo o vestigio de divisões de territorio, raça, costumes e
instituições.
Na logica instinctiva do seu impulso, a reacção em França, avançando e
substituindo pelo absolutismo tradicionalista o absolutismo
revolucionario, erro por erro, foi terminar na restauração pura e
simples do passado, no rei, na côrte, no predominio da hierarchia
ecclesiastica, nos privilegios, supremacias e dependencias, esquecida a
breve trecho do que em tudo isso havia d'oppresivo e injusto, a tal
ponto insupportavel que determinára as violencias destruidoras da
revolução. Afferrando-se aos preconceitos e bastas vezes á obsessão de
retaliações e vinganças e á simples instigação de conveniencias
temporaes, convertendo a restauração da ordem politica e religiosa
historica na restituição de proventos, commodidades e gozos com a
privação dos quaes nunca tinham podido conformar-se as aristocracias
reinantes, cegas e indifferentes á miseria profunda dos povos que o
feudalismo omnimodo e sem caridade importava, a reacção tradicionalista
cantou victoria alegremente, de todo alheia ao facto de que a revolução,
boa ou má segundo diverso criterio, era um acto consumado e consagrado,
a registar tambem entre as tradições, tendo d'ora avante logar marcado
entre os factores das sociedades, senão pelo que d'ella ficasse
inabalavel, ao menos pelos vestigios das construcções que architectára,
na verdade por um e por outro modo. Atravez de todos os impulsos e
tentativas conservadoras, muitas sem duvida legitimas, uma dissolução
formidavel da antiga ordem social se tinha operado, condemnada não só
pelas desgraças a que conduzira, pela fome e miserias que gerára, mas
ainda por falta de base sufficiente, abalados como se mostravam os seus
fundamentos cosmogonicos e theologicos, pela analyse, pela observação
scientifica, e por um lucido despertar da consciencia da dignidade
humana. Não via a reacção que as sociedades são mudaveis de condição, e
hão-de mover-se e transformar-se emquanto viverem, d'aspiração em
aspiração; tinha por definitivo o que era transitorio, e até o que se
encontrava morto para sempre; em accessos d'egoismo desvairado reputava
crime, para o qual pedia e applicava rigores extremos, todo o esforço
pelo progresso na fundação d'um systema de relações sociaes mais de
perto inspirado na justiça do que aquelle que até alli se havia mantido
e se degradára em aviltada corrupção. Banira-se-lhe do espirito a noção
do sentimento que equiparava entre si todos os homens e jámais poderia
ceder das suas instancias; nem mesmo a percepção da fraternidade christã
e seus deveres lhe restava, possuida, como andava, d'uma falsa
comprehensão do principio d'auctoridade que, no seu conceito e na
pratica do seu governo, resultava n'um principio de sujeição, a bem ou a
mal, aos poderes constituidos, legitimados e sagrados pela religião,
intervindo com a graça de Deus, apposta pelos sacerdotes, para
sanccionar o direito de quem mandava e o dever de obediencia dos que
eram mandados.
Uma reacção d'essa natureza não podia vingar. Assim como a revolução
fôra vencida por virtude do caracter abstracto, por não conceder o seu
logar a motivos de sentimento, de cuja satisfação a felicidade humana
não prescinde, a reacção tinha de cair por excluir do seu campo as
aspirações de liberdade e reforma que áquelle tempo já ninguem podia
arrancar do coração dos povos. Nem mesmo muitos dos que apoiavam a
reacção ignoravam que alguma cousa da revolução tinha de perpetuar-se e
dilatar-se; se apparentemente o negavam, era por calculo, por
hypocrisia, por adulação e lisonja dos vencedores, para irem
aproveitando os favores do poder em quanto elle durasse, promptos a
tributar igual respeito a quem quer que substituisse os governantes
quando os ventos mudassem. A revolução tinha sido um despotismo
invertido, usando de toda a violencia dos tempos anteriores á sua
explosão, mas agora em beneficio dos principios revolucionarios e,
quando Deus queria, das ambições proprias dos que eram designados para a
representar na lei e no mando. Depois de quarenta annos de luctas, a
França não tinha alcançado ainda a famosa liberdade pela qual andava
suspirando e sangrando, e meditava novos meios de a conquistar, formas
de governo que lh'a assegurassem, em paz e estabilidade.
Ao tempo em que José Estevão entrava na politica, nos derradeiros annos
da terceira decada do seculo XIX, a França, sonhando pôr termo aos
conflictos em que desde a revolução se vinha esgotando, chegava a esse
compromisso que se intitulou a monarchia constitucional. Tudo lá havia
de caber, o passado e a revolução, a liberdade e a auctoridade, a
religião e o estado, os padres e os seculares, os apostolos e os
mercantes, o idealismo e a cobiça. Na opposição de tendencias em todas
as quaes havia uma parcella de verdade e bem entendida conveniencia e
interesse social, a rectidão dos homens bons e sinceros hesitava; ora se
inclinava a reformas, ora se convencia das vantagens de manter a
constituição historica, abonada por seculos de grandeza. Aos que menos
lucidamente distinguiam as razões fundamentaes e nobres d'essa incerteza
de caracteres superiores, sómente e lealmente preoccupados com a ambição
d'acertar, essa attitude afigurava-se contradictoria e dando facil presa
a suspeições, que nunca faltam em conjuncturas identicas. Mas, atravez
de mil aspectos e vicissitudes, era certo que, pela experiencia das
revoluções e contra-revoluções succedendo-se durante um largo periodo,
preponderava então nos homens publicos mais reflectidos e a todos os
respeitos mais capazes o pensamento de que, se a revolução tinha muito
de justo, o passado tinha tambem não pouco de essencial á boa fortuna
das comunidades humanas. E conjunctamente o povo, nada sensivel ao
encanto de principios abstractos, cuja harmonia tanto captiva os poetas
e os philosophos e tão facilmente os induz a afastar-se da realidade,
expondo-os ás dôres da desillusão, o povo favorecia as inclinações dos
chefes politicos. Sendo a victima mais flagellada das disputas
revolucionarias, cansado de guerras interminaveis, inquietações
permanentes e fomes prolongadas, queria a tranquillidade a todo o custo.
O melhor governo, para elle, seria então, como hoje, aquelle que lhe
deixasse os filhos para o trabalho e não lh'os pedisse para as chacinas
dos exercitos, e que lhe permittisse comer em socego o pão amassado com
o suor do rosto.