III

A França do tempo de José Estevão vivia na anciedade de saldar o encargo

formidavel que a sua audacia lhe impozéra,--a victoria e consolidação

d'aquillo que na historia se designou pelo nome de principios da

Revolução Franceza. Procurava, n'uma inquietação interminavel, cumprir

as obrigações que as circumstancias politicas e a propaganda e promessa

fascinante dos seus genios havia creado,--trazer aos povos de todo o

mundo a redempção dos males e angustias passadas, provenientes do

despotismo dos homens e das classes governantes, e dar-lhes em troca,

por uma nova constituição social adequada, a felicidade perpetua. O

seculo XVIII legára-lhe um amontoado informe de destroços e aspirações,

que ora se mostrava tenebroso ora resplandecia, uma confusão

indistrinçavel de cousas caducas, mortas e putridas, e de sementes a

despontarem e a germinarem, tumidas de vigor e irradiando belleza;

alternavam, n'uma extensão infinita, as ruinas irreparaveis e os fructos

tentadores de fecundissimas seáras. E era d'isto que o engenho e o

esforço dos homens havia de tirar uma sociedade renascida em riqueza e

justiça, em plenitude dos bens do corpo e da alma, em toda a sorte de

formosura; d'esse tumulto haviam de surgir a paz, a alegria e toda a

ventura, reinos de bemaventurança como o mundo jámais conhecêra. A

miseria, a oppressão, quanto nos faz a vida sombria e triste, iam

varrer-se da face da terra para os limbos infernaes da historia.

Affirmavam-n'o apostolos exaltados que pela crença davam o sangue e o

ultimo alento, sacrificando-os gloriosamente no patibulo e nos campos da

batalha.

«Se quizérmos dar uma ideia do grande movimento que foi a revolução

franceza, diremos» nas palavras de quem a estudou e conhece

profundamente[1] , «que foi a destruição de tudo o que era meramente

tradicional e o estabelecimento da existencia humana n'uma base de pura

razão, por meio d'um rompimento directo com tudo o que era historico.» O

despotismo dos reis e da nobreza feudal, prolongando na realidade a

servidão da gleba, quando já o espirito do tempo e as lições da

experiencia a haviam condemnado como uma desgraça e monstruosa;

privilegios e desigualdades calamitosas que redundavam em fome de

milhares de boccas e na corrupção sordida d'alguns poucos privilegiados;

um clero e uma egreja que pelo exemplo negavam a toda a hora a doutrina

christã e a substituiam por formulas magicas, cujo monopolio lhes

pertencia e cuja observancia dava a graça e a salvação eternas; a

degradação da religião, por este modo convertida n'um culto de signaes e

em devoções estupidas, apagando-lhe n'um ritualismo inane toda a

elevação em espirito e toda a limpidez de consciencia, e isto ao mesmo

tempo que os sacerdotes de Jesus davam o triste espectaculo da

sensualidade e do luxo perante multidões de trabalhadores a morrer

d'indigencia; uma demencia de vaidades, gozos e interesses sobrepondo-se

á miseria geral dos povos; e, por outro lado, o anathema dos pensadores

e philosophos, desvendando a lepra das sociedades e inflamando-as em

visões de cura, de saúde e de força, posto que este ultimo elemento não

fosse na opinião de bons espiritos o principal e influissem mais no

assombroso movimento de revolta os factos e as cousas do que o estudo, a

reflexão e a phantasia dos prophetas d'uma era nova[2] :--todo esse

descredito do passado e do existente fermentou e explodiu n'uma onda de

destruição e de sangue. A arvore carcomida, que exteriormente parecia

robusta e magestosa mas no intimo estava apodrecida e desfeita, ruiu

n'um momento com um estampido pavoroso. Ouviu-o com espanto a Europa

inteira, e embriagou-se nos fumos que os destroços exalavam. Abalaram-se

os fundamentos de toda a ordem constituida. Aquella vertigem, embora

primeiro se revelasse em França com uma intensidade sem precedentes, era

commum, em differentes gráus, a toda a Europa central e do occidente,

exceptuando a Inglaterra que muito se antecipára já no caminho das

reformas pedidas em tamanha violencia; e, se em França se manifestava

primeiro, era porventura porque alli haviam attingido maior extensão e

mais duro imperio os males a que se pretendia pôr termo, e alli tambem

haviam nascido, em mais larga escala e mais profundos, os devaneios

generosos de redempção e a confiança n'uma instantanea e segura

conversão da miseria em fortuna, medeante o triumpho de puros principios

philosophicos. N'uma febre de reforma nunca vista, varreu-se o passado

com todos os seus bens e com todos os seus males; na esperança de dias

melhores caiu-se n'um delirio de mudar a ferro e a fogo as instituições

e os homens, não raro pelo simples amor de mudar, de todo esquecida a

razão de ser d'aquillo que se proclamava ruim e como tal se reduzia a

pó.

[1] G. Brandés, _Main Currents in Nineteenth Century Litterature_.

Ed. ingleza. (W. Heinemann, 1906).

[2] Barante considera infundada a asserção de que os auctores do

seculo XVIII eram responsaveis pela revolução que nas suas duas

ultimas decadas o assignalou. Julga a litteratura d'essa epoca

apenas um symptoma da doença geral. A litteratura seria a expressão

do estado social. Na sua opinião, a guerra dos sete annos teria

feito mais para enfraquecer a auctoridade em França do que a

Encyclopedia; e o caracter profano da côrte de Luiz XIV, emquanto

perseguia protestantes e jansenistas, fez maior mal á reverencia

pela religião do que os sarcasmos e os ataques dos philosophos.

As injustiças com a antiga ordem social, perseguida e combatida por

muito funesta, coincidiam porém a cada passo com a deficiencia e

desastres das tentativas e concepções modernas para satisfação das

aspirações que estavam destinadas a realisar immediata e completamente.

Era certo, visivel e manifesto, que uma transformação da consciencia

politica se havia operado e reclamava traducção consentanea nas leis e

nos costumes. O congresso de Philadelphia, treze annos antes da

revolução de 1789, em 1776, definira n'estes termos a nova crença:

«Consideramos como evidentes por si as verdades seguintes--Todos os

homens são iguaes; possuem direitos inalienaveis. Entre estes direitos

encontram-se a vida, a liberdade, o esforço pela felicidade. Os governos

foram estabelecidos entre os homens para garantir estes direitos, e o

seu justo poder baseia-se no assentimento quotidiano dos governados.

Todas as vezes que uma forma de governo qualquer se torna destruidora

dos fins para os quaes foi estabelecida, o povo tem o direito de a mudar

e abolir».

A legitimidade da revolução e o caracter sagrado dos principios em nome

dos quaes se fazia, não se punham em duvida. As divergencias iriam

encontrar-se nos processos d'execução, e sobretudo na forma e natureza

da construcção politica que havia de substituir o antigo e decrepito

edificio. Sobre esse ponto, o seculo XVIII legára á França, juntamente

com indomaveis impulsos humanitarios de liberdade, igualdade e

fraternidade, tres correntes politicas, tres attitudes differentes bem

accentuadas na empreza herculea de firmar na terra o reinado da

justiça:--a corrente que Voltaire personificou, corrente de puro exame e

negação, apenas dissolvente, apontando com uma ironia mortal os erros,

iniquidades, crimes e insensatez do antigo regimen, porventura não se

detendo a esboçar outro systema, porque acreditava na reparação completa

dos vicios predominantes por um movimento moral interno, dispensando

d'abandonar as formulas constituidas, e limitava a tarefa de saneamento

a infundir-lhes novo espirito e novos costumes no exercicio dos seus

poderes;--a corrente que encarnou em Rousseau, constructiva, corrente

d'organisação, refundindo a sociedade em outras bases, num plano logico,

absoluto, radical, que não admittia desvio ou alteração e ignorava

diversidade ou dissemelhança entre os instinctos humanos, todos bons,

segundo o philosopho conjecturava, no estado de natureza;--e por ultimo,

corrente mais frouxa, menos nitidamente traçada, mas, sem embargo, com

uma existencia tão real, persistente e efficaz como as demais tendencias

em acção, a corrente que Montesquieu trouxe á luz, bem inspirado no

profundo conhecimento da vida pratica em que os encargos profissionaes o

fizeram penetrar, e que magistralmente esboçou no _Espirito das Leis_,

condemnação do dogmatismo e prodromos adeantados do criterio

evolucionista, estabelecendo, d'uma vez para sempre, com um rigor que as

theorias scientificas modernas confirmaram e ampliaram, que as leis teem

de sêr fundadas em multiplas e complexas condições de raça, de

temperamento e de tradições, e nunca, para serem estaveis e proficuas,

poderão derivar de principios absolutos, inalteraveis, fixos.

Prevaleceram no primeiro impeto da revolução franceza a negação

voltairiana e o dogmatismo philosopliico, destituido d'elasticidade,

d'uma rigidez deshumana, apertando, em excessos quasi prohibitivos, o

espaço necessario á expansão da variabilidade das paixões e instinctos,

que aliás lhe competia regular e libertar, como annunciára, captando por

isso as sympathias dos ingenuos. Mas não se manteve nem podia manter-se.

A seccura do racionalismo, além d'ignorar as necessidades psychologicas

da imaginação e da phantasia, temperando de devaneio poetico as durezas

da existencia, esqueceu tomar em conta as particularidades da raça e da

historia de cada povo, com as suas concepções religiosas e as

inclinações moraes correlativas, sentimentos a que correspondem

necessidades de realisação pratica, que levaram seculos a crear e não se

destroem n'um dia por um simples gesto de quem manda, ou seja imperador

ou tribuno, victima da fé em uma uniformidade absurda, tomou por crime

sujeito a sancção penal o que não estivesse d'accordo com a deducção de

principios abstractos, e assim preparou a reacção e a propria desgraça,

congregando contra si todos os elementos violentamente excluidos do seu

plano ou por qualquer causa contrariados. E quem assistisse aos

acontecimentos e os visse com o olhar dos genios, poderia desde logo,

como de facto succedeu, julgar o futuro pelo presente e pelo passado e

fazer a historia antes que os tempos lhe ratificassem a assombrosa

prophecia. «O seculo XVIII», escreveu então M.me de Stael, «proclamára

os principios d'um modo excessivamente incondicional: é possivel que o

seculo XIX explique os factos n'um espirito de excessiva resignação com

elles».

Veio a reacção, primeiro com o imperialismo napoleonico, depois com a

restauração pura e simples da monarchia e seus velhos systemas. Não lhe

faltavam elementos, muitos se haviam conservado fieis á antiga ordem

politica, por egoismo, pelas saudades dos seus ocios e regalos, pelas

honrarias e riquezas abolidas e offendidas, por simples passividade ou

indifferença, pelo respeito do passado e seducção de sua magestade e

esplendor, dos seus aspectos de opulencia e solidez, pelo poder do

habito que fazia acceitar como boas as sujeições mais odiosas e como

naturaes e legitimas soberanias absurdas, superioridades e distincções

de sangue e de classe que a mais leve reflexão devia dissipar

instantaneamente. Demais, a gloria de batalhas vencidas por toda a

Europa encaminhava o espirito popular para o pólo opposto a aspirações

de liberdade, igualdade e fraternidade, cujo maior inimigo é e será

sempre o militarismo, com a disciplina degenerando em annulação total da

liberdade, e com a força preterindo constantemente o direito e negando

sem cessar a fraternidade. Rolando as cousas politicas em esse novo

pendor, inventaram-se concordatas com a egreja catholica, cuja

auctoridade não houvéra meio d'esmagar. De concessão em concessão,

talvez, ou pelo menos em parte, pelo cansaço das proprias guerras e

luctas, e muito pelo desengano da felicidade que tardava e não se

approximava só pelo effeito de derrubar o passado, succedeu á furia da

justiça a ancia d'ordem, vaga negação da liberdade, declarada exigencia

do restabelecimento da regra e da imposição, restaurando, com as penas

correlativas, obrigações e deveres sociaes d'outros tempos que a

revolução desprezára e contestára. A anarchia, propria de toda a epoca

demolidora, gerou o despotismo que é soccorro obrigado de situações

semelhantes; e d'esse incidente partiu a orientação para novo rumo. Aos

principios de liberdade, tomando-a pela dissolução de multiplos vinculos

sociaes e invocada no interesse individual, veio oppôr-se o principio da

auctoridade, coagindo a sujeições em nome do interesse da communidade.

Até aquelle largo e generoso humanismo que, derrubando fronteiras, fazia

do mundo uma familia e de todos os homens irmãos, começou a perder

terreno, vencido pela ideia de patria; a reacção do principio do seculo

XIX, chamando em seu auxilio as tradições nacionaes, logo por esse facto

traçava limites, marcava divergencias entre os povos e combatia o enlevo

humanista, de sua natureza universal, propenso a apagar radicalmente

todo o vestigio de divisões de territorio, raça, costumes e

instituições.

Na logica instinctiva do seu impulso, a reacção em França, avançando e

substituindo pelo absolutismo tradicionalista o absolutismo

revolucionario, erro por erro, foi terminar na restauração pura e

simples do passado, no rei, na côrte, no predominio da hierarchia

ecclesiastica, nos privilegios, supremacias e dependencias, esquecida a

breve trecho do que em tudo isso havia d'oppresivo e injusto, a tal

ponto insupportavel que determinára as violencias destruidoras da

revolução. Afferrando-se aos preconceitos e bastas vezes á obsessão de

retaliações e vinganças e á simples instigação de conveniencias

temporaes, convertendo a restauração da ordem politica e religiosa

historica na restituição de proventos, commodidades e gozos com a

privação dos quaes nunca tinham podido conformar-se as aristocracias

reinantes, cegas e indifferentes á miseria profunda dos povos que o

feudalismo omnimodo e sem caridade importava, a reacção tradicionalista

cantou victoria alegremente, de todo alheia ao facto de que a revolução,

boa ou má segundo diverso criterio, era um acto consumado e consagrado,

a registar tambem entre as tradições, tendo d'ora avante logar marcado

entre os factores das sociedades, senão pelo que d'ella ficasse

inabalavel, ao menos pelos vestigios das construcções que architectára,

na verdade por um e por outro modo. Atravez de todos os impulsos e

tentativas conservadoras, muitas sem duvida legitimas, uma dissolução

formidavel da antiga ordem social se tinha operado, condemnada não só

pelas desgraças a que conduzira, pela fome e miserias que gerára, mas

ainda por falta de base sufficiente, abalados como se mostravam os seus

fundamentos cosmogonicos e theologicos, pela analyse, pela observação

scientifica, e por um lucido despertar da consciencia da dignidade

humana. Não via a reacção que as sociedades são mudaveis de condição, e

hão-de mover-se e transformar-se emquanto viverem, d'aspiração em

aspiração; tinha por definitivo o que era transitorio, e até o que se

encontrava morto para sempre; em accessos d'egoismo desvairado reputava

crime, para o qual pedia e applicava rigores extremos, todo o esforço

pelo progresso na fundação d'um systema de relações sociaes mais de

perto inspirado na justiça do que aquelle que até alli se havia mantido

e se degradára em aviltada corrupção. Banira-se-lhe do espirito a noção

do sentimento que equiparava entre si todos os homens e jámais poderia

ceder das suas instancias; nem mesmo a percepção da fraternidade christã

e seus deveres lhe restava, possuida, como andava, d'uma falsa

comprehensão do principio d'auctoridade que, no seu conceito e na

pratica do seu governo, resultava n'um principio de sujeição, a bem ou a

mal, aos poderes constituidos, legitimados e sagrados pela religião,

intervindo com a graça de Deus, apposta pelos sacerdotes, para

sanccionar o direito de quem mandava e o dever de obediencia dos que

eram mandados.

Uma reacção d'essa natureza não podia vingar. Assim como a revolução

fôra vencida por virtude do caracter abstracto, por não conceder o seu

logar a motivos de sentimento, de cuja satisfação a felicidade humana

não prescinde, a reacção tinha de cair por excluir do seu campo as

aspirações de liberdade e reforma que áquelle tempo já ninguem podia

arrancar do coração dos povos. Nem mesmo muitos dos que apoiavam a

reacção ignoravam que alguma cousa da revolução tinha de perpetuar-se e

dilatar-se; se apparentemente o negavam, era por calculo, por

hypocrisia, por adulação e lisonja dos vencedores, para irem

aproveitando os favores do poder em quanto elle durasse, promptos a

tributar igual respeito a quem quer que substituisse os governantes

quando os ventos mudassem. A revolução tinha sido um despotismo

invertido, usando de toda a violencia dos tempos anteriores á sua

explosão, mas agora em beneficio dos principios revolucionarios e,

quando Deus queria, das ambições proprias dos que eram designados para a

representar na lei e no mando. Depois de quarenta annos de luctas, a

França não tinha alcançado ainda a famosa liberdade pela qual andava

suspirando e sangrando, e meditava novos meios de a conquistar, formas

de governo que lh'a assegurassem, em paz e estabilidade.

Ao tempo em que José Estevão entrava na politica, nos derradeiros annos

da terceira decada do seculo XIX, a França, sonhando pôr termo aos

conflictos em que desde a revolução se vinha esgotando, chegava a esse

compromisso que se intitulou a monarchia constitucional. Tudo lá havia

de caber, o passado e a revolução, a liberdade e a auctoridade, a

religião e o estado, os padres e os seculares, os apostolos e os

mercantes, o idealismo e a cobiça. Na opposição de tendencias em todas

as quaes havia uma parcella de verdade e bem entendida conveniencia e

interesse social, a rectidão dos homens bons e sinceros hesitava; ora se

inclinava a reformas, ora se convencia das vantagens de manter a

constituição historica, abonada por seculos de grandeza. Aos que menos

lucidamente distinguiam as razões fundamentaes e nobres d'essa incerteza

de caracteres superiores, sómente e lealmente preoccupados com a ambição

d'acertar, essa attitude afigurava-se contradictoria e dando facil presa

a suspeições, que nunca faltam em conjuncturas identicas. Mas, atravez

de mil aspectos e vicissitudes, era certo que, pela experiencia das

revoluções e contra-revoluções succedendo-se durante um largo periodo,

preponderava então nos homens publicos mais reflectidos e a todos os

respeitos mais capazes o pensamento de que, se a revolução tinha muito

de justo, o passado tinha tambem não pouco de essencial á boa fortuna

das comunidades humanas. E conjunctamente o povo, nada sensivel ao

encanto de principios abstractos, cuja harmonia tanto captiva os poetas

e os philosophos e tão facilmente os induz a afastar-se da realidade,

expondo-os ás dôres da desillusão, o povo favorecia as inclinações dos

chefes politicos. Sendo a victima mais flagellada das disputas

revolucionarias, cansado de guerras interminaveis, inquietações

permanentes e fomes prolongadas, queria a tranquillidade a todo o custo.

O melhor governo, para elle, seria então, como hoje, aquelle que lhe

deixasse os filhos para o trabalho e não lh'os pedisse para as chacinas

dos exercitos, e que lhe permittisse comer em socego o pão amassado com

o suor do rosto.

José Estevão · 第 11 / 23 题