vêem gravadas n’algumas das rochas do monte e n’algumas das pedras
desenterradas relacionam estes vestigios com outros prehistoricos
da epoca do bronze, e mais em particular os signaes das rochas com
outros similhantes que se conhecem na Irlanda. A gruta artificial, que
denominam _Penedo da Moura_, e alguns consideravam como um dolmen,
com sulcos artificialmente gravados na face inferior da pedra que lhe
serve de tecto, liga-se ainda naturalmente com esses vestigios. Alguns
dos fragmentos de louça parece terem uma ornamentação prehistorica.
Finalmente a esculptura das pedras assimilha-se mais aos desenhos
prehistoricos do que aos dos estylos conhecidos, e menos ainda ao
romano que aos outros. Mas, como estes ultimos ornatos existem em
pedras com inscripções romanas, em vez de reportal-os á epoca da pedra
polida ou do bronze, deveremos antes suppôr que todos esses costumes
se conservaram ainda n’aquella parte da Peninsula durante a dominação
romana, pela repugnancia que os dominados offereceriam a acceitar a
civilisação dos dominadores.
Já no tempo de João de Barros chamavam ruinas da _Citania_ ás do monte
de S. Romão de Briteiros. Esforçaram-se alguns, porém inutilmente, para
fazer esta palavra equivalente da _Cinnania_ ou _Cinninia_, mencionada
por Valerio Maximo. Parece que _Citania_ sería antes um appellativo,
pois dizem haver na provincia de Entre Douro e Minho, outras ruinas de
povoações antigas assim tambem denominadas. Da mesma sorte a palavra
_Cythiau_, tendo talvez a mesma etymologia, se applica no paiz de
Galles ás velhas ruinas gaelicas, segundo escreve Amadeu Thierry na sua
_Historia dos Gaulezes_.
Esta analogia, só por si, poderia e deveria passar desapercebida, se
outras não fizessem maior força. Os signaes com a fórma de espiral,
gravados nas rochas e em pedras apparelhadas, encontram-se na Citania,
bem como na Irlanda e n’outras partes da Grã Bretanha. Em fim os povos
que habitavam o territorio bracarense no tempo das invasões dos romanos
(_gallaici bracari_) eram de origem celtica e por tanto ethnicamente
relacionados com os povos d’aquelle paiz procedentes do mesmo tronco.
No capitulo X d’este livro demonstrámos que as regiões occidentaes da
Peninsula, assim como as partes da Europa, banhadas pelo Atlantico,
estariam naturalmente sujeitas ás emigrações dos povos que viessem
da Asia pelo noroeste, em quanto as regiões orientaes da Hespanha,
litoraes do mediterraneo, receberiam pelo contrario gentes diversas,
vindas do oeste da Asia ou da Africa septemtrional.
Os caracteres dos vestigios encontrados na Citania, que evidentemente
não são romanos, serão portanto celticos. A fórma das casas e o deverem
ter sido cobertas de colmo, por se não encontrarem vestigios de
telhados, concorda com os termos em que os auctores antigos descrevem
as casas dos gaulezes. Além das moedas romanas achou-se outra celtica,
infelizmente perdida. O estylo da ornamentação da _Pedra formosa_ e de
outro fragmento é caracteristico. No desenho dos ornatos predominam
os circulos concentricos, as espiraes e as cordas torcidas. Na
Galiza achou-se um vaso de bronze cuja ornamentação essencialmente
differente do estylo dos romanos ou de quaesquer outros dos povos que
depois dominaram a Peninsula, tem os mesmos elementos mencionados, e,
por isso, toda a similhança com o da Citania. As casas descobertas
nos castros da mesma provincia são tambem analogas ás da Citania.
Finalmente nas ruinas de algumas d’aquellas que se têem desenterrado
nos castros verificou-se o serem formadas por paredes duplas, separadas
por um pequeno intervallo. Em Sabrôso, proximo da Citania, achou o sr.
Martins Sarmento ha poucos dias vestigios similhantes de casas com
paredes duplas.
Começa hoje a ser estudada a civilisação gallaica. Os castros da
Galiza, explorados pelo sr. Villa-amil, deram já alguns subsidios.
Mas os mais importantes, pela qualidade, numero e variedade, são
incontestavelmente as ruinas da Citania de Briteiros.
3.ª
ÁCERCA DA PALAVRA _ANTA_
Em Portugal chamam _antas_ aos dolmens. Para a etymologia da palavra
_anta_ convirá notar que, segundo affirma Mendonça e Pina, os godos
chamaram _antas_ aos seus heroes. Os povos de Saxe attribuem a
construcção dos dolmens, aos gigantes; ora entre esses povos, bem
como no antigo anglo-saxonio, _enta_ significa gigante. É tambem para
notar-se a similhança da palavra _anta_ com o nome de Anteu. Na
lingua portugueza e n’outras linguas _anta_ significa o contraforte do
edificio, a parte saliente que se eleva desde o alicerce até ao cimo,
ou até parte da altura. A este elemento architectonico chamamos nós
egualmente gigante, de sorte que n’este sentido anta e gigante são
synonimos. Finalmente, não falta quem derive a palavra anta do celtico
_hana_ e _hanouth_ que significam, assentar-se acampar, armar a tenda;
e tenda, acampamento, morada. Na Argelia dão o nome de _hanouth_ ou
_hanouïta_ a cavernas que a mão do homem abriu em epocas tão remotas
que não constam das tradições. Vej. L. de Maule--Pl. _Nouveaux
documents archéologigues_. Pariz, 1874.
4.ª
DISTRIBUIÇÃO GEOGRAPHICA DOS DOLMENS NA EUROPA
«Ao oeste de São Petersburgo, na parte septemtrional da Russia
occidental, na Curlandia, começam a apparecer os dolmens, mencionados
pelos viajantes e pelos antiquarios com os nomes de _tumulos de pagãos_
ou de _camas de gigantes_. Todavia são ali raros. Mas o numero d’elles
augmenta cada vez mais para a parte do poente, ao longo do Baltico.
Ao oeste do Vistula são já muito frequentes. Contam-se aos centos nas
provincias de Dantzig e de Stettin, na Pomerania, ao longo do Oder,
desde a foz até Francfort sobre o Oder, e mais em particular em roda da
pequena cidade de Dressen. Keferstein, auctor de um livro respectivo
ao assumpto, encontra-os depois no Elba, na foz primeiramente ao longo
do mar, depois até Magdeburg, rio acima. Não descem além d’aqui para
o sul. Abundam no Mecklenburg, em Schwerin e Strelitz. No Hanover
subsistem ainda de pé uns duzentos, apesar de terem sido muitos
destruidos em tempos de que se não perdeu ainda a memoria. Contém
tambem muitos o ducado de Oldenburg e principalmente a parte contigua
ao Weser.
«Diminuem para a parte de oeste. Ha, é verdade, cincoenta e quatro na
provincia de Over-Yssel na Hollanda, mas a Belgica, onde a pedra é tão
rara, contém apenas um. Para se não perderem os vestigios dos dolmens
ha de voltar-se ao norte, pela Dinamarca. N’esta direcção encontram-se
em tal numero que não tem conto.
«Os dolmens, diz M. Worsaæ, competentissimo no assumpto, abundam no
Schleswig e no Holstein, nas costas occidentaes e septemtrionaes
de Seeland, em todo o Jutland maritimo, porém particularmente no
Limfjord, no dominio de Thisted. São raros nas costas occidentaes da
Dinamarca inferior, e ainda mais no interior das terras. Estes dolmens,
accrescenta M. Worsaæ, são absolutamente similhantes aos da Pomerania,
Brandeburg, Mecklenburg e Hanover.
«Na Scandinavia estes monumentos sómente se encontram no velho paiz
dinamarquez da Scania, no Halland, no Gothland occidental e no paiz de
Bahus, isto é, exactamente ao longo das costas occidentaes da Suecia
até Gotheburg. Não apparecem nem ao leste, nem ao norte. Tambem não os
ha na Norwega.
«Para seguil-os, será mister que nos embarquemos agora, inclinando ao
noroeste. Nas Orcadas e nas Hébridas já se nos deparam alguns, mas para
chegar ao meio de grupos importantes convirá aportar ás ilhas d’Iona,
d’Arran e de Bute, na costa occidental da Escocia, e sobre tudo avançar
algum tanto mais pelo canal de S. Jorge e desembarcar em Anglesey.
Aqui, bem como na peninsula visinha denominada de Caernarvon, parece
haverem-se assenhoreado do terreno.
«Eis-nos porém chegados ao paiz de Galles. Aqui poderei sem duvida
appellar para as recordações de muitos de entre vós. Sabeis que
thesouros d’este genero se encontram nos arredores de Pembroke e de
Caermarthen; conheceis tambem a riqueza do Cornwall, onde os dolmens,
diz M. Akerman, são mais numerosos que em qualquer outra parte da
Europa.
Nas dunas do Dorsetshire, nas margens do Avon e na parte septemtrional
do Berkshire deparam-se-nos ainda alguns.
Faltam pelo contrario nas costas orientaes da Grã-Bretanha, porque os
monumentos do Yorkshire não nos parecem senão menhires.
Sabeis, tão bem como eu, dos bellos dolmens das ilhas da Mancha, Jersey
e Guernesey. D’elles deu a _Archæologia Britannica_ magnificas estampas.
Em Jersey estamos quasi a tocar a França. Eis aqui a estatistica dos
dolmens francezes nos districtos em que se encontram:
Lot, 500.--Finistère, 500.--Morbihan, 250.--Ardèche,
155.--Dordogne, 100.--Vienne, 70.--Côtes-du-Nord,
56.--Maine-et-Loire, 53.--Eure-et-Loire, 28.--Carente,
26.--Creuse, 26.--Charente-Inférieure, 24.--Lozère, 19.--Vendée,
17.--Loire-Inférieure, 16.--Sarthe, 15.--Deux-Sèvres,
15.--Orne, 14.--Indre, 13.--Manche, 13.--Pyrénées Orientales,
12.--Haute-Vienne, 12.--Puy-de-Dôme, 10.--Oise, 9.--Nièvre,
8.--Tarn-et-Garonne, 7.--Ariège, 6.--Cher, 6.--Loir-et-Cher, 6.--Aisne,
5.--Ille-et-Villaine, 5.--Gironde, 5.--Hérault, 4.--Pas-de-Calais,
4.--Tarn, 4.--Loiret, 3.--Basses-Pyrénées, 3.--Calvados, 2.--Eure,
2.--Isére, 2.--Loire, 2.--Marne, 2.--Seine-et-Oise, 2.--Seine-et-Marne,
2.--Somme, 2.--Var, 2.--Aude, 1.--Côte-d’Or, 1.--Corrèze, 1.--Landes,
1.--Mayenne, 1.--Nord, 1.--Rhin (Bas), 1.--Yonne, 1.
Bertrand, _Sur les origines Indo-européennes--Bulletins de la Société
d’Anthropologie de Paris_. Tom. 5.º
5.ª
MEGALITHOS EM PORTUGAL
Fallando da distribuição geographica dos dolmens em Portugal e
Hespanha, e fazendo applicação, á Peninsula, da lei dos litoraes,
verificada n’outras partes da Europa, na Asia e Africa, dissemos que
se encontram numerosos na Galiza, no Alemtejo e outras provincias e
continuam depois pelo Algarve e pela Andaluzia. Com relação ao Algarve
advertiremos que actualmente se não conhecem megalithos nenhuns n’esta
provincia. Teve-os porém na antiguidade, como se deprehende de Strabão,
que no livro III, menciona no _Sacrum Promontorium_ (hoje Cabo de S.
Vicente) _lapides multis in locis ternos aut quaternos impositos_. Na
opinião de Rougemont (_L’âge du bronze_, pag. 287, nota), estes grupos
de tres ou quatro pedras cada um não seriam dolmens, porém cromlechs ou
pilares-idolos.
Na serra de Cintra ha um megalitho notavel, commumente denominado
_Dolmen de André Nunes_. Foi estampado no _Archivo Pittoresco_, tomo
XI, a paginas 377. Todavia esta gravura representa o monumento de
modo que por ella sómente o não podemos classificar. Por informações
minuciosas que nos deu o sr. Fuschini, digno engenheiro districtal
de Lisboa, que o observou pessoalmente, não se ha de considerar como
dolmen, mas sim como um tumulo ou galeria. O sr. Fuschini affirma ter
visto as paredes lateraes, parallelas, formadas de grandes lages postas
a prumo e cobertas com outras grandes lages horisontaes.
No Alemtejo não se conhecem tumulos, mas em compensação, esta é de
todas as provincias de Portugal a mais abundante de dolmens. Em 1733
o academico Fr. Affonso da Madre de Deus Guerreiro, communicava
á Academia Real de Historia haver em Evora e n’outros logares
circumvisinhos sessenta e sete antas, quatro das quaes davam o nome de
_Antas_ ás herdades onde se conservavam.
O sr. Gabriel Pereira, em carta de 8 de novembro d’este anno de 1877,
informa-nos de que fôra encontrar na herdade da Candieira, a meio
caminho do Redondo para o convento de S. Paulo da Serra d’Ossa, um
dolmen furado, de qual promette dar a estampa e descripção no _Universo
Illustrado_. Se é com effeito o que o observador suppõe, torna-se
muito notavel, porque não consta de outro nenhum dolmen furado em toda
a Peninsula. Diz mais o sr. Gabriel Pereira na carta citada: «Indo
do mosteiro para Machede, pela estrada que passa pela herdade das
Vidigueiras, e em terras que julgo pertencerem á herdade das Thesouras,
encontrei outra (anta) que se desvia tambem da maneira geral; não é um
dolmen só, são tres agrupados, juntos, sem galerias; e entre os muitos
pedregulhos derrubados jaz uma grande pedra quasi prismatica, de secção
pentagonal, de faces rudemente talhadas, que erguida parece deveria
occupar um ponto medio entre os tres dolmens. D’estes só um conserva
a mesa. Por ultimo na herdade das Vidigueiras visitei um dolmen, cuja
existencia me constava ha muito. É notavel por ter galeria ainda bem
determinada.»
6.ª
ESPADAS DE COBRE DO ALEMTEJO
«Outras antiguidades tenho descoberto n’este territorio que mostram
viverem aqui gentes da mais remota idade, quando as ideias das artes
eram mui apoucadas. São estoques, ou espadas de quatro palmos de
comprido e um dedo de largo, sem gume, e achadas em varios sitios
d’esta diocese. Foram do tempo em que os nossos feriam sómente de ponta
e não de córte. Os virotes são curtos, e são com orelhas, que separam
da folha o maçote ou punho onde a mão segura a arma, e vai cópia na
lamina (fig. 8). Sobre isto póde lêr-se D. Joachim Marin, _Historia
de la Milicia Española_, tom. I, pag. 33. A materia é bronze ou de
ferro. Não obstante haverem jazido debaixo da terra pelo espaço de
seculos estão muito limpos, e bem conservados. Noto que os punhos em
algumas são curtos para poder jogar com a espada mão pueril, outras
são affeiçoadas para maiores pessoas: seriam as dos punhaes com que
escreve Grapaldo, _De partibus Aedium_, pag. 248, dizer Vitruvio _non
cœsim sed punctim ferire docendos esse Tyrones_. Dos Celtiberos escreve
Diodoro Siculo que enterravam o ferro para se consumir pela humidade a
parte d’elle fraca, e ficasse no vivo a de constante duração. _Laminas
autem ferri sub terra obsconditas tandiu jacere sinunt dum ferri parte
debiliore ferrugine ambusta validior supersit._ L. V, pag. 356. Ed. de
Wesslingio; porém as de bronze não careciam de tanta cautella.»
D. Fr. Manuel do Cenaculo, _Vida de S. Sizenando e historia de Beja,
sua patria_. Cod. CXXIX/I-9 da Bibliotheca de Evora.
7.ª
ADAPTAÇÃO MODERNA DOS MACHADOS DE PEDRA A VARIAS INDUSTRIAS
Ha machados de pedra disformados n’uma das extremidades, que, em vez
da fórma primitiva, apresenta a de uma excavação ou angulo reintrante,
e as superficies muito polidas, como por effeito do desgaste. O padre
Theodoro d’Almeida, no tomo 1, da _Recreação philosophica_, a pag. 16,
explica-nos o facto, dizendo que os Tiradores do fio de ouro, usavam
das pedras de raio para fazer, á força do attrito, adherir as folhas de
ouro á superficie de uma barra de prata, que depois estiravam á fieira,
conservando sempre a côr do ouro. Isto produz o auctor para mostrar a
grande divisibilidade da materia.
Na collecção do Instituto ha um ou mais machados de pedra muito
desgastados n’uma das superficies, e parece terem servido de
amoladores.
8.ª
O TOUCADO DE RAMSES II NA SARDENHA
A paginas 141 e 142 d’este livro, dissemos como em monumentos antigos
do Egypto se vêem os libycos e amazirghas, habitantes da Africa
septemtrional, adornados com uma trança enroscada que passa por diante
da orelha e cahe sobre a espadua, recurvando-se á maneira do chifre
inferior de alguns carneiros. Dissemos tambem que um dos pharaós,
Ramses II, se adorna com toucado similhante. No _Universo Pittoresco_,
na parte respectiva á Sardenha, vem a estampa de um idolo de bronze
com uma trança da mesma sorte recurvada. O auctor do livro, que foi o
presidente Gregory, diz que o cavalleiro Ferrero la Marmora apresentara
aquelle idolo.
TABELLA DAS GRAVURAS
1, 2 e 3--Silex das collecções da Commissão geologica de Portugal, que o
sr. Carlos Ribeiro suppõe terem sido lascados pelo homem terciario.
Tamanho natural 29
4--Machado de silex lascado da estação de San Isidro. (_Anales de la
sociedad española de Historia Natural_. Tom. I, cuaderno 3.º) 33
5, 6 e 7--Faca de silex da estação de Argecilla (Op. cit.) 39
8 e 9--Machadinha de pedra de Argecilla (Op. cit.) 40
10--Ponta de frecha de silex de Argecilla (Op. cit.) 41
11, 12 e 13--Pontas de frecha de silex da Fonte da Ruptura em Setubal.
Tamanho natural. (Mus. da Escol. Polyt.) 41
14--Cabeça de lança de silex, achada n’um dolmen pouco distante de Niza.
Metade do tamanho natural. (Commissão geologica) 42
15--Cabeça de lança da Sepultura de Martim Affonso, perto de Muge.
Metade do tamanho natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 42
16 e 17--Faca de silex da Cova da Estria. Tamanho natural. (Mus. da Esc.
Polyt.) 43
18 e 19--Percutor de silex, descoberto no Alemtejo. Tamanho natural.
(Collecção do sr. Gabriel Pereira, de Evora) 45
20--Machado de feldspath branco, polido, encontrado no Alemtejo. Metade
do tamanho natural. (Collecção de archeologia do Instituto de
Coimbra) 46
21 e 22--Instrumentos de pedra da caverna de Albuñol. Metade do tamanho
natural. (Gongora. _Antig. prehist. de Andalucia_. Fig. 8 e 9) 47
23--Instrumento (picareta?) de calcareo branco, molle, achado em Mafra.
Um terço do tamanho natural. (Commissão geologica) 47
24--Cabo de osso da Casa da Moura. Tamanho natural. (Mus. da Esc.
Polyt.) 49
25--Puncção de osso de Almeria. Tamanho natural. (Gongora. _Antig.
prehist. de Andalucia_. Fig. 61) 50
26--Puncção de osso da Fonte da Ruptura em Setubal. Tamanho natural.
(Mus. da Esc. Polyt.) 50
27 e 28--Furador de pelles (?) objectos de osso achados na Fonte da
Ruptura em Setubal. (Mus. da Esc. Polyt.) 51
29--Faca de osso de Albuñol. Tamanho natural. (Gongora, _Antig. prehist.
de Andalucia_. Fig. 14) 51
30--Fragmento semicylindrico de osso, achado na anta de Bellas. Tamanho
natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 51
31--Machadinha (?) de schisto de Monte-Real, proximo de Leiria. Metade
do tamanho natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 52
32--Fragmento de uma machadinha (?) de schisto, achado na Cova da
Estria. Tamanho natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 52
33--Baculo (?) de schisto da Sepultura de Martin Affonso, perto de Muge.
Um terço do tamanho natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 53
34--Machadinha de calcareo branco, achada na Cova da Estria. Tamanho
natural. (Commissão geologica) 54
35--Fragmento cylindroide de calcareo branco da Cova da Estria. Metade
do tamanho natural. (Commissão geologica) 55
36--Conta de calcareo da anta de Bellas. Tamanho natural. (Mus. da Esc.
Polyt.) 56
37--Contas de schisto da anta de Bellas. Tamanho natural. (Mus. da Esc.
Polyt) 56
38--Fragmento de louça de Mont’Abrão, propriedade do sr. marquez de
Bellas. Tamanho natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 57
39--Fragmento de louça da Pena em Setubal. (Mus. da Esc. Polyt) 57
40--Fragmento de louça da Fonte da Ruptura em Setubal. Metade do tamanho
natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 57
41--Fragmento de louça de Albuñol. Metade do tamanho natural. (Gongora,
_Antig. prehist. de Andalucia_, Fig. 51) 57
42--Diadema de ouro da caverna de Albuñol. Um quinto do tamanho natural.
(Gongora, _Antig. prehist. de Andalucia_, Fig. 1) 58
43--Fragmento de tecido de esparto de Albuñol. Um dezeseis avos do
tamanho natural. (Gongora, _Antig. prehist. de Andalucia_, Fig 2) 59
44--Fragmento de tecido de esparto de Albuñol. Um vinte avos do tamanho
natural. (Gongora, _Antig. prehist. de Andalucia_. Fig. 7) 59
45--Fragmento de tecido de esparto de Albuñol. Um nono do tamanho
natural. (Gongora, _Antig. prehist. de Andalucia_. Fig. 1) 59
46--Bolsa de esparto de Albuñol. Metade do tamanho natural. (Gongora,
_Antig. prehist. de Andalucia_. Fig. 20) 60
47--Concha vasada para servir de bracelete da Cueva de la Mujer. Metade
do tamanho natural. (Mac-Pherson, 2.ª parte. Est. VIII, fig. 3) 61
48--Pedra balouçante de Boariza, na provincia de Santander. (_Sem. Pint.
Esp. de 1857_, pag. 133) 79
49--Pedra balouçante de Abra, na provincia de Santander. (_Sem. Pint.
Esp. de 1857_, pag. 249) 79
50 e 51--Dolmen da Lairinha a 3:500 metros ao norte de Arrayollos,
districto de Evora, provincia do Alemtejo. (Estampa lithographica do sr.
Pereira da Costa) 81
52 e 53--Dolmen de Valle de Moura. (Estampa lithographica do sr. Pereira
da Costa) 82
54--Dolmen del Hoyon. (_Antig. prehist. de Andalucia_, pag. 83) 84
55--Dolmen de Ascensias. (_Antig. prehist. de Andalucia_, pag. 101) 85
56, 57, 58 e 59--Vista interior, vista exterior, vista lateral e planta
do tumulo de Antequera. (_Sem. Pint. Esp. de 1857_) 86 88
60, 61 e 62--Alçado, secção e planta do dolmen interior do tumulo de
Eguilaz na provincia de Alava. (_Sem. Pint. Esp. de 1857_, pag. 157) 92
63--Machado de cobre do Alemtejo. Metade do tamanho natural. (Collecção
de archeologia do Instituto de Coimbra) 116
64--Machado de bronze do Alemtejo. Um terço do tamanho natural.
(Collecção do sr. Gabriel Pereira) 116
65--Ponta de frecha de cobre da Casa da Moura, uma das cavernas de
Cesareda. Tamanho natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 117
66--Facas de cobre ou de bronze da Fonte da Ruptura de Setubal. Tamanho
natural. (Mus. da Esc. Polyt.) 118
67--Serrote de cobre ou de bronze da Fonte da Ruptura. (Mus. da Esc.
Polyt.) 118
68--Espada de cobre do Alemtejo. Um quarto do tamanho natural.
(Bibliotheca de Evora) 120
69 e 70--Punhos de espadas de cobre do Alemtejo. Tamanho natural.
(Bibliotheca de Evora) 120
71--Espada de bronze do Alemtejo. Dois nonos do tamanho natural.
(Collecção do sr. Gabriel Pereira) 120
72--Punhal de bronze da Galiza. Tamanho natural. (_Mus. Esp. de antig._
tom. IV) 121
73--Punho de um punhal de ferro da Galiza. Tamanho natural. (_Mus. Esp.
de antig._ tom. IV) 122
74 e 75--Idolo de bronze. Tamanho natural. (Bibliotheca de Evora) 123
76, 77 e 78--Idolos de bronze. Tamanho natural. (Bibliotheca de
Evora) 124
79 e 80--Cabras de bronze. Tamanho natural. (Bibliotheca de Evora) 125
INDICE
PAG.
PROLOGO 1
CAPITULO I
ESTUDOS PREHISTORICOS
Os erros geocentrico e anthropocentrico e o progresso das
sciencias.--Machados de pedra.--Opiniões dos antigos e do vulgo ácerca
da sua origem.--Mercati entrevê a verdade.--Demonstrações de Jussieu e
de Mahudel.--Opiniões de auctores hespanhoes e portuguezes.--Primeira
definição das idades prehistoricas.--O homem
fossil.--Schmerling.--Boucher de Perthes.--Os sabios francezes e
inglezes.--Inversão das opiniões em França e Inglaterra.--Conferencia
internacional.--Resultados definitivos.--Estudos prehistoricos em
Hespanha e Portugal. 1
CAPITULO II
ANTIGUIDADE DO HOMEM
Constituição da crusta da terra.--Rochas sedimentares.--Serie
geologica.--Rochas plutonicas.--Rochas metamorphicas.--Classificação dos
terrenos estratificados.--Duração relativa d’estas formações.--Computo e
provas da antiguidade do homem, deduzidas: 1.º da vegetação florestal da
Dinamarca; 2.º dos sedimentos fluviaes; 3.º do desgaste das terras pelas
aguas affluentes aos rios.--Antiguidade do homem na Peninsula.--Clima
glaciario.--Fauna correlativa.--Effeitos da fusão dos gelos.--Hypothese
de Adhémar ácerca da epoca glaciaria.--Epocas glaciaria e
preglaciaria.--Diluvios periodicos.--Comparação de ambos os
hemispherios.--Proporção das aguas e das terras.--Factos
comprobativos.--Outras causas astronomicas.--Causas geographicas.--Gulf
Stream.--Sahara. 11
CAPITULO III
ANTIQUIORA MONUMENTA
Classificação dos tempos prehistoricos.--Subdivisões da idade da
pedra.--Silex e quartzites lascadas da Beira e da Extremadura,
attribuidas ao homem terciario.--Julgamento d’estas provas no congresso
de Bruxellas.--Provas indirectas do homem terciario, colligidas n’outros
paizes.--Sua incerteza.--É maior ainda a das provas directas.--Primeiros
vestigios do homem quaternario na Peninsula.--Estação de San
Isidro.--Falta de vestigios da epoca mesolithica.--Bruteza do homem
paleolithico.--Progresso na epoca neolithica.--Condições favoraveis
d’esse periodo ao desenvolvimento da humanidade.--Primeiras exigencias
do sentimento esthetico.--Origem das artes. 25
CAPITULO IV
PRIMICIAS DA ARTE