Ninguem, porém, tema que a precedente, e é ella quem nos governa ainda,

se deixe seduzir por tão extravagantes politicas. Ella é pratica,

e como tal, não tem mais ambição do que a de manter o que existe,

acompanhando passivamente, passo a passo, o desenvolver espontaneo

dos elementos da vida nacional. O seu liberalismo provém da sua

passividade calculada. Vamos andando. A Inglaterra, confiam elles

que nos ha de proteger: e quando não houver Africas para lhe pagar?

Entretanto, o minhoto vae, o brazileiro vem, e os emprestimos tomam-se;

entretanto as estradas fazem-se e o proprietario enriquece. E cada vez

mais esta pequena Turquia do occidente, com a sua Lisboa que é outra

Constantinopla, ganhando a força de uma existencia rural, provinciana,

e de uma vida bancaria cosmopolita, perde o caracter organico de nação.

Entre-se no Tejo, entre-se até no Douro, e ver-se-hão as bandeiras

de todas as còres, menos a portugueza; formigam, fumando, os vapores

inglezes. Lisboa é uma estalagem, nós os recoveiros. Não! que desde que

ha caminhos-de-ferro nem o lucro das recovagens embolsamos; somos o

moço da arriaria, porque o nosso capital prefere aos caminhos-de-ferro,

se não são do governo, as inscripções de cá ... e de Hespanha!

Proprietarios ou juristas os burguezes e os lavradores, caixeiros e

artífices de industriaes forasteiros os proletarios, a nossa situação

é de facto como a do turco. Ahi nos conduziram as qualidades de um

genio por tantos lados affín, os resultados de uma condição a tantos

respeitos similhante. Lisboa é para nós um elemento de resistencia

passiva: Constantinopla é-o para elles. Não se está vendo quanto custa

a resolver esse problema? O nosso é proximamente egual. Tambem á Europa

convirá mais ter no Tejo uma estação franca, do que a cabeça de um

imperio concorrente. Se assim é, com effeito, temos de optar entre duas

hypotheses, nenhuma d’ellas, por certo, inteiramente satisfactoria:

ou abdicar da autonomia em favor de um futuro distante de grandeza

peninsular; ou conformarmo-nos a ir vivendo, regeneradamente, á espera

do que está para vir. É uma crise? Decerto. Um cataclysmo? Talvez sim,

talvez não: depende das circumstancias. Será, como consequencia natural

dos factos actuaes conhecidos, um futuro honroso, nobre, meritorio?

Será outra vez a repetição de D. Manuel, ou do Brazil de D. João V? Não

se vê como possa ser.

O que eu d’aqui estou vendo, ao pôr as ultimas palavras n’esta obra

triste, é o leitor irritado amarfanhar o livro nas mãos, pisal-o com

os pés, vingando-se do atrevimento de quem lhe disse cousas que tanto

o offendem. Nunca os jornaes tal escreveram, nunca o parlamento ouviu

taes heresias: nem os velhos, nem os moços jámais as proferiram!

Tambem os medicos, por via de regra, escondem ás familias a gravidade

das doenças: umas vezes não as percebem, outras convem lhes mentir,

para não assustar! Assim estão as classes que nos governam; e até

hoje, força é dizer que o povo não descobriu ainda meio de se libertar

d’ellas.

Nem descobriu o meio, nem demonstrou a vontade. Dorme e sonha?

Ser-lhe-ha dado acordar ainda a tempo?

NOTAS DE RODAPÉ:

[42] V. _O Brazil e as colon. port._

[43] V. _Hist. de Port._

[44] V. _Elem. de Anthropol._

[45] Foi o que succedeu com a revolução do Brazil em 1889: deitou

abaixo o castello-de-cartas portuguez. (3.ª ed.)

[46] V. _Hist. de Portugal_.

[47] V. _O Brazil e as col. n. port._

[48] V. _Instituições primitivas_, pp. 290 e segg.

APPENDICES

A

CHRONOLOGIA

=1826=--=Março=--6. Nomeação da Regencia do reino por D. João VI: a

infanta D. Izabel Maria presidente.--10. Morte de D. João VI.--20.

Reconhecimento de D. Pedro IV, rei, pela Regencia.

=Abril=--26. D. Pedro IV, do Rio, confirma os poderes da Regencia.--27.

Amnistia os crimes politicos.--29. Outorga a Carta Constitucional.--30.

Nomeia os pares do reino, segundo a Carta.

=Maio=--2. D. Pedro IV abdica a corôa em D. Maria II sob condição de

jurar a constituição e casar com D. Miguel.

=Julho=--2. Chegada de Stuart a Lisboa na corveta _Lealdade_ com

a Carta.--12. Publicação da Carta em Lisboa, pela Regencia.--31.

Juramento da Carta. = 22-6. Pronunciamentos militares absolutistas no

Minho e Traz-os-Montes; suffocados.

=Agosto=--1. Izabel-Maria, regente em nome de D. Maria II.--3.

Composição do ministerio constitucional. = 21. Tentativa de

pronunciamento absolutista do corpo de policia em Lisboa.

=Outubro=--4. Juramento da Carta por D. Miguel em Vienna de

Austria.--5. Pronunciamento do marquez de Chaves em Villa-Real;

pron. militares em Vizeu, Villapouca, e no Algarve.--8. Eleições

das camaras.--23-5. Invasão dos absolutistas refugiados em

Hespanha: Silveira por Bragança, Telles-Jordão por Almeida, Magessi

pelo Alemtejo. Guerra civil. Sublevação de toda a provincia de

Traz-os-Montes.--29. Celebração dos espousaes de D. Miguel e de D.

Maria II em Vienna.--30. Abertura das côrtes geraes em Lisboa.

=Dezembro=--15. Acção de Cavez, indecisa.--16. Recomposição do

ministerio no sentido reaccionario; entrada do bispo de Vizeu.--23.

Encerramento das côrtes. = 24. Chegada da divisão ingleza de Clinton a

Lisboa, partindo para o theatro da guerra.

=1827=--=Janeiro=--2. Abertura das camaras.--9. Derrota dos

absolutistas em Aguiar da Beira.--19. Convenção anglo-portugueza para a

defeza da Carta.

=Fevereiro=--5. Acções da Ponte do Prado e da Barca; repellidos os

absolutistas para além da fronteira.

=Março=--8-10. Desarmamento dos exercitos absolutistas internados em

Hespanha; fim da guerra civil.--31. Encerramento das camaras.

=Abril=--13. Amnistia dos emigrados, que a não acceitam.--28. Saldanha

segunda vez ministro da guerra, reacção liberal.--29. Sublevação

absolutista da guarnição de Elvas.

=Junho=--8. Recomposição ministerial, no sentido constitucional; saída

do bispo de Vizeu.

=Julho=--3. D. Pedro, no Rio, nomeia D. Miguel seu um lugar-tenente

em Portugal.--23. Saída de Saldanha do ministerio.--24. Tumultos

republicanos em Lisboa (_Archotadas_).--28-30. Agitação do Porto.

=Agosto=--27. Chega a Londres o decreto de 3 de julho.

=Outubro=--8. Chega a Lisboa o _Camões_, portador do decreto.--24. Sae

de Lisboa a fragata _Perola_ para conduzir D. Miguel.

=Dezembro=--6. D. Miguel sae de Vienna. O banco suspende o pagamento

das notas, restabelecido a 10.--19, em Paris;--30, em Inglaterra.

=1828=--=Janeiro=--2. Abertura das camaras.

=Fevereiro=--9. D. Miguel embarca em Plymouth.--22. Chega a

Lisboa.--26. Jura a Carta, assume a regencia, nomeia ministerio,

substitue os governadores militares.

=Março=--14. Dissolução das camaras. Nomeação da Junta das instrucções

eleitoraes. Prohibição do hymno da Carta.--18. Assassinato dos lentes

de Coimbra, em Condeixa.

=Abril=--2. Retirada da divisão ingleza.--25. Tumultos absolutistas em

Lisboa. Acclamação de D. Miguel I pelo Senado da capital, de Coimbra e

de Aveiro.

=Maio=--3. Representação da nobreza do reino pedindo a acclamação.

Decreto convocatorio dos Tres-Estados.--(No mesmo dia, no Rio, D.

Pedro declara definitiva a sua abdicação e nomeia D. Miguel regente

em nome de D. Maria II).--14. Dissolução dos batalhões do commercio e

nacionaes em Lisboa.--16. Pronunciamento constitucional da guarnição do

Porto, formação da Junta de governo; sedição de Aveiro.--18. Acclamação

de D. Miguel nos Açores.--22. Restauração da Carta, na Terceira;

acclamação de D. Pedro em Coimbra.--25. Pronunciamento constitucional

no Algarve, suffocado.--26-30. Creação dos batalhões de voluntarios

realistas. Saída do exercito do governo para o norte. Pronunciamento

constitucional da praça de Almeida.-- 28. Manifesto da Junta do Porto;

creação de batalhões de voluntarios de D. Pedro IV.

=Junho=--2-20. Marcha do exercito da Junta até Condeixa.--21. Retira

sobre Coimbra. Organisa-se o batalhão academico.--20. Execução dos

estudantes de Coimbra.--23. Reunião dos Tres-Estados no paço da Ajuda.

Reintegração dos emigrados de 27 em Hespanha, que voltam ao reino.--22.

A Madeira adhere á Junta do Porto.--24. Acção da Cruz de Morouços.--26.

O exercito da Junta retira sobre o Vouga. Chegada ao Porto do _Belfast_

com Palmella, Terceira, Saldanha, etc.--28. Acção do Vouga; o exercito

da Junta retira sobre Azemeis.--30. D. Miguel assume o titulo de rei.

=Julho=--3. Entrada do exercito no Porto; retirada dos da Junta pelo

Minho, direcção da Galliza. Partida do _Belfast_ com os emigrados que

trouxera. Dissolução da Junta.--5. Partida de D. Maria II do Brazil

para vir casar com o tio.--6. Entrada do exercito constitucional na

Galliza.--7. Juramento de D. Miguel, perante os Tres-Estados.--11.

Acclamação do rei.--14. Alçada ao Porto.--15. Dissolução da assembléa

dos Tres-Estados. A Terceira não recebe o governador enviado por D.

Miguel.--16. Capitulação da guarnição de Almeida.

=Agosto=--6. Alçada á Madeira.--4-18. Decretos do Terror: creação do

conselho militar, confisco dos bens dos emigrados, commissão dos crimes

de lesa-magestade, devassas.--15. Chegada da esquadra á Madeira.--20.

Desembarque de officiaes constitucionaes do Porto; resistencia da

ilha.--22. Ataque pela esquadra, desembarque, restauração do governo

de D. Miguel.--26. Começa na Galliza o embarque do exercito da Junta,

para Inglaterra, terminando em 12 de setembro.

=Setembro=--2. Chega a Gibraltar D. Maria II, do Brazil, e sabe da

usurpação, partindo para Inglaterra.--8. Desembarque de officiaes

constitucionaes na Terceira, vindos de Inglaterra na fragata brazileira

_Isabel_; constituição de um nucleo de resistencia.--24. Chegada de D.

Maria II a Falmouth.

=Outubro=--6. Id. a Londres, onde fica.--4. Acção do Pico do Celleiro,

e submissão de toda a ilha Terceira ao governo constitucional;

installação de uma Junta provisoria de governo.

=Novembro=--9. Accidente em que D. Miguel fractura uma perna caíndo da

carruagem.

=Dezembro=--Bloqueio da Terceira por navios de guerra inglezes.--7.

Dissolução do deposito dos emigrados constitucionaes em Plymouth, por

ordem do governo inglez.

=1829=--=Janeiro=--6. Partida de Saldanha com quatro navios de

emigrados para a Terceira.--9. Tentativa frustrada de revolta

militar em Lisboa.--16. O cruzeiro inglez impede o desembarque de

Saldanha.--30. Regressa a expedição, chegando a Brest; interna-se em

França.

=Fevereiro=--2. Desembarque dos Voluntarios da Rainha na Terceira.--14.

Novo desembarque de emigrados de Inglaterra.

=Março=--3. Novo desembarque id.--6. Execução em Lisboa dos condemnados

da conspiração do brigadeiro Moreira.--Suppressão do bloqueio inglez da

Terceira.--8. Chegada de 600 emigrados de Inglaterra.

=Maio=--7. Execução, no Porto, dos réus da insurreição da Junta de 16

de maio 28.

=Junho=--16. Partida de Lisboa da expedição para submetter

a Terceira.--22. Chegada de Terceira a Villa-da-Praia como

capitão-general, nomeado por Palmella em Londres.

=Julho=--29. Apparecimento da esquadra do governo nas aguas da

Terceira; bloqueio.

=Agosto=--11. Acção da Villa-da-Praia; repellida a tentativa de

desembarque das tropas do governo; retirada da esquadra.--13.

Introducção dos jesuitas em Lisboa.--29. Protesto de Barbacena em

Londres em nome da rainha, contra a politica ingleza.--31. Partida da

rainha para o Brazil, com a noticia da victoria da Villa-da-Praia.

=Outubro=--2. Reconhecimento de D. Miguel, rei, pelos Estados-Unidos da

America;--11, pela Hespanha.

=1830=--=Janeiro=--7. Morte da Rainha viuva D. Carlota Joaquina, em

Lisboa.

=Março=--7. Morte do marquez de Chaves.--15. Chegada de Palmella á

Terceira; constituição da Regencia.

=Junho=--15. D. Pedro, do Rio, confirma a Regencia da Terceira.

(Palmella, Terceira, Guerreiro).--Chegada a Brest do marquez de Santo

Amaro, enviado de D. Pedro.

=Outubro=--18. Nova bandeira portugueza, bicolor.

=1831=--=Fevereiro=--8. Tentativa frustrada de sedição militar em

Lisboa.

=Abril=--7. Emprestimo levantado na Terceira.--Abdicação de D. Pedro,

imperador do Brazil, no Rio.--13. Saída do ex-imperador do Brazil, para

a Europa.--Id. de D. Maria II para Brest, na _Saine_.--17. Expedição

da Terceira ás ilhas de oeste.--19. Ruptura de relações do governo de

Lisboa com a França; saída do consul, de Lisboa.

=Maio=--4. Em viagem, D. Pedro toca no Fayal, escrevendo a

Terceira.--9. Occupação da ilha de S. Jorge pelos constitucionaes.

=Junho=--12. Chegada de D. Pedro a Cherburgo.--23. Occupação do Fayal,

seguida pela de Flores, Corvo e Graciosa.--26. Chegada de D. Pedro a

Londres.--Segundo emprestimo na Terceira.

=Julho=--11. Entrada da esquadra franceza no Tejo, apresamento

dos navios portuguezes.--26. Visita de D. Pedro a D. Maria II em

França.--30. Partida da expedição da Terceira a S. Miguel.

=Agosto=--1. Desembarque na ladeira da Velha, occupação de S.

Miguel.--16. D. Pedro fixa a residencia em França.--22. Pronunciamento

constitucional de infanteria 4 em Lisboa, suffocado.

=Setembro=--21. Reconhecimento de D. Miguel, rei, pelo papa.

=Outubro=--2. Morte de José Agostinho de Macedo.

=1832=--=Fevereiro=--2. Manifesto de D. Pedro.--10. Organisada a

expedição em Inglaterra, armada em Belle-Isle, D. Pedro parte para os

Açores.--22. Chega a S. Miguel.

=Março-=-3. Chega D. Pedro á Terceira. Assume a regencia. Nomeia

ministerio. (Palmella, Mousinho, Freire) Terceira general, sob o

regente.--28. Manifesto de D. Miguel.--29. Bloqueio da Madeira pela

esquadra constitucional, levantado em maio, sem resultado.

=Abril=--4. Decreto de abolição parcial de morgados.--19. Id. da siza,

portagens e direitos feodaes.--25. D. Pedro vae a S. Miguel preparar a

expedição ao reino.

=Maio=--16. Decreto organisando a administração, a justiça e a fazenda.

=Junho=--20-2. Embarque.--27. Partida da expedição de S. Miguel para o

continente.

=Julho=--8. Desembarque em Pampelido.--9. Entrada no Porto, evacuado

pelas tropas do governo.--14. Primeiro ataque dos miguelistas,

rechassado.--18. Acção de Penafiel.--22. Reconhecimento de Vallongo,

retirada para Rio-Tinto.--18. Junção dos generaes miguelistas

Santa-Martha e Povoas em Souto Redondo, ao sul do Douro.--23. Batalha

de Ponte-Ferreira.--27. Acção de Grijó.--29. Organisação da ordem da

Torre-e-Espada.--30. Decreto de abolição dos dizimos.

=Agosto=--7. Acção de Souto-Redondo, derrota e retirada sobre o

Porto--8. Reconhecimento miguelista sobre o norte do Porto.--12.

Decreto de abolição das doações regias.--12. Decreto de abolição dos

bens da corôa.

=Setembro=--8-11. Ataques á Serra do Pilar e ao Porto, repellidos.

Occupação de Gaya pelos miguelistas. Principio do bombardeamento.

Teixeira (Pezo da Regoa) toma o commando do exercito miguelista.--16.

Sortida constitucional, occupação do cerro das Antas.--29. Ataque geral

dos miguelistas ao Porto, repellido.

=Outubro=--11. Batalha naval nas aguas do norte, indecisa.--13-14.

Ataques á Serra-do-Pilar, repellidos. Desenha-se o cerco, artilhando-se

a margem esquerda do Douro.--16. Partida de D. Miguel para Braga.--26.

Santa Martha substitue Teixeira no commando.

=Novembro=--14, 17, 28. Sortidas successivas dos sitiados, batidos.

=Dezembro=--17. Sortida a Gaya, batida.--Revista de D. Miguel ao

exercito sitiante.

=1833=--=Janeiro=--1. Solignac, general do exercito

constitucional.--24. Ataque frustrado ás posições miguelistas do Crasto

e do Queijo, a noroeste do Porto.--28. Chegada de Saldanha.

=Fevereiro=--21. O conde de S. Lourenço general do exercito miguelista.

=Março=--4-24. Ataques miguelistas ás linhas leste e noroeste,

repellidos.--16. Vinda de D. Carlos para Portugal.

=Abril=--9. Sortida e occupação do reducto do Covello.

=Junho=--1. Chegada ao Porto de Palmella e Napier, com reforços.--8.

Napier almirante.--13. Demissões de Sartorius e Solignac.--Saldanha

chefe do Estado-maior; Terceira commandante da expedição do sul, com

Napier, e Palmella governador civil.--21. Partida da expedição do

Algarve.--24. Desembarque e occupação de Tavira.

=Julho=--5. Batalha naval do Cabo de S. Vicente, apresamento da

esquadra miguelista.--14. Bourmont commandante do exercito miguelista

no Porto.--25. Ataque ás linhas, repellido.--23. Acção da Piedade,

destroço dos miguelistas.--24. Entrada de Terceira em Lisboa, evacuada

pela guarnição miguelista.--26. Partida de D. Pedro, do Porto, para

Lisboa por mar.--27. Morticinio dos presos de Estremoz.

=Agosto=--9. Retirada de Bourmont do Porto para o sul. Reconhecimento

do governo de D. Maria II pela Inglaterra.--10. D. Miguel em

Coimbra.--15. Decreto convocando côrtes.--18. Saldanha bate a divisão

miguelista do Porto, levanta o cerco pelo norte e leste.--20. Os

miguelistas retiram da margem sul.--D. Miguel e o exercito avançam de

Coimbra sobre Lisboa.--25-6. Concentração das forças miguelistas em

torno de Lisboa.

=Setembro=--5-14. Ataques ás linhas constitucionaes, repellidos.--18.

Substituição de Bourmont por Macdonell no commando do exercito

miguelista.--22. Chegada de D. Maria II ao Tejo, por mar, de

França.--27. Prorogação da convocação das côrtes.--Exigencias de

Hespanha perante D. Miguel para a expulsão de D. Carlos do territorio

portuguez.

=Outubro=--10-11. Sortida de Lisboa para leste. Saldanha obriga os

sitiantes a retirar sobre Santarem, onde se fortificam.--Reconhecimento

do governo de D. Maria II pela França;--23, pela Belgica.

=Novembro=--3. Expedição constitucional ao Alemtejo; acção de Alcacer,

morticinio dos prisioneiros.

=1834=--=Janeiro=--14. Saldanha toma e fortifica Leiria.--30. Acção e

victoria de Pernes.

=Fevereiro=--18. Batalha de Almoster.

=Março=--18. Decretos de exautoração do infante D. Miguel e abolição

da casa do Infantado, encorporados os bens nos da nação.--Operações no

Minho.--23. Napier toma Caminha.--27. Vianna e Ponte de Lima.--Cabreira

entra em Santo Thyrso.

=Abril=--2. Occupação de Braga.--3. de Valença.--Expedição de Terceira

ao centro do reino; chega ao Porto; operações no Tamega.--22. Tratado

da quadrupla alliança.

=Maio=--8. Occupação de Coimbra.--10. Confirmação do tratado em

Lisboa.--16. Batalha da Asseiceira.--17. Retirada de D. Miguel de

Santarem para Evora.--18. Occupação de Santarem.--27. Convenção de

Evora-Monte.--28. Convocação das côrtes ordinarias.--Decreto de

abolição das ordens religiosas.--30. Embarque de D. Miguel.

=Junho=--20. Manifesto de D. Miguel, de Genova.

=Julho=--4. Expulsão dos jesuitas.--Interrupção de relações com a côrte

de Roma.--23. Decreto da extincção do papel-moeda.

=Agosto=--15. Reunião das côrtes.--28. Confirmação da regencia de D.

Pedro.--30. Juramento da carta pelo regente.

=Setembro=--20. D. Maria II começa a reinar.--24. Morte de D.

Pedro.--Ministerio Palmella, principio do regime parlamentar em

Portugal.

=Outubro=--4. Votação da lei de soccorros aos lavradores.

=Dezembro=--1. Casamento da rainha com o principe de Leuchtenberg.--19.

D. Miguel e seus descendentes banidos por lei.

=1835=--=Março=--28. Morte do rei-esposo. Tumultos de Lisboa contra

Palmella e o seu governo.

=Abril=--23. Conversão da divida da 6% em 4.

=Maio=--27. Queda do gabinete Palmella. Saldanha no governo.

=1836=--=Janeiro=--9. Casamento da rainha com o principe D. Fernando de

Coburgo.

=Julho=--14. Incendio do palacio do Thesouro, no Rocio de

Lisboa.--Dissolução das camaras, convocadas para 11 de setembro.

=Setembro=--9-10. Sedição em Lisboa, suppressão da Carta. Queda do

ministerio. Dictadura de Passos-Manuel.--11. Juramento da Constituição

de 22 pela rainha.

=Novembro=--4. Conspiração palaciana, abortada, para restaurar a Carta.

(_Belemzada_) Assassinato de Agostinho José Freire.--12. Convocação de

côrtes constituintes.

=1837=--=Janeiro=--26. Abertura do congresso constituinte.

=Maio=--13. Sedição miguelista das Marnotas, suffocada.

=Junho=--1. Queda de Passos-Manuel. Gabinete Sá-da-Bandeira.

=Julho=--12. Sedição militar cartista, revolta _dos Marechaes_,

(Saldanha, Terceira).

=Agosto=--28. Acção do Chão-da-feira.

=Setembro=--16. Nascimento de D. Pedro V.--18. Acção de Ruivães,

convenção de Chaves, emigração dos marechaes vencidos.

=1838=--=Março=--9-13. Revoltas dos radicaes, clubistas do Arsenal, em

Lisboa.

=Abril=--4. Juramento da constituição novamente feita. Regresso dos

marechaes.

=Junho=--14. Tumultos radicaes em Lisboa.

=Outubro=--31. Nascimento de D. Luiz I.

=1839=--Queda do gabinete Sá. Ministerio Sabrosa.

=Novembro=--26. Queda de Sabrosa. Ministerio Bomfim-Cabral-Rodrigo.

=1840=--=Fevereiro=--Dissolução da Camara.

=Maio=--26. Abertura do parlamento; maioria cartista.

=Agosto=--11. Tumulto setembrista em Lisboa, suffocado.--26.

Pronunciamento em Castello-Branco. (_Miguel Augusto_) idem.

=Fevereiro=--15. Execução de Diego Alves, na forca.

=Julho=--25. Homicidios de Mattos Lobo, em Lisboa.

=Maio=--21. Publicação da _Novissima reforma judiciaria_.

Restabelecimento das relações com a côrte de Roma.

=1842=--=Janeiro=--14. Partida do ministro Costa Cabral para o

Porto.--27. Pronunciamento militar no Porto, restaurando a Carta (de

26).

=Fevereiro=--5. Os pronunciados marcham sobre Coimbra.--7. Queda do

gabinete: ministerio Palmella-Soure-Avila.--8. Sedição cartista em

Lisboa.--9. Gabinete Terceira-Mousinho.--10. Decreto restaurando a

Carta com promessa de uma reforma.--14-16. Dissolução das Juntas

cartistas do Porto e Coimbra.--19. Regresso de Costa Cabral a

Lisboa.--24. C. C. ministro do reino; principio da longa administração

Cabral-Terceira.

=Março=--18. Promulgação do novo codigo administrativo.--30. Manifesto

da coalisão das opposições, setembrista, miguelista e cartista

dissidente.

=Julho=--10. Abertura das camaras.--16. Execução de Mattos Lobo na

forca: a ultima em Portugal.

=1843=--=Julho=--1. Lei de reforma das contribuições: decima de

repartição.

=1844=--=Fevereiro=--4. Pronunciamento militar em Torres-Novas,

suffocado.

=Abril=--8. Sedição da praça de Almeida, rendida.

=Agosto=--1. Reforma da organisação da justiça.--Nova lei eleitoral.

=1846=--=Abril=--15. Sublevação popular no Minho (_Maria-da-Fonte_).

Formação de Juntas revolucionarias no reino.--20. Decreto de suspensão

de garantias.

=Maio=--20. Queda do gabinete perante a revolução. Exilio dos irmãos

Cabraes.--26. Ministerio Palmella; desarmamento das Juntas. Curso

forçado das notas do banco de Lisboa. Regresso dos emigrados de 44.

=Agosto=--21. Decreto impondo segunda decima ás inscripções. Prorogação

do curso forçado das notas.

=Outubro=--1. Nova prorogação.--6. Golpe d’Estado, demissão do gabinete

Palmella. Saldanha no ministerio.--9. Restabelecimento da antiga

lei eleitoral. Dissolução das camaras.--Terceira, mandado ao Porto,

como lugar-tenente, é ahi preso.--10. Sublevação do Porto, creação

da Junta, propagação do movimento de resistencia em varios pontos do

reino.--16. O ministerio pede a intervenção extrangeira para debellar a

revolução.--25. Pronunciamento de S. Miguel.--26. Marcha do exercito da

Junta sobre Santarem.

=Novembro=--4. Occupação de Santarem pelos revoltosos.--6. Costa

Cabral embaixador em Madrid. Saída de Saldanha, com o exercito fiel,

de Lisboa.--14. Decreto do curso forçado permanente das notas do

banco.--16. Acção de Val-passos, entre Sá-da-Bandeira e Cazal.--19.

Decreto de fusão do Banco de Lisboa e da Companhia Confiança.--25.

Entrada dos miguelistas em Guimarães.

=Dezembro=--3. Tomada de Valença, pelos de Lisboa.--4. Ataque de Vianna

pelos miguelistas.--Manifesto da Junta do Porto.--Acção de Ourem.--22.

Acção de Torres-Vedras, victoria de Saldanha pela rainha.--26. Creação

do banco de Portugal.--31. Os miguelistas trucidados em Braga, morte de

Macdonell.

Portugal contemporaneo, Vol. 2 (of 2) · 第 29 / 30 段