FOOTNOTES:

[Footnote 18: Hyp. Fortoul--_De l’art en Allemagne_.]

[Footnote 19: René Menard--_Gazette des Beaux-arts_, Mai. 1869.]

[Footnote 20: A _Guia_ ou _Chave da pintura_, Manual do sec.

XII (M. Didron, _Iconographie chrétienne_,) que indica até a côr

que se deve dar aos trajes d’este ou d’aquelle personagem religioso, e

outros.

Ainda bastantes seculos depois escrevia Fr. Juan de Ayalla (Hespanha) o

seu livro sobre o modo de pintar assumptos da religião.]

[Footnote 21: Adriano 1.^o (sec. VIII) por exemplo, fixa as tres

maneiras de representar o Christo.

Em 1863 publicou Charles de Remusat um bello trabalho: «_Un

musée chretien à Rome_, em que tracta este assumpto a respeito

das chamadas catacumbas. Sobre estas, desde Bosio (_La Roma

sotterata_) ou de Marchi, até Rossi, tem-se escripto immenso;

podendo dizer-se que se tem operado uma completa revolução na critica

da arte ou da esthetica christã.]

[Footnote 22: Semanas depois da publicação do primeiro «Livro de

Critica» obsequiou-me um erudito escriptor de Madrid com duas notaveis

obras que não posso deixar de recommendar aos que desejem conhecer a

historia da arte hespanhola.

Intitulam-se:

«_Murillo, su época, su vida, sus cuadros_, &c. Sevilla 1864.

«_Pablo de Céspedes.--Obra premiada por voto unanime de la Academia

de nobles-artes de San Fernando en el certámen de 1866_.--Madrid

1868.

É seu author D. Francisco M. Tubino, que n’ellas revela a par d’um

grande talento e d’um estudo solido e vasto, um bom senso e tacto

critico de notavel profundesa e originalidade, que o collocou á altura

dos primeiros criticos d’além dos Pyreneos. Não me envergonho de

confessar que desconhecia aquellas duas notaveis obras.

Muito é para sentir que tão pouco conheçamos em Portugal a arte e a

sciencia dos nossos visinhos peninsulares, e muitos louvores cabem ao

actual embaixador hespanhol em Lisboa, o snr. Fernandes de los Rios,

que tem procurado e vae conseguindo attenuar este mal.

Um patriotismo caturra até á imbecilidade, muitas vezes faz com que

se olhe de travez para tudo o que de Hespanha nos vem. E bem boas

cousas podem vir. Eu creio que o _iberismo_ como doutrina é

um anachorismo ou uma ignorancia ou uma aberração, e como facto

seria um retrocesso, uma oppressão commum, uma desgraça, mas rio-me

de certas manifestações estereis ou grotescas, porque creio que

a historia tem uma logica implacavel, e que a independencia d’um

povo, a sua existencia politica basea-se principalmente n’uma

consciencia collectiva esclarecida, forte e moral, n’uma politica e

n’uma governação séria e positiva, n’uma vida social sadia e n’uma

comprehensão firme dos principios da organisação do Estado, dos

interesses do povo, dos direitos do cidadão, das necessidades e meios

de reforma, etc.

Ora a tal respeito estamos nós n’uma situação deploravel em que já vae

attentando a Europa, como se vê das crueis gargalhadas e desdens que

nos lança. Escusado é citar factos bem recentes.

O mal será a Hespanha tomar-nos a dianteira no movimento civilisador,

em quanto nós nos entretemos, desmoralisados e illudidos ... com bem

pequenas e ridiculas cousas.

Segundo livro de crítica · 第 44 / 103 题