Quem vio o desgrenhado e crespo Inverno,
D'átras nuvens vestido, horrido e feio,
Ennegrecendo á vista o ceo superno,
Quando os troncos arranca o rio cheio;
Raios, chuvas, trovões, um triste inferno
Que ao mundo mostra um pallido receio:
Tal o amor he cioso a quem suspeita
Que outrem de seu trabalho se aproveita.