O fadista, como já vimos a respeito do «bailhão», não deixa o seu
credito por mãos alheias.
Pouco lhe importa que os litteratos o descrevam; descreve-se elle a si
mesmo, propagando uma litteratura, que é d’elle ou feita para elle, e
que lhe dá celebridade.
Essa litteratura é o _Fado_.
O fadista canta as outras classes; tão tolo seria elle que não cantasse
a classe a que pertence.
Ha _Fados_ que o descrevem na vida e na morte, no prazer e no azar, em
liberdade e no Limoeiro.
A conjugação de todos esses _Fados_, dá, completa e integra, a vida do
fadista.