DUARTE, (D. Hirmina Monteiro Teixeira)--ESTEVES, (Gustavo Adolpho
Lincoln)--FIGUEIREDO, (José Augusto de)
Merecem de certo uma saudação estes três _poetæ minores_, que,
apesar de serem _minores_ na idade e no tirocinio artistico,
se revelam já _poetæ_, timidos e humildes, o que lhes augmenta
o encanto da sua poesia de pincel, e com manifestas tendencias para
o culto da arte. A estreia de D. Hirmina é realmente brilhante e
promettedora. Os seus dois quadros _a pastel_, um: «_Retrato de
D. I. M. T. D._», em que a discipula de J. P. de Sousa se revela
verdadeira artista, e o outro: «_Flôres, estudo copiado de pintura a
oleo_,» não ficam deslocados n’uma Exposição como esta.
A «_Innocencia_», estudo do natural de Esteves, é uma tentativa
a medo; revela um pincel que quando procurar mais vigoroso e seguro
colorido e souber amaciar mais as _tintas_ poderá captivar a
critica. É artista estudioso, este.
O «_Retrato_» de Figueiredo não desconceitua a academia de que o
author é esperançoso alumno e promette-nos um artista de consciencia.
V