IV.

O renegado de Veneza!--ah! elle

De vetusta linhagem primorosa

Teve o seu nascimento: todavia,

Desterrado a final do patrio ninho,

Contra os concidadãos tomou as armas,

Em que por elles adestrado fôra;

E orna-lhe a fronte rasa hoje o turbante.

Depois d'eventuaes destinos varios,

Sob a lei que Veneza lhe dictára

Se acolheo, como a Grecia, então Corintho;

E ei-lo que ante seus muros se apresenta,

Inimigo entre os feros inimigos

Da Grecia e de Veneza, e trasbordando

De resentido ardor, qual excandesce

Ao joven convertido a alma orgulhosa,

Onde duestos mil accumulados

Estão sempre em tumulto, e eternos vivem.

Nem por isso com elle quiz Veneza

Desempenhar o civico appellido

Em que firmava o seu brazão = A LIVRE; =

E de São Marcos no palacio excelso,

Delatores incognitos lançárão

Na _Boca do Leão_, durante a noite.

Denuncia atroz de requintados crimes,

Que o cobrião de macula indelével:

Salvou seus dias pressurosa fuga.

Desde esse lance despendia a vida

No meio dos combates, demostrando

Bem claro á patria o que perdeo no alumno

Que contra a Cruz, já supplantada, erguia

O soberbo Crescente, e, guerreando,

Só vingar-se ou morrer buscava ancioso.

O Cerco de Corintho, poema de Lord Byron, traduzido em verso portuguez · 第 15 / 48 题